A Odisseia, novo épico de Christopher Nolan, teve sua première mundial em Londres nesta semana, e as primeiras reações de críticos já colocam o filme entre os grandes eventos cinematográficos de 2026. O veredito inicial é amplamente positivo: elogios à escala da produção, ao elenco e à forma como o diretor usa o IMAX para transformar a jornada de Odisseu em espetáculo.
O filme chega aos cinemas em 17 de julho de 2026 e foi rodado com tecnologia IMAX, reforçando a aposta de Nolan em uma experiência pensada para a maior tela possível. A produção reúne Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Zendaya e Charlize Theron em uma releitura da obra clássica de Homero.
O que os críticos disseram sobre A Odisseia
Segundo o CBR, Steve Weintraub, do Collider, descreveu o longa como “incrível” e disse ter ficado impressionado com o resultado final. Andrew J. Salazar, do DiscussingFilm, também destacou a dimensão visual da produção, apontando cenas de ação grandiosas e momentos mais intensos do que o público talvez espere de uma adaptação clássica.
Erik Davis, do Fandango, foi ainda mais enfático ao tratar A Odisseia como um ponto de culminância da relação de Nolan com o formato IMAX. Para ele, o filme reúne ambição visual, design de produção grandioso e uma escala que amplia tudo o que o diretor vinha construindo em obras anteriores.
Jake Kleinman, da Polygon, seguiu linha parecida e destacou que o filme está entre os trabalhos mais diretos de Nolan, sem abandonar a complexidade visual e temática que se tornou marca do cineasta. A reação é importante porque indica que o diretor pode ter encontrado um equilíbrio raro: fazer um épico acessível sem reduzir a força do mito original.

Matt Damon e Robert Pattinson aparecem entre os destaques
Além da escala técnica, as primeiras reações também chamam atenção para o elenco. Matt Damon, que interpreta Odisseu, foi citado como o eixo emocional da história, sustentando a jornada de retorno do personagem entre guerra, perda e sobrevivência.
Robert Pattinson também aparece entre os nomes mais elogiados nas reações iniciais. Seu papel como Antínoo, um dos pretendentes que ameaçam o lar de Odisseu, foi apontado como uma presença especialmente marcante dentro da trama.
O elenco ainda conta com Anne Hathaway, Tom Holland, Lupita Nyong’o, Zendaya e Charlize Theron, reforçando o tamanho da aposta da Universal em transformar o poema de Homero em um lançamento de grande escala para o público atual.
O IMAX parece ser o centro da experiência
O ponto mais repetido nas primeiras impressões é o uso do IMAX. Depois de filmes como Oppenheimer, Dunkirk e Interestelar, Nolan volta a tratar o formato não apenas como escolha técnica, mas como parte da linguagem do filme.
Em A Odisseia, essa decisão parece fazer ainda mais sentido. A história original é marcada por travessias, monstros, deuses, tempestades e perdas acumuladas ao longo de uma jornada quase impossível. Ao filmar tudo com ambição de espetáculo, Nolan parece interessado em transformar o mito em experiência física, não apenas em narrativa literária adaptada.
Essa é justamente a diferença que as reações iniciais apontam: A Odisseia não estaria tentando modernizar Homero apenas pelo roteiro, mas pela escala sensorial. O público não acompanha apenas o retorno de Odisseu; é colocado diante da imensidão que torna esse retorno tão difícil.
Por que as primeiras reações aumentam a expectativa
Ainda é cedo para falar em consenso crítico definitivo, já que as resenhas completas devem chegar mais perto da estreia. Mesmo assim, o tom das primeiras reações já coloca A Odisseia como um dos filmes mais comentados do ano.
O entusiasmo inicial chama atenção porque o projeto representa um desafio diferente dentro da filmografia de Christopher Nolan. Em vez de lidar com ciência, memória, tempo ou guerra moderna, o diretor parte agora de um dos textos fundadores da literatura ocidental.
O risco era transformar a adaptação em um espetáculo distante, preso à grandiosidade visual. As primeiras reações, porém, sugerem o contrário: o filme parece encontrar equilíbrio entre escala épica e jornada humana, usando o mito de Odisseu para falar sobre retorno, culpa, resistência e desejo de voltar para casa depois da guerra.
Se esse equilíbrio se confirmar nas críticas completas, A Odisseia pode não ser apenas mais um grande lançamento de Nolan, mas uma das obras que melhor explicam sua obsessão por personagens testados até o limite. Odisseu, nesse sentido, combina perfeitamente com o cinema do diretor: um homem tentando atravessar forças maiores do que ele sem perder completamente a própria identidade.
Fonte principal: CBR. Informações complementares: Entertainment Weekly, The Guardian, Time e site oficial de A Odisseia.



