Star Trek: Starfleet Academy apresentou sete calouros que, ao longo da primeira temporada, descobriram em San Francisco o peso de vestir o uniforme da Federação. Apesar dos instrutores de ponta a bordo da USS Athena, a produção imaginou quais ícones clássicos da franquia seriam mentores ideais para cada novato.
A seguir, mergulhamos nessa combinação de gerações, mapeando quem, por experiência e temperamento, se encaixa melhor em cada jornada individual. É uma forma de celebrar tanto os personagens veteranos quanto o elenco que dá vida aos cadetes, enquanto refletimos sobre o futuro da série criada por Gaia Violo, Alex Kurtzman e Noga Landau.
O cenário da Classe de 3196
Depois de mais de um século sem aulas presenciais na Terra, o universo de Jornada nas Estrelas abriu novamente os portões da Academia em 3192. A capitã Nahla Ake, interpretada por Holly Hunter, comanda a nave-escola Athena e supervisiona um corpo docente que inclui o Doutor holográfico de Robert Picardo e a engenheira Jett Reno de Tig Notaro.
Esse contexto confere à temporada inaugural um tom de descoberta dupla: de um lado, jovens como Series Acclimation Mil e Caleb Mir testam seus limites; de outro, o roteiro costura referências a acontecimentos históricos da franquia, como a crise conhecida como The Burn. O resultado é um ano letivo intenso, cuja continuidade, infelizmente, está garantida apenas até a segunda temporada.
Futuro interrompido: o fim anunciado na 2ª temporada
Paramount+ confirmou que Starfleet Academy não seguirá além do segundo ano. Na prática, a trama dos cadetes será encerrada ainda no equivalente ao segundo semestre universitário, cortando possíveis formaturas e carreiras em frotas estelares.
Essa limitação de episódios impulsiona a imaginação do público: e se figuras lendárias pudessem aparecer por hologramas ou viagens temporais para acelerar o amadurecimento da turma? O exercício de escalação de mentores parte exatamente dessa premissa.
Imagem: Divulgação
Os mentores ideais para cada cadete
- Series Acclimation Mil – Capitão Benjamin Sisko
SAM já buscou Sisko para compreender seu papel de Emissária dos Kasqianos. A liderança compassiva do comandante de Deep Space Nine encaixa-se na necessidade da cadete fotônica de aprender sobre sacrifício e ousadia. - Ocam Sadal – Nyota Uhura
Carismático e sempre disposto a unir a equipe, Ocam combina com a oficial de comunicações que dominou dezenas de idiomas e superou inseguranças para se tornar lenda na Frota. Uhura poderia afiar no betazoide a empatia que move pontes culturais. - Tarima Sadal – Capitão Worf
A intensidade psíquica de Tarima exige disciplina rígida, algo que Worf, famoso por honrar valores de coragem sem perder a compaixão, saberia ensinar. O klingon também foi mentor eficiente para jovens oficiais, tornando-se referência de equilíbrio entre força e autocontrole. - Jay-Den Kraag – Dra. Beverly Crusher
Vocacionado para a medicina, Jay-Den se beneficiaria da experiência clínica de Crusher, que chefiou a Área Médica da Frota e conviveu com klingons a bordo da Enterprise. A médica cativa pela combinação de genialidade científica e olhar materno. - Darem Reymi – Tenente Tom Paris
O khionano exibe talento como piloto, mas também um ego inflado. Paris trilhou caminho semelhante antes de se firmar como timoneiro lendário; por isso, pode ensinar ao cadete como converter arrogância em autoconfiança útil na ponte de comando. - Genesis Lythe – Capitão Christopher Pike
Determinada a alcançar a patente máxima, Genesis precisa domar a própria autocrítica. Pike, conhecido por ouvir especialistas antes de decidir, mostraria à jovem que liderança também é saber delegar e confiar na tripulação. - Caleb Mir – Coronel Kira Nerys
Sobrevivente de 15 anos de caos no século 32, Caleb carrega cicatrizes emocionais comparáveis às de Kira, que resistiu à ocupação cardassiana. A coronel bajoriana, direta e resiliente, seria espelho perfeito para que o cadete transforme rebeldia em serviço consciente.
Legado e relevância dentro da franquia
Ao relacionar cadetes a mentores clássicos, a série reforça o fio que une mais de meio século de Jornada nas Estrelas. A presença de Sisko, Uhura ou Worf — mesmo que hipotética — ecoa a tradição de transmitir conhecimento entre gerações, pilar da saga criada por Gene Roddenberry.
Para o público do Salada de Cinema, a ideia remete ao impacto que séries que mudaram a cultura de fãs costumam exercer no imaginário coletivo. É a prova de que representatividade e evolução de personagens continuam centrais numa produção sci-fi.
Vale a pena assistir Star Trek: Starfleet Academy?
Mesmo com vida útil curta, a série entrega uma perspectiva fresca sobre a Frota Estelar e explora o treinamento no século 32, algo pouco visto na franquia. A união de jovens talentos com veteranos consagrados, ainda que em citações, compõe um prato cheio para quem curte narrativas de formação e quer reviver a sensação de descoberta que embalou as primeiras tripulações da Enterprise.



