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My Royal Nemesis chegou ao fim com o episódio 14, disponível na Netflix. O desfecho entrega o esperado: Seo-ri e Se-gye ficam juntos, o vilão vai preso e as pontas soltas da trama ganham fechamento. Não é um finale ousado — vai fundo em clichês do gênero —, mas cumpre o que a série prometeu desde o começo.

Resumo rápido

  • Seo-ri viaja de volta ao período Joseon para impedir que Se-gye beba o veneno
  • Os dois caem no mar após Seo-ri levar uma flecha no lugar dele
  • Se-gye acorda no presente sem memória do ocorrido, mas acaba se lembrando de tudo
  • Mun-do é exposto publicamente e acaba preso
  • Seo-ri escolhe voltar para Se-gye; os dois se reencontram no presente

A viagem no tempo que muda o desfecho de tudo

O episódio começa com Seo-ri de volta ao Joseon, mas não ao mesmo ponto da história. Desta vez, o Príncipe ainda está vivo. O Rei aparece no palácio da Rainha Mãe e pede que ela entregue o veneno ao Príncipe — e ela obedece, tentando agir como se não soubesse o que está fazendo.

O problema é que o Príncipe já sabia o que ia acontecer. Quando Seo-ri vai até ele para impedir que beba, ele finge raiva, quebra o ritual de amor que os dois tinham e tenta afastá-la. A lógica por trás disso é simples e também um pouco previsível: ele queria morrer no lugar dela. Seo-ri continua confessando o amor mesmo assim, e a cena funciona mais pela atuação de Lim Ji-yeon do que pelo roteiro.

No clímax da sequência, um guarda chega para matar o Príncipe diretamente. Os dois fogem, mas Seo-ri acaba levando uma flecha que era destinada a ele. Os dois caem no mar — e é aí que a linha do tempo se parte: Se-gye acorda no presente, sem ela.

Se-gye sem memória, Seo-ri sem corpo — e um reencontro que exige paciência

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Heo Nam-jun tem seu melhor momento do episódio aqui. Se-gye acorda e tenta encontrar Seo-ri, mas ela está inconsciente no hospital — com a alma ainda perdida em outro lugar. Ele não acredita na xamã que tenta explicar o que aconteceu, vai ao hospital, não consegue acordá-la.

A virada vem por um caminho lateral: Tae-hee o leva até um museu, onde existe uma pintura que Seo-ri fez. É o gatilho. Se-gye começa a recuperar as memórias das vidas anteriores — inclusive o momento em que ela tentou salvá-lo no Joseon. A cena dele se quebrando na frente do quadro é um dos poucos instantes em que o final vai além do esperado.

Enquanto isso, do lado de Seo-ri, ela tem a chance de escolher um caminho. A decisão dela é voltar para Se-gye — e a série executa esse reencontro com a doçura que o público de rom-com espera, sem nenhuma surpresa extra.

Lim Ji-yeon em cena de My Royal Nemesis episódio 14
Lim Ji-yeon como Seo-ri no episódio final de My Royal Nemesis.

O Príncipe e Dan-shim também escapam — e Mun-do cai de forma irônica

O episódio ainda dá tempo para encerrar a linha do Joseon. Numa reviravolta, vemos que o Príncipe original e Dan-shim conseguiram escapar dos guardas e estão juntos — um acréscimo que soa como recompensa ao espectador que acompanhou a história dos dois desde o início.

Já o vilão Mun-do, interpretado por Jang Seung-jo, tem um final que equilibra ironia e conveniência: ele é exposto por um deepfake. A informação é real dentro da ficção, e a série usa isso para destruir sua reputação publicamente, na frente de jornalistas. No fim, ele vai preso.

A escolha do deepfake para derrubar um personagem que passou a temporada inteira manipulando pessoas tem uma certa lógica poética — mas o roteiro não aprofunda essa camada. É uma solução eficiente, não elegante.

Heo Nam-jun em cena do episódio 14 de My Royal Nemesis
Heo Nam-jun no episódio final de My Royal Nemesis.

Vale a pena assistir?

My Royal Nemesis funcionou bem quando se comprometeu com o humor físico e a dinâmica de ódio e amor entre os protagonistas. Lim Ji-yeon carregou a série nas costas com uma personagem que mistura arrogância de época com desorientação moderna, e Heo Nam-jun sustentou o contraponto frio com convicção suficiente para não deixar o romance esvaziar.

O episódio 14 não vai contra isso — mas também não eleva. A estrutura de arco fechado, amor resolvido, vilão punido e passado curado é exatamente o que o gênero entrega e o que o público espera. Se você chegou até aqui pela química dos protagonistas, sai satisfeito. Se esperava algo mais surpreendente no final, a sensação vai ser de um encerramento funcional, não memorável.

A série completa tem 14 episódios, é dirigida por Han Tae-seop e escrita por Kang Hyun-joo. Está disponível integralmente na Netflix. Para quem quer entender melhor os acontecimentos da reta final, vale conferir também a análise completa do final de My Royal Nemesis e o review do episódio 13, que preparou o terreno para este desfecho.

Lim Ji-yeon e Heo Nam-jun em cena do episódio 14 de My Royal Nemesis
Lim Ji-yeon e Heo Nam-jun no episódio final de My Royal Nemesis.

O legado de My Royal Nemesis na temporada de doramas da Netflix em 2026

A série se encaixa em uma leva de produções coreanas que a Netflix tem apostado com protagonistas femininas de época ressurgindo no presente — um subgênero que mistura fantasia, comédia e romance sem exigir muito do espectador. Dentro dessa categoria, My Royal Nemesis cumpre o papel com competência.

Não é a produção mais ousada do catálogo, mas tem uma protagonista que vale o investimento de tempo. Lim Ji-yeon entrega uma performance que vai além do que o roteiro pedia — e essa é, no fim das contas, a principal razão para recomendar a série a quem curte o gênero.

Fonte principal: leisurebyte.com. Informações complementares:The Review Geek, Wikipedia, Recreio.

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Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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