Chris Pratt abriu o jogo sobre um possível retorno à saga dos dinossauros. O intérprete de Owen Grady afirmou que não descarta participar de Jurassic World 5, mas deixou claro que o roteiro precisará honrar os filmes anteriores.
Ao mesmo tempo, o ator admitiu que adoraria dividir cena com Scarlett Johansson, nome ventilado para liderar a nova fase da franquia. A combinação, segundo ele, só acontecerá se a história fizer jus ao legado criado por Steven Spielberg em 1993.
Chris Pratt exige roteiro que respeite o legado
Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, Pratt foi direto: ele volta a vestir o colete de treinador de raptores somente se o texto “celebrar tudo o que veio antes”. O recado mira na essência da franquia, que sempre equilibrou aventura e questionamentos éticos sobre clonagem.
Pratt destacou que ama o personagem, mas não pretende participar de um capítulo “apenas para preencher lacuna”. A fala ecoa críticas comuns a sequências inflamadas por efeitos visuais e pouca substância narrativa. Para o ator, sem trama sólida, não há negociação.
Parceria com Scarlett Johansson pode impulsionar bilheterias
Johansson é apontada como possível protagonista de Jurassic World 5. Caso a escalação se confirme, o estúdio reunirá dois nomes que movimentam públicos distintos: fãs do Universo Cinematográfico da Marvel e seguidores da franquia jurássica.
A dupla já provou seu alcance comercial em produções multimilionárias. Uma aventura estrelada pelos dois teria potencial de repetir fenômenos de ingressos, situação semelhante ao que ocorreu quando “Sinners” liderou a temporada de premiações ao reunir elenco de peso sob direção celebrada.
Direção e roteiristas definirão o tom do próximo capítulo
Jurassic World Dominion foi vendido como a junção das trilogias antigas e novas. Para avançar sem esgotar a fórmula, Universal Pictures estuda trazer roteiristas que explorem linhas temporais diferentes — premissa que agrada Pratt, desde que respeite a jornada de Owen e Claire.
Imagem: Divulgação
O estúdio ainda não anunciou diretor ou equipe de roteiro. Colin Trevorrow, que comandou o primeiro Jurassic World, permanece como peça estratégica, mas não existe confirmação oficial. Rumores indicam busca por cineastas capazes de equilibrar espetáculo e reflexão, estratégia similar ao que ocorreu com Ryan Coogler em “Pantera Negra”.
Franquia vive momento de transição e precisa reinventar a narrativa
Universal deixou claro que dinos continuarão no circuito, mas o caminho agora pede reinvenção em vez de repetição. Novos protagonistas, linhas cronológicas alternativas e cruzamentos de personagens veteranos estão na mesa de discussão.
A participação de Scarlett Johansson pode simbolizar essa virada, colocando uma figura inédita no centro da ação e abrindo espaço para participações especiais, como a de Pratt, em papéis de mentor ou aliado pontual. A estratégia lembra escolhas recentes de Hollywood, como a inclusão de elencos renovados em reboots que resgatam fãs antigos sem afastar o público jovem.
Jurassic World 5 vale a ida ao cinema?
Com roteiro ainda envolto em sigilo, o que se sabe é que Chris Pratt só assinará contrato se o texto prestar reverência ao cânone jurássico. Caso o estúdio entregue enredo consistente e confirme Scarlett Johansson, o filme tende a atrair público amplo e a gerar novos debates sobre a coexistência entre humanos e criaturas extintas.
No final, tudo dependerá da habilidade dos roteiristas em oferecer algo mais que nostalgia e da visão de direção em equilibrar espetáculo com emoção. Se esses elementos se alinharem, Jurassic World 5 tem chance de justificar a presença do público nas salas de cinema — expectativa que acompanha qualquer produção do porte desta franquia, constantemente acompanhada pelo Salada de Cinema.



