Invincible voltou para a quarta temporada recolhendo os cacos deixados pela Guerra Invencível. Com menos heróis vivos, a Terra precisa desesperadamente dos Guardiões do Globo, grupo que reúne os nomes mais poderosos do planeta.
O primeiro bloco de três episódios mostra o time em múltiplos confrontos, enquanto novos vilões surgem e a sombra dos Viltrumitas continua rondando. Abaixo, destrinchamos quem ocupa cada cadeira da formação, que habilidades traz para o campo de batalha e como o elenco sustenta essa dinâmica explosiva.
Quem são os Guardiões do Globo na temporada 4
- Brit – invulnerabilidade absoluta
Interpretado por Jonathan Banks, Brit assume a liderança após a aposentadoria do Imortal. Sua pele literalmente não rasga, o que o torna o tanque do grupo. Essa invulnerabilidade permite que ele use força total sem receio de fraturas, além de ampliar agilidade e velocidade dentro do limite humano. A postura de veterano de Banks reforça a autoridade natural do personagem em cena. - Rex/Robot – exército metálico guiado pela mente
Ross Marquand volta a dublar Rex, gênio que pilota uma armadura remotamente e ainda conta com cópias robóticas de reserva. Após criar um corpo clonado baseado em Rex Splode, ele mesmo veste o traje principal. A combinação de intelecto e arsenal tecnológico faz dele o estrategista do time. - Monster Girl – força bruta em forma mutável
Grey DeLisle vive Amanda, capaz de alternar para uma criatura verde colossal com força, resistência e velocidade sobre-humanas. Antes, cada transformação a fazia rejuvenescer fisicamente; agora, curada por Rex, ela troca de forma sem efeitos colaterais, tornando-se a linha de frente perfeita. - Bulletproof – quase um Viltrumita
Com voz de Jay Pharoah, Bulletproof voa, possui força titânica, move-se em velocidade relâmpago e aguenta impactos do nível de Mark Grayson. Não alcança o topo da cadeia Viltrumita, mas chega perto o bastante para encarar missões suicidas. - Black Samson – músculos, eletricidade e cura
Khary Payton dubla o herói que perdeu e recuperou os poderes ao longo da série. Sem voo, ele compensa disparando rajadas elétricas e regenerando ferimentos rapidamente. Sua força fica logo abaixo de Bulletproof, garantindo mais um peso-pesado ao plantel. - Shapesmith – metamorfose marciana
Ben Schwartz dá voz ao marciano que tomou o lugar do astronauta Rus Livingston. Shapesmith molda o próprio corpo como argila, esticando membros ou copiando a aparência de qualquer um, recurso tático precioso quando infiltração é a única opção.
As atuações por trás das máscaras
A escalação de voz em Invincible é um espetáculo à parte. Jonathan Banks, conhecido por Better Call Saul, injeta cansaço e firmeza em Brit, reforçando o peso emocional da liderança. Ross Marquand, veterano em simular vozes icônicas, cria camadas em Rex: arrogância científica mascarando vulnerabilidade física.
Grey DeLisle entrega duas personalidades para Monster Girl: a voz suave de Amanda e o rugido da criatura. A virada sem castigar o espectador soa natural, mérito de sua longa experiência em animações. Já Jay Pharoah empresta carisma a Bulletproof, transformando falas de apoio em momentos de humor que iluminam episódios dramáticos.
Khary Payton mantém a tradição de heróis estoicos, enquanto Ben Schwartz injeta leveza com a entonação brincalhona de Shapesmith, aliviando a tensão dos arcos mais sombrios. O resultado é um elenco que sustenta a ação violenta e ainda encontra espaço para emoção.
Os bastidores de Invincible: direção e roteiro
Robert Kirkman, criador dos quadrinhos, divide a função de showrunner com Simon Racioppa. A dupla mantém o ritmo acelerado, alternando pancadaria visceral e diálogos existenciais. A direção de episódios evita planos estáticos: câmeras deslizam pelos céus nas cenas de voo e mergulham junto com socos que quebram concreto.
Ao tratar dos Guardiões, os roteiros enfatizam colaboratividade. Cada enfrentamento ilustra como habilidades distintas se complementam, conceito reforçado quando Brit lidera formações táticas ou quando Robot coordena drones aéreos. Essa abordagem coletiva também destaca a urgência em encontrar meios de parar os Viltrumitas, assunto que ecoa na matéria do Salada de Cinema sobre seis jeitos de derrubar um Viltrumita.
Imagem: Divulgação
O futuro dos heróis na série
Os três primeiros episódios terminam com Monster Girl e Rex isolados no mundo Thraxan, o que deixa o grupo desfalcado em plena escalada de ataques alienígenas. A temporada indica conflitos internos, já que Bulletproof e Black Samson disputam quem assume a segunda linha de comando.
Para Mark Grayson, os Guardiões funcionam como colchão moral: sem eles, o protagonista teria de enfrentar ameaças globais sozinho. A permanência de Brit no comando sugere estabilidade temporária, mas a estrutura pode ruir se a dupla perdida não retornar logo.
Vale a pena assistir?
Invincible segue entregando ação gráfica, drama familiar e comentários sobre poder. A arte continua vibrante, com coreografias que exploram ao máximo as particularidades de cada herói. Ver Shapesmith esticar o braço enquanto Bulletproof atravessa a tela em hipervelocidade inspira o mesmo senso de maravilha dos quadrinhos.
Mesmo sem reinventar a roda, a série ainda encontra frescor ao aprofundar relações entre personagens que, muitas vezes, ficariam restritos a cenas de pancadaria em outras produções do gênero. Se você busca animação adulta com subtexto emocional e um elenco afiado, a quarta temporada mantém o nível e deixa um gancho tentador para o restante do ano.



