A disputa pelo controle da Warner Bros. Discovery entra na reta final de 2025 com novos capítulos dignos de novela. Fontes próximas ao conselho da companhia indicam que, apesar da pressão externa, a gigante do entretenimento continua inclinada a manter o acordo já firmado com a Netflix.
Enquanto isso, a Paramount Skydance reforça sua oferta hostil, prometendo cifras ainda mais altas. Mesmo assim, a expectativa é de que o conselho da Warner rejeite a proposta quando se reunir na próxima semana, mantendo a estratégia que garante um caminho considerado mais seguro para a fusão com a plataforma de streaming.
Paramount aumenta garantia financeira, mas conselho da Warner permanece irredutível
A Bloomberg revelou que Larry Ellison, pai do CEO da Paramount, David Ellison, colocou sobre a mesa US$ 40,4 bilhões em capital próprio para turbinar a investida. A jogada busca superar a oferta da Netflix, avaliada em US$ 82,7 bilhões de valor empresarial — sendo US$ 27,75 por ação da WBD, em dinheiro e papéis.
Apesar do montante robusto, membros do conselho da Warner Bros. Discovery consideram que o acordo com a Netflix oferece “maior valor e mais certeza” de concretização. Além disso, a Paramount ainda não esclareceu todos os detalhes sobre sinergias operacionais, algo que pesa na decisão. Salada de Cinema apurou que, nos bastidores, executivos veem o casamento com a Netflix como essencial para fortalecer franquias como Harry Potter, Duna e Game of Thrones em escala global.
Outro ponto crítico é a taxa de rescisão: caso a Warner desistisse do compromisso com a Netflix para aceitar a oferta rival, teria de pagar uma multa de US$ 2,8 bilhões. O valor, considerado salgado, elevaria o risco financeiro da mudança de rumo.
Multa bilionária e cronograma regulatório reforçam vantagem da Netflix
A Netflix aposta em uma aprovação regulatória dentro de 12 a 18 meses, colocando o fechamento da fusão entre dezembro de 2026 e junho de 2027. Enquanto isso, mantém campanha pública — como o site NetflixWBTogether — que exibe logotipos combinados e personagens de sucessos dos dois catálogos, evidenciando sinergias que conquistam consumidores de novelas, doramas e séries.
Imagem: Divulgação
Já a Paramount, mesmo com o reforço financeiro, enfrenta ceticismo sobre a real capacidade de unificar operação, conteúdo premium da HBO e produções da Skydance sem comprometer fluxo de caixa. O mercado questiona se a empresa conseguiria sustentar investimentos exigidos pelo público ávido por dramas de alta produção, tendência que domina o streaming.
Com tantos fatores em jogo, a expectativa é de que o conselho da Warner formalize a rejeição à Paramount na reunião da próxima semana, mantendo-se firme no compromisso com a Netflix. Até lá, investidores e fãs seguem atentos a cada movimentação, aguardando o próximo episódio dessa saga corporativa digna de horário nobre.
FICHA TÉCNICA
Empresa-alvo: Warner Bros. Discovery
Proposta em análise: Aquisição pela Paramount Skydance
Valor garantido pela Paramount: US$ 40,4 bilhões em equity
Acordo vigente: Fusão com a Netflix de US$ 82,7 bilhões
Multa de rescisão: US$ 2,8 bilhões
Data da próxima reunião do conselho: início de janeiro de 2026
Possível conclusão do acordo com a Netflix: dezembro 2026 a junho 2027



