Dois anos após a estreia de The Marvels, Nia DaCosta colocou fim aos boatos de que teria rompido relações com Kevin Feige, presidente da Marvel Studios. A diretora afirmou que, apesar do fraco resultado nas bilheterias, o clima nos bastidores sempre foi de colaboração.
A produção, protagonizada por Brie Larson, Teyonah Parris e Iman Vellani, arrecadou 206 milhões de dólares diante de um orçamento de 270 milhões. Entre idas e vindas, DaCosta deixou a finalização do filme por conflitos de agenda e passou a supervisionar remotamente, o que alimentou rumores sobre atritos internos.
Diretora rebate boatos de conflito
Em entrevista recente, DaCosta declarou que a narrativa de “quebra” com Feige foi exagerada. Segundo ela, as notícias sugeriam um drama inexistente. A diretora ressaltou que mantém ótima relação com o executivo e com toda a equipe criativa que comandou o longa.
O relato reforça a ideia de que a Marvel Studios continua aberta a colaborações futuras, ainda que a cineasta não tenha confirmado um retorno imediato ao Universo Cinematográfico. Para DaCosta, o essencial foi preservar a cultura de trabalho conjunto que norteia as grandes produções da franquia.
Atuações ganham destaque, apesar da bilheteria modesta
The Marvels reúne heroínas de fases distintas da saga e, mesmo com críticas mistas, conquistou elogios pontuais ao elenco. Brie Larson retomou Carol Danvers com segurança, explorando traços mais descontraídos da personagem sem abandonar a postura de liderança típica da Capitã Marvel.
Teyonah Parris, intérprete de Monica Rambeau, acrescentou camadas emocionais que dialogam com acontecimentos vistos em WandaVision. Já Iman Vellani, a Kamala Khan, manteve o carisma que a tornou fenômeno na série Ms. Marvel, atuando como fio condutor das cenas de humor. Essa química entre as três sustenta boa parte do ritmo, compensando momentos em que o roteiro se mostra apressado.
Processo criativo e pós-produção sob olhar crítico
DaCosta deixou o set antes do fim da pós-produção para iniciar outro projeto, situação considerada comum em Hollywood, mas que, neste caso, ganhou repercussão negativa. Supervisando à distância, a diretora buscou garantir coerência com a proposta inicial: um filme voltado ao público familiar, alinhado ao padrão Disney de aventura leve.
Imagem: Divulgação
A fase de montagem foi acompanhada por comentários de parte da crítica sobre o ritmo acelerado da narrativa e a dependência de efeitos visuais. Ainda assim, DaCosta declarou que “todos tentaram fazer o melhor filme possível”. O resultado final dividiu opiniões, mas não comprometeu a relação da diretora com os roteiristas e demais departamentos criativos.
Visita ao set de Avengers: Doomsday e segredos do MCU
Como prova de que segue em bons termos com o estúdio, Nia DaCosta visitou as filmagens de Avengers: Doomsday, marcado para 18 de dezembro de 2026. Ela contou que a ida ao set ocorreu porque amigos pessoais participam da produção — e, claro, pela paixão de fã assumida pelo universo dos heróis.
Durante a conversa, DaCosta revelou que sabia, “há anos”, do retorno de Chris Evans como Capitão América. A diretora confessou ter pressionado Feige por detalhes, refletindo o entusiasmo típico de qualquer espectadora, mesmo estando do outro lado da câmera. O episódio mostra que, embora não esteja oficialmente escalada para novos projetos da Marvel, DaCosta permanece próxima do círculo criativo do estúdio.
Vale a pena assistir a The Marvels?
Para quem acompanha o Universo Cinematográfico da Marvel e deseja ver a interação de três protagonistas carismáticas, The Marvels oferece dinâmica divertida e momentos de ação bem coreografados. Ainda que a trama não alcance o impacto comercial esperado, a performance do trio principal e a visão de Nia DaCosta entregam entretenimento consistente — e, para os leitores do Salada de Cinema, valem a conferida.









