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    Chloé Zhao emociona James Cameron com Hamnet, drama shakespeariano que mira no Oscar

    Thais BentlinBy Thais Bentlinfevereiro 12, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    James Cameron deixou o próprio Titanic afundar em lenços de papel. Ele confessou ter chorado duas vezes durante a sessão de Hamnet, novo longa de Chloé Zhao indicado ao Oscar. A revelação veio num encontro de diretores que discutiam o poder do cinema em explorar amor, perda e memória.

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    Com estreia marcada para 26 de novembro de 2025, o drama inspirado no romance de Maggie O’Farrell reconstrói a intimidade de William Shakespeare e Anne Hathaway após a morte do filho. Mais do que um retrato histórico, o filme aposta em sutilezas que fizeram até o comandante de Avatar: Fire and Ash desabar na poltrona.

    Direção de Chloé Zhao mantém a lente colada na dor silenciosa

    Conhecida por Nomadland e Eternos, Chloé Zhao troca as paisagens norte-americanas pelo interior inglês do século XVI sem perder a identidade autoral. A cineasta filma a rotina do casal com câmeras leves, buscando luz natural e ângulos que prendem o espectador dentro da casa de campo onde a tragédia explode. Essa escolha declina a pompa habitual de produções de época e sublinha cada respiração contida dos personagens.

    A diretora também assina o roteiro ao lado da própria O’Farrell. Juntas, priorizam o ponto de vista de Anne, chamada de Agnes no livro, e reduzem a presença de Shakespeare ao essencial. O conflito ganha peso pelo não dito: quando Paul Mescal tenta escrever Hamlet em silêncio absoluto, a câmera prefere focar em Jessie Buckley costurando uma peça do filho morto. Esse contraste visual escancara o abismo que cada um cava para encarar o luto.

    Jessie Buckley e Paul Mescal entregam atuações que sangram sem melodrama

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    Jessie Buckley, intérprete de Anne, comprova mais uma vez que domina personagens de forte interioridade. A atriz irlandesa regula cada microexpressão; um tremor no maxilar, por exemplo, substitui páginas de diálogo. A contenção convence o público de que a dor é tão física quanto psicológica. Não surpreende que críticos já comparem seu trabalho aqui com o de Leonardo DiCaprio em O Regresso, relançado recentemente em IMAX e celebrado pelo Salada de Cinema.

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    Do outro lado da mesa, Paul Mescal humaniza o autor mais celebrado do planeta. Ele evita a caricatura do gênio iluminado pelo sucesso; em vez disso, mostra um jovem pai que enxerga no teatro a única saída para elaborar o trauma. Sua voz falha ao tentar recitar versos para a esposa, e os olhos marejados sustentam a honestidade de cada cena. O resultado cria química palpável entre o casal, mesmo quando quase não se tocam depois da tragédia.

    Fotografia e trilha ampliam a sensação de luto coletivo

    O diretor de fotografia Joshua James Richards, parceiro habitual de Zhao, utiliza paleta dessaturada que evoca outonos eternos. A textura lembra pinturas a óleo rachadas pelo tempo, reforçando a ideia de que a narrativa poderia ter saído de um pergaminho. Planos sequência acompanham os personagens pelos corredores apertados, capturando ecos de vozes infantis que não estão mais ali.

    Chloé Zhao emociona James Cameron com Hamnet, drama shakespeariano que mira no Oscar - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Já a trilha composta por Hildur Guðnadóttir adota violoncelo grave e percussão quase inaudível. A música surge em fade-ins sutis sempre que Shakespeare rabisca trechos da peça que o consagraria. Esse recurso sonoro amarra emoção e metalinguagem, lembrando que o próprio roteiro funciona como catarse, tanto para o escritor retratado quanto para quem assiste.

    Reconhecimento na temporada de prêmios e impacto entre colegas de profissão

    Hamnet já garantiu indicações em categorias de Melhor Filme, Direção, Ator, Atriz e Roteiro Adaptado, além de aspectos técnicos. O suporte de produtores como Sam Mendes e Steven Spielberg impulsionou a campanha, mas o comentário emocionado de James Cameron gerou novo fôlego publicitário. Quando o criador da franquia Avatar admite ter chorado “várias vezes”, a indústria presta atenção.

    A identidade temática aproxima Zhao e Cameron mais do que se imagina. Assim como o luto assombra Hamnet, Avatar: Fire and Ash desenha a jornada dos Na’vi após a morte de Neteyam. A questão familiar, portanto, conecta não só as narrativas, mas também a sensibilidade de ambos os cineastas. Aos que acompanham movimentações de bastidores, chama atenção que Cameron questione Zhao sobre como manter o coração aberto em Hollywood, comentário que reverbera questões presentes em discussões sobre projetos como Piratas do Caribe 6, onde estúdios também negociam franqueza artística e bilheteria.

    Vale a pena assistir?

    Para quem busca drama de época tradicional, Hamnet surpreende ao priorizar sensações internas em vez de pompa shakespeariana. O longa evita grandes discursos e posiciona o público ao lado de dois pais que precisam reaprender a respirar. As atuações de Jessie Buckley e Paul Mescal sustentam cada minuto da narrativa, enquanto a direção de Chloé Zhao imprime lirismo sem cair em sentimentalismo exagerado.

    Somados fotografia intimista, trilha emocional e texto que transforma sofrimento em arte, o resultado é um filme que, apesar do tema pesado, convida à reflexão sobre a própria função do ato de contar histórias. Não espanta que Cameron tenha se desarmado. Quem se permitir entrar naquele universo, provavelmente, também sairá tocado.

    Chloé Zhao Hamnet James Cameron Jessie Buckley Paul Mescal
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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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