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    Jornada nas Estrelas alcança quatro capitãs protagonistas, três delas nomeadas na última década

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    By Thais Bentlin on janeiro 13, 2026 Séries

    Durante décadas, “Jornada nas Estrelas” exibiu poucas mulheres no comando de naves. Esse cenário mudou rápido: em menos de dez anos, a franquia acrescentou três novas capitãs protagonistas e elevou para quatro o total de comandantes femininas que encabeçam séries próprias.

    A virada começou nos anos 1990 com Kathryn Janeway, avançou com Carol Freeman e Michael Burnham nos anos 2020 e ganha novo capítulo com Nahla Ake, anunciada para Starfleet Academy. A seguir, veja quem são essas líderes e como cada uma cravou seu espaço na linha do tempo de Star Trek.

    As quatro capitãs que comandam suas próprias séries

    O posto de capitã protagonista chegou à TV pela primeira vez em 1995. Desde então, novas produções expandiram o repertório de vozes, origens e estilos de liderança dentro da Frota Estelar. Parte desse progresso concentra-se nos últimos anos, consolidando uma era de representatividade mais ampla.

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    Apesar de haver outras comandantes na cronologia, apenas quatro ganharam status de personagem principal de série. O resumo abaixo destaca quando cada capitã surgiu, em que produção aparece e por que sua presença marca um avanço dentro do universo de “Jornada nas Estrelas”.

    Kathryn Janeway – Star Trek: Voyager (1995-2001) e Prodigy

    Interpretada por Kate Mulgrew, Janeway assumiu a USS Voyager em 1995, tornando-se a pioneira entre as capitãs protagonistas. A oficial conduziu sua tripulação por 70 mil anos-luz de distância da Terra, retornando ao lar em sete temporadas. O papel fomentou nova base de fãs, inspirou mulheres a seguir carreiras em STEM e, anos depois, levou a atriz a dublar a almirante na série animada Prodigy.

    Carol Freeman – Star Trek: Lower Decks (2020-2024)

    Quase 25 anos após Janeway, Dawnn Lewis deu voz à capitã Carol Freeman, primeira mulher negra a liderar uma série de Star Trek. No formato comédia adulta de 30 minutos, Freeman comanda a modesta USS Cerritos, frequentemente subestimada pela Frota. Ao longo de quatro temporadas, a comandante provou o valor da nave, salvou versões alternativas do universo e foi designada para proteger um portal multiversal.

    Michael Burnham – Star Trek: Discovery (promoção em 2021)

    Sonequa Martin-Green estreou como a primeira mutinista da Frota, mas reconquistou confiança e, no final da terceira temporada, recebeu o comando da USS Discovery. Burnham tornou-se a terceira capitã protagonista e a segunda mulher negra nesse posto. A personagem liderou missões decisivas para a galáxia em cada temporada e, já no epílogo, aparece como almirante ao lado da família.

    Nahla Ake – Star Trek: Starfleet Academy (prevista para 2026)

    Holly Hunter chegará em 2026 como a capitã Nahla Ake, que também exerce o cargo de chanceler da Academia da Frota Estelar. A USS Athena servirá simultaneamente como campus móvel de treinamento, permitindo que cadetes aprendam em pleno espaço. Ake pertence à espécie lanthanita e tem 422 anos, oferecendo experiência incomum aos aspirantes a oficiais.

    Jornada nas Estrelas alcança quatro capitãs protagonistas, três delas nomeadas na última década - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    De coadjuvantes a protagonistas: evolução em seis décadas

    No início da franquia, nenhuma mulher ocupava a cadeira de capitã em tela. A primeira aparição ocorreu apenas em 1986, no filme A Volta para Casa, quando Madge Sinclair interpretou a comandante da USS Saratoga. Ainda assim, a personagem não recebeu nome.

    A partir daí, outras figuras femininas assumiram pontualmente o posto, mas só Janeway conquistou holofote contínuo. Com a inclusão de Freeman, Burnham e agora Ake, a marca de quatro capitãs protagonistas sinaliza transformação profunda, especialmente considerando que três delas foram confirmadas entre 2020 e 2026.

    Outras capitãs que merecem menção

    Erika Hernandez, vivida por Ada Maris em Enterprise, foi a primeira capitã canônica no século 22, ainda que como personagem recorrente. Já Gwyndala, nomeada capitã da USS Prodigy no fim da segunda temporada da animação homônima, não chegou a liderar uma temporada completa, pois a Netflix não encomendou um terceiro ano.

    Aceleração recente do protagonismo feminino

    O intervalo de quase 25 anos entre Janeway e Freeman mostra como a evolução foi lenta. Entretanto, o salto de apenas nove anos para acrescentar outras duas capitãs indica tendência de ritmo acelerado, coincidindo com a expansão de conteúdo da Paramount+ e a busca por maior representatividade.

    Impacto dentro e fora da ficção

    As quatro capitãs podem não ter se encontrado na narrativa, mas compartilham efeito tangível fora das telas. Janeway inspirou cientistas, Freeman ampliou a diversidade racial, Burnham reforçou protagonismo feminino em tramas de ação, e Ake promete aprofundar o elo entre educação e exploração. Para os fãs que acompanham tudo pelo Salada de Cinema, a variedade de perfis também renova o interesse pela franquia.

    Ficha técnica
    Título original: Star Trek – diversas séries
    Total de capitãs protagonistas: 4
    Anos de estreia: 1995 (Janeway), 2020 (Freeman), 2021 como capitã (Burnham), 2026 (Ake)
    Plataforma de exibição: Paramount+
    Criação da franquia: Gene Roddenberry
    Última atualização: junho de 2024

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    Thais Bentlin
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    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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