O mangá de Boruto entrou em uma fase tão intensa que a Vila Oculta da Folha parece prestes a desmoronar a qualquer descuido. Sem Naruto Uzumaki e Sasuke Uchiha para equilibrar as forças, a responsabilidade caiu sobre ombros inesperados – e alguns bem jovens.
Entre investidas de Jura e dos temidos Clones Shinju, além da ameaça direta de Mamushi, oito nomes se destacam como peças-chave para o futuro da franquia. A seguir, detalhamos o papel de cada um deles e como suas decisões podem virar o jogo em Konoha.
Os oito nomes que ditam o futuro de Konoha
A lista abaixo não pretende ranquear poder bruto, e sim destacar quem, neste recorte do mangá, movimenta a narrativa.
- Shikamaru Nara – Interino no cargo de Hokage, prova sangue-frio e inteligência ao tomar decisões que Naruto dificilmente tomaria, inclusive manter Boruto em liberdade estratégica.
- Kashin Koji – Com o shinjutsu Presciência, oferece a Boruto previsões valiosas, destrava novos poderes e orienta aliados como Inojin; ainda assim, esconde parte das cartas.
- Boruto Uzumaki – Agora aliado a Momoshiki, mantém o controle do próprio corpo, empunha o recém-desperto Byakugan e lidera a defesa da vila contra Mamushi.
- Sarada Uchiha – Após despertar a habilidade Ohirume do Mangekyō Sharingan, derrota sozinha um Clone Shinju e enfim ocupa o centro da batalha.
- Eida – Usuária da onipotência que inverteu as identidades de Boruto e Kawaki, virou alvo prioritário de Mamushi e pode servir de isca num plano arriscado de Shikamaru.
- Himawari Uzumaki – Surpreende ao revelar um Kurama juvenil em seu interior, potencial que a torna candidata a protetora máxima da vila enquanto os pais permanecem selados.
- Jura – Observa de longe, fascinado pela humanidade, mas detém força suficiente para reduzir Konoha a escombros num piscar de olhos.
- Kawaki – Guarda a chave para libertar Naruto e Hinata da dimensão Daikokuten, além de manter, por efeito da onipotência, o prestígio que ainda não conquistou de fato.
As ausências que moldam o conflito
A falta de Naruto e Sasuke cria um vácuo dramático que força a nova geração a amadurecer às pressas. Sem a dupla lendária, dilemas éticos surgem: o quanto a segurança de Konoha vale decisões extremas de Shikamaru?
Essa lacuna também justifica alianças improváveis. Boruto recorre a Momoshiki, enquanto Kawaki fecha trégua temporária com o antigo rival. A dinâmica lembra debates sobre poder vistos em One Piece quando o Haki do Armamento ganhou destaque na saga final.
Como a liderança de Shikamaru redefine a Vila
Shikamaru sempre foi cérebro estratégico, mas vestir o manto de Hokage interino expõe seu lado pragmático. Diferente de narrações heróicas clássicas, ele aceita usar Eida como isca e mantém Boruto livre, contrariando anciões.
Imagem: Divulgação
A escolha ecoa antigas discussões sobre comandantes complexos no universo de Naruto, como o estudo de Tsunade feito pelo Salada de Cinema na matéria sobre a Hokage mais completa. Shikamaru, contudo, traz um tom mais frio, evidenciando a evolução política da série.
Relações e alianças em xeque
O pacto Boruto–Momoshiki cedo ou tarde cobrará preço. Por ora, a balança pende a favor do herói, que desfruta das habilidades do Ōtsutsuki e mantém a consciência intacta. Já Sarada, dividida entre sentimentos e dever, acha no novo Mangekyō o impulso para se impor.
Eida, por sua vez, vive num fio de navalha: poderosa em influência, vulnerável em combate. Seu destino pode selar a sorte de muitos, inclusive Himawari e Kurama, que despontam como surpresa da temporada.
Boruto vale o play agora?
Com o tabuleiro revirado, a obra entrega tensão constante e crescimento real dos protagonistas. Para quem largou o mangá na fase inicial, este é o momento de voltar: cada capítulo reforça que os oito nomes listados acima são o coração pulsante da trama.



