Não é todo dia que um documentário-concerto disputa espaço com grandes lançamentos de ficção. EPiC: Elvis Presley in Concert faz exatamente isso: toma conta das telas e, de quebra, conquista quase unanimidade dos espectadores no Rotten Tomatoes.
Com material inédito do Rei do Rock, a produção de Baz Luhrmann entrou em cartaz em apenas 325 salas nos Estados Unidos, mas já exibe força: média de bilheteria de US$ 9,6 mil por cinema e projeção de estreia em sétimo lugar no ranking doméstico.
Montagem vibrante realça a performance eterna de Elvis
O coração de EPiC: Elvis Presley in Concert é o próprio Elvis Presley, presente por meio de cenas jamais vistas que Luhrmann deixou de fora do longa Elvis (2022). A edição aposta em cortes ágeis, alternando momentos de palco com bastidores, revelando nuances do cantor em plena atividade criativa.
A escolha de preservar a integridade das imagens originais reforça o carisma magnético de Presley. Mesmo sem um ator reencenando momentos — tal qual Austin Butler fez no longa anterior —, o público reencontra a presença de palco que lotava arenas. A decisão de manter áudio e cores originais sublinha a aura de documento histórico, mas sem perder ritmo.
Direção de Baz Luhrmann mantém o espetáculo vivo
Conhecido por excessos visuais, Luhrmann aqui opta por um formato contido. O cineasta assina a curadoria das imagens, criando uma narrativa que simula um show contínuo de 90 minutos, mas ainda assim conversa com sua assinatura de cortes rápidos e trilha pulsante.
Enquanto Elvis (2022) arrecadou US$ 288,7 milhões com orçamento de US$ 85 milhões e rendeu oito indicações ao Oscar, EPiC surge como um complemento que amplia a pesquisa do diretor. Luhrmann divide a produção com Colin Smeeton, Jeremy Castro, Matthew Gross e Schuyler Weiss, mantendo a mesma equipe que o ajudou a garimpar arquivos durante a cinebiografia.
Público entrega 99 % no Popcornmeter e supera hits recentes
Rotten Tomatoes registrou pontuação quase perfeita: 99 % no Popcornmeter com mais de 250 avaliações verificadas. Para efeito de comparação, o índice já ultrapassa o 94 % de Elvis e supera estreias da semana, como a sequência musical I Can Only Imagine 2 (98 %) e a comédia sombria Como Fazer uma Fortuna (76 %).
Imagem: Divulgação
Nas 12 horas anteriores ao fechamento deste texto, 27 das 28 notas dadas foram cinco estrelas. A única exceção concedeu quatro. Caso a tendência continue, o site deverá classificar EPiC como “Verified Hot”, selo destinado a títulos com alta aprovação e volume expressivo de votos.
Bilheteria promissora anima exibidores
A recepção calorosa reflete nas vendas de ingressos. Mesmo com distribuição limitada a 325 salas, o filme projeta entrada direta no Top 10 doméstico graças à consistente média de US$ 9,6 mil por tela, cifra que coloca a produção de Luhrmann à frente de estreias com bem mais marketing.
O desempenho ecoa o avanço de outros títulos musicais recentes que chamaram atenção do público, como GOAT — longa que, segundo o Salada de Cinema noticiou, assumiu a liderança das bilheterias. Ainda é cedo para prever legs longos, mas os números iniciais indicam boca a boca positivo e potencial de expansão para mais salas.
Vale a pena assistir EPiC: Elvis Presley in Concert?
Para fãs do Rei, assistir a registros nunca exibidos é convite irrecusável. Para quem conheceu Elvis por meio da atuação de Austin Butler, o documentário oferece a chance de comparar ficção e realidade. A montagem enxuta de 90 minutos mantém energia constante, e o selo de 99 % do público reforça a promessa de experiência envolvente.
Combinando raridades de arquivo e curadoria cuidadosa, EPiC cumpre o que o título sugere: um show de proporções épicas que atravessa gerações sem perder impacto. Caso chegue aos cinemas brasileiros, o filme tem tudo para repetir a façanha de público e garantir mais um triunfo na filmografia de Baz Luhrmann.



