As filmagens do novo O Exorcista chegaram ao fim. Mike Flanagan anunciou o encerramento das gravações pelo Instagram, com uma declaração direta: “Encerramos. Que experiência incrível. Sou eternamente grato a este extraordinário elenco e a esta equipe.” O filme, escrito e dirigido pelo próprio Flanagan para a Universal Pictures, está previsto para chegar aos cinemas em 12 de março de 2027.
O peso de US$ 400 milhões sobre cada cena filmada
Antes mesmo de a câmera girar pela primeira vez, Flanagan já havia admitido publicamente sentir a pressão de honrar os US$ 400 milhões que a Universal desembolsou para adquirir os direitos da franquia — valor que cobre não apenas os filmes, mas também o uso comercial da marca O Exorcista em qualquer formato.
Esse contexto importa porque explica por que as filmagens chegaram ao fim sem que nenhum detalhe de enredo ou imagem do set tenha vazado. Flanagan mantém sigilo absoluto sobre o visual e a narrativa do projeto, uma postura que destoa do ciclo atual de revelar teasers durante as gravações. Para uma franquia que precisa se reinventar depois do fracasso de O Exorcista: O Devoto (2023), o silêncio pode ser tanto uma escolha estética quanto uma precaução calculada.
O fracasso de 2023 redefiniu o que este filme precisa ser
O Exorcista: O Devoto, dirigido por David Gordon Green e estrelado por Leslie Odom Jr., foi recebido com hostilidade pela crítica e pelo público, sepultando os planos originais para uma trilogia. Gordon Green deixou o projeto, e a Universal precisou recalibrar toda a estratégia para a franquia. Flanagan entrou exatamente nesse vácuo — não como continuação do que existia, mas como recomeço.
A escolha do diretor diz muito sobre a aposta. Flanagan construiu reputação em terror que prioriza personagens e peso emocional sobre sustos mecânicos, de A Maldição da Residência Hill até Doutor Sono. Trazer esse perfil para O Exorcista sugere que a Universal quer distância do tom de O Devoto — mas ainda é uma hipótese, não uma promessa confirmada pelo material divulgado até agora.
Um elenco que funciona como declaração de intenção
A composição do elenco é o dado mais concreto disponível sobre o que Flanagan está construindo. Scarlett Johansson lidera o projeto ao lado de Chiwetel Ejiofor, Laurence Fishburne, Jacobi Jupe, John Leguizamo, Sasha Calle e Rahul Kohli. Mas o que chama mais atenção é a presença maciça do universo Flanagan no restante do elenco.
Carla Gugino, Kate Siegel, Samantha Sloyan, Hamish Linklater, Rahul Kohli e Matt Biedel são rostos recorrentes das séries do diretor na Netflix. Carl Lumbly e Benjamin Pajak vieram de A Vida de Chuck. Robert Longstreet esteve em Doutor Sono. Essa concentração de colaboradores habituais indica que Flanagan está operando com a mesma lógica das suas séries: um ensemble em que o horror é inseparável de quem os personagens são. O que esse elenco vai fazer dentro do Exorcista ainda é território desconhecido.
2027 não é apenas uma data, é o resultado de um tropeço
O lançamento em 12 de março de 2027 representa um adiamento em relação à janela original prevista para 2026 — descartada antes mesmo das filmagens terminarem. Para o público, a data parece distante. Para a Universal, significa mais tempo para construir uma campanha de marketing que precise desfazer a memória negativa de O Devoto antes de colocar um novo O Exorcista na tela.
Flanagan agora tem o material nas mãos. O próximo passo é a pós-produção, e é nela que o tom do projeto vai se definir de vez. Com quase um ano e meio até a estreia, há espaço para ajustes — mas também pressão suficiente para que cada decisão de edição carregue o peso daqueles US$ 400 milhões ainda sem retorno. Para acompanhar as atualizações do projeto, confira o que já se sabe sobre o elenco reunido por Flanagan para o filme.









