Os anos 20 em Barcelona não eram sobre jazz. Eram sobre pólvora. Gun City (La sombra de la ley), o thriller de ação e suspense espanhol, usa a luta armada anarquista como pano de fundo para uma caçada cheia de reviravoltas.
Gun City é o tipico filme que não dá resposta simples. E talvez, por esse motivo seja um dos melhores neo-noir dos ultimos tempos. Se estiver preparado para o enredo que te joga no meio de uma guerra tripla: o governo, os revolucionários e a corrupção da própria polícia, vale a ver mais.
Qual é a história de Gun City?
A história se passa em Barcelona, em meados da década de 1920, uma época de greves, opressão e revolução proletária. Um grupo de anarquistas cansado de protestar decide partir para a luta armada. No meio do caos, armas do exército são roubadas.
O policial Aníbal Uriarte chega de Madrid para ajudar a polícia local a desvendar o roubo e desmantelar o violento grupo anarquista. Uriarte é recebido pelo inspetor Rediú, um homem com laços suspeitos com a máfia da cidade.
Para cumprir sua missão, o policial tenta se infiltrar na célula anarquista. Ele conhece Sara, a filha de um líder pacifista do movimento. Uma relação de confiança nasce entre eles.
À medida que Uriarte se aprofunda na investigação, a situação se complica. Ele descobre que a corrupção envolve o alto escalão da política local.
Após uma perseguição, Uriarte decide enfrentar seus próprios parceiros para proteger Sara. Agora foragido, ele precisa agir por conta própria para descobrir: quem está por trás do roubo de armas?
Análise do filme
Gun City é um thriller que transforma a história em um ringue de boxe. O filme funciona porque não tem mocinhos. Ele expõe a corrupção de ambos os lados da lei.
O maior acerto da direção de Dani de la Torre é a construção da atmosfera. A obra conquistou três prêmios Goya (o Oscar espanhol) por sua fotografia, figurino e direção de arte.
A precisão visual do filme é factual. Ele usa o período de greves e luta armada para criar uma sensação constante de perigo. A obra não se contenta em ser um simples filme policial. A história se concentra na ambiguidade de Uriarte, o policial que se torna um fora da lei para fazer a coisa certa.
Elenco e produção
A direção do longa é de Dani de la Torre. O roteiro é de Patxi Amezcua. A obra é um sucesso. Ele conquistou 13 vitórias e 14 indicações em diversos festivais, incluindo o Goya Awards (Melhor Fotografia, Figurino e Direção de Arte), e prêmios do Cinema Writers Circle Awards.
O filme vive na performance de seu elenco. Luis Tosar é um dos melhores atores de suspense da Espanha e traz o peso e o cinismo necessários.
Já Michelle Jenner (Sara) é a filha do líder anarquista, e Ernesto Alterio (O Barão) é o dono do cabaré que personifica o submundo corrupto. A performance de Josu Inchaustegui, que ganhou o Goya de Melhor Fotografia, é um dos maiores trunfos do filme e ele possui uma nota de 6.4 no IMDb.
Vale a pena assistir

Sim, Gun City vale cada minuto. É um thriller de época que não te dá trégua.
O filme te prende com sua atmosfera densa e o mistério de quem roubou as armas. O roteiro acerta ao explorar a dualidade do protagonista, forçado a tomar decisões difíceis para sobreviver e proteger Sara.
É um achado para quem curte cinema de gângster que se preocupa com a política e a história. O filme está disponível na Netflix.
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