Esqueça o “MonsterVerse” da Universal. A verdadeira (e melhor) união dos monstros clássicos da literatura aconteceu em Penny Dreadful, a série que muitos órfãos da Netflix achavam ter perdido para sempre. A boa notícia: a produção retornou, e agora está disponível de graça no Mercado Play.
Esta não é uma simples colagem de ícones. Penny Dreadful é um drama psicológico gótico, filmado com a opulência de um filme de arte e a alma sombria da Londres vitoriana. É a história de como Dr. Frankenstein, Dorian Gray e as criaturas de Drácula se encontram em uma teia de horror, sexo e culpa.
A história de Penny Dreadful
A Londres do século XIX esconde segredos em seus becos enevoados. Sir Malcolm Murray, um explorador endurecido, retorna à cidade com uma missão: encontrar sua filha, Mina, que foi levada por uma força das trevas. Para esta caçada, ele recruta aliados improváveis.
Ele busca a ajuda de Vanessa Ives, uma médium atormentada que tem uma conexão psíquica com o mal que eles procuram. A eles se junta Ethan Chandler, um pistoleiro americano que foge de seu próprio passado violento.
E, nos bastidores, o Dr. Victor Frankenstein, um jovem cientista que acaba de vencer a morte, criando sua própria abominação. Juntos, eles mergulham no submundo da cidade, onde figuras imortais como Dorian Gray observam o jogo.
Mais poesia gótica do que terror barato
Penny Dreadful se recusa a tratar seus personagens como monstros de filme B. O criador John Logan os trata como as figuras trágicas da literatura que são. O roteiro mergulha na psicologia de cada um: o tédio paralisante da imortalidade de Dorian Gray, a arrogância de Frankenstein ao brincar de Deus, a culpa de Sir Malcolm.
A direção constrói uma Londres vitoriana que é, ao mesmo tempo, linda e podre, um cenário perfeito para o horror que se esconde em salões de baile e becos escuros. É um terror de fogo lento, focado no diálogo e na atmosfera, não no susto fácil.
O elenco e a produção que deram corpo aos monstros literários
A produção (2014-2016) é uma criação singular de John Logan (roteirista de Gladiador e 007 – Skyfall), que escreveu todos os 27 episódios.
A alma de Penny Dreadful é Eva Green como Vanessa Ives. Ela não interpreta uma mocinha; ela é o campo de batalha da trama, uma mulher cuja luta contra seus demônios internos é tão física e aterrorizante que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.
Timothy Dalton (o ex-James Bond) traz uma gravidade trágica a Sir Malcolm Murray. Josh Hartnett interpreta Ethan Chandler com uma melancolia que esconde sua verdadeira natureza.

Já Harry Treadaway (Dr. Victor Frankenstein) e Rory Kinnear (A Criatura/John Clare) têm a dinâmica mais humana da série: o criador arrogante e a criação poética.
Billie Piper (Lily) e Reeve Carney (Dorian Gray) completam este panteão gótico. A obra, com nota 8.2/10 no IMDb, pode ser vista gratuitamente no Mercado Play clicando aqui!.
Penny Dreadful nos deixa com a imagem de uma orquestra de almas quebradas. É um lembrete de que os monstros mais assustadores não são os que se escondem nas sombras, mas aqueles que carregamos dentro de nós.
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