Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Salada de Cinema
    • Criticas
    • Filmes
    • Séries
    • Animes
    • Quadrinhos
    • Listas
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Salada de Cinema
    Início » Frankenstein de Guillermo del Toro entrega drama gótico e atuações hipnóticas na Netflix
    NoStreaming

    Frankenstein de Guillermo del Toro entrega drama gótico e atuações hipnóticas na Netflix

    Thais BentlinBy Thais Bentlinjaneiro 27, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
    Anúncios

    Guillermo del Toro volta aos clássicos da literatura com Frankenstein, longa de 2026 que transforma o terror gótico em experiência lenta, quase contemplativa. Em vez de sustos fáceis, o diretor investe em observar a ruína de um homem que julga ter domínio absoluto sobre a vida e a morte.

    A trama acompanha Victor Frankenstein, vivido por Oscar Isaac, enquanto o cientista acelera etapas, ignora alertas e fecha a porta do laboratório para todos que poderiam contê-lo. O resultado é um estudo sobre ambição e falha, sustentado por elenco afinado e estética que reflete a deterioração moral do protagonista.

    A ambição de Victor Frankenstein ganha rosto e voz

    Oscar Isaac encarna Victor com charme intelectual, arrogância elegante e crescente desespero. O ator evita caricatura: cada frase dita com confiança vem ladeada por um olhar que sugere dúvidas abafadas. Quando o roteiro exige que Victor racionalize escolhas duvidosas, Isaac deixa a voz falhar de leve, indicando fissuras internas antes que o texto confirme o colapso.

    Esse Victor não surge motivado por luto ou trauma imediato, mas por vaidade prolongada. A composição do ator reforça a ideia de que a queda é consequência natural dessa postura. O público testemunha um cientista que domina jargões, manipula recursos e, principalmente, acredita que a inteligência o coloca acima de qualquer freio ético. Essa leitura entrega o motor dramático do filme sem recorrer a grandes monólogos, recurso que del Toro prefere evitar.

    Uma criatura que desconcerta em vez de assustar

    Jacob Elordi assume o papel da criatura e encontra terreno fértil para nuance. Ao optar por gestos contidos e olhar curioso, o ator recusa a imagem de monstro que salta das sombras. Sua presença incomoda justamente pelo contraste entre fragilidade inicial e potencial destrutivo latente. Cada passo hesitante da criatura lembra ao espectador que o verdadeiro perigo não reside na força bruta, mas na frustração de expectativas.

    Del Toro reforça esse desconforto ao filmar Elordi em planos que nunca revelam tudo de uma vez. O diretor faz questão de destacar sutis respostas faciais do intérprete, sobretudo quando a criatura percebe que nunca poderá cumprir o ideal pensado por Victor. O jogo de cena entre Isaac e Elordi, marcado por hierarquia instável, conduz o filme pelo terreno do drama psicológico, não do susto explícito.

    Direção de Guillermo del Toro opta por erosão gradual

    Conhecido por labirintos visuais, del Toro aqui desacelera o ritmo que marcou algumas de suas produções anteriores. Em Frankenstein, a câmera passeia pelo laboratório como se mapeasse um território emocional: tubos, alavancas e fios pendurados simbolizam a teia de decisões que aprisiona o protagonista. Quanto mais Victor tenta controlar variáveis, mais restrito o espaço parece.

    A fotografia acompanha a mutação desse ambiente, trocando cores amareladas por tons esverdeados conforme aumentam os improvisos de Victor. O diretor evita grandes cortes e prefere acompanhar reações em tempo real, sublinhando o desgaste que se acumula em microgostos. Essa estratégia exige paciência do público, mas recompensa com impacto emocional consistente.

    Destaques

    • Wagner Moura e Kristen Stewart em cena do thriller Flesh of the Gods da A24
      FilmesWagner Moura assumiu o papel que seria de Oscar Isaac em Flesh of the Gods
    • Cena da série A Testemunha da Netflix mostrando investigação policial e análise de crime
      SériesA Testemunha na Netflix: o final explica mais sobre a falha policial do que sobre o crime em si
    • Cha Eun-woo como Lee Un-jeong em cena de Os SUPERtontos na Netflix
      SériesOs SUPERtontos: Final Explicado, O Que Acontece com Chae-ni, Un-jeong, Won-do
    Frankenstein de Guillermo del Toro entrega drama gótico e atuações hipnóticas na Netflix - Imagem do artigo

    Imagem: Divulgação

    Humor seco e espaço em ruínas

    Há uma ironia fina espalhada pelo roteiro. Sempre que Victor justifica escolhas absurdas com linguagem científica, del Toro enquadra o personagem entre máquinas que soltam faíscas, destacando a contradição entre discurso técnico e caos à volta. O resultado é um humor discreto que ajuda a aliviar a densidade sem comprometer a tensão.

    Nesse cenário, Christoph Waltz surge como contraponto. Seu personagem, ponderado e pragmático, aponta caminhos menos destrutivos, mas encontra barreiras erguidas pelo ego de Victor. Quem acompanha Waltz desde seu embate com Daniel Craig em 007 Contra Spectre reconhecerá o prazer do ator em dialogar com antagonistas narcísicos. Aqui, cada conselho rejeitado funciona como novo tijolo na parede que isola o cientista.

    O uso do espaço reforça essa dinâmica. O laboratório assume contornos claustrofóbicos: corredores encurtam, mesas se enchem de anotações ilegíveis, válvulas entopem. Del Toro transforma cenário em metáfora visual da teimosia que corrói estratégias de contenção. Nada disso acontece em explosões repentinas; o desgaste é contínuo, quase invisível, até que o espectador perceba não haver mais via de escape.

    Vale a pena assistir Frankenstein?

    Frankenstein não busca reinventar o mito com reviravoltas mirabolantes. O filme prefere examinar processos, falhas e pequenas renúncias que selam destinos. Para quem valoriza atuações meticulosas, a parceria entre Oscar Isaac, Jacob Elordi e Christoph Waltz entrega estudo de personagem raro no circuito de adaptações de terror.

    Del Toro confirma reputação de contador de histórias que confia na inteligência do público e rejeita atalhos emocionais. O longa equilibra melancolia, humor seco e crítica à soberba científica, compondo experiência que dialoga com temas contemporâneos sobre responsabilidade na criação de tecnologias.

    Com pouco mais de duas horas, o drama gótico justifica cada minuto ao mostrar, sem pressa, o momento exato em que controle vira ilusão. Para leitores do Salada de Cinema interessados em performances densas e direção autoral, Frankenstein se destaca como um dos lançamentos mais relevantes da Netflix em 2026.

    crítica Frankenstein Guillermo del Toro Jacob Elordi Oscar Isaac
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

    Sobre nós
    //

    Salada de Cinema é um site da cultura pop, que traz notícias sobre quadrinhos, animes, filmes e séries. Tudo em primeira mão com curadoria de primeira.

    Categorias
    • Animes
    • Criticas
    • Filmes
    • Listas
    • NoStreaming
    • Quadrinhos
    • Séries
    • Uncategorized
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest RSS
    • Contato
    • Sobre nós
    • Quem faz o Salada de Cinema
    • Política de Privacidade e Cookies
    © 2026 Salada de Cinema. Todos os direitos reservados.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.