O final de O Verão de 1936 responde de forma direta a maior dúvida da minissérie: quem matou Adrien Jacquart foi Anne Marie Meunier Dauphin, uma das hóspedes do Hotel Riviera. Ela esfaqueou o promotor com um abridor de cartas para vingar a morte do próprio filho, atropelado por Adrien três anos antes.
As quatro protagonistas — Blanche, Eugénie, Giulia e Léonie — chegam perto da verdade, mas decidem incriminar Raoul Delaunay para tirá-lo de circulação. O comissário Raven descobre o que realmente aconteceu, porém escolhe manter a versão oficial do caso.
Resumo rápido
- A verdadeira assassina de Adrien Jacquart é Anne Marie Meunier Dauphin, motivada pela morte do filho Jules.
- Edgar Girault, gerente do hotel, foi envenenado por Marthe, irmã de Anne Marie, para evitar chantagem.
- Blanche, Eugénie, Giulia e Léonie incriminam Raoul Delaunay para impedir que ele siga impune.
- O comissário Raven reconstrói toda a verdade, mas decide preservar a versão oficial do crime.
- A minissérie francesa tem 6 episódios e está disponível na Netflix.
Quem matou Adrien Jacquart em O Verão de 1936
Durante boa parte da trama, tudo aponta para Blanche, Eugénie, Giulia ou Léonie como possíveis responsáveis pela morte de Adrien Jacquart. Cada uma tinha um motivo real para desejar isso.
O último episódio muda essa direção. A culpada é Anne Marie Meunier Dauphin, hóspede do Hotel Riviera que teve um filho com Adrien anos antes. A criança, Jules, morreu atropelada pelo próprio promotor, que escondeu o acidente para proteger a carreira.
Consumida pela dor, Anne Marie confronta Adrien. Em vez de assumir culpa, ele tenta comprá-la com dinheiro. É nesse momento que ela usa um abridor de cartas para matá-lo.

A morte de Edgar Girault e a participação de Marthe
A segunda morte da temporada também recebe explicação clara. Edgar Girault, gerente do hotel, presencia o crime cometido por Anne Marie e, em vez de denunciá-la, tenta chantageá-la.
Marthe, irmã de Anne Marie, entra em cena para proteger a família. Ela envenena Girault com arsênico, encerrando a ameaça antes que ele conseguisse extorquir dinheiro.
A dupla de crimes cria a base do mistério que o comissário Raven passa boa parte da série tentando resolver.
Por que as protagonistas resolveram incriminar Raoul Delaunay
Com a investigação avançando, Blanche, Eugénie, Giulia e Léonie percebem que a polícia está cada vez mais perto delas. A saída encontrada é jogar a culpa em Raoul Delaunay.
A escolha não é aleatória. Raoul já tinha histórico de outros crimes e sempre escapava da Justiça por causa da influência que exercia. Para as quatro, incriminá-lo era uma forma de tirar da rua alguém que continuaria fazendo vítimas.
É esse ponto que sustenta o dilema central de O Verão de 1936: até onde vale a pena manipular a verdade para impedir que um criminoso continue impune.

O papel do comissário Raven na decisão final
Ao fim da investigação, o comissário Raven reconstrói toda a sequência real dos fatos. Ele identifica que Anne Marie matou Adrien, que Marthe matou Girault e que as quatro protagonistas armaram a incriminação de Raoul.
Mesmo com a verdade em mãos, Raven decide não prender Anne Marie e manter a versão oficial. Ele entende que a lei dificilmente puniria Raoul por seus crimes reais, e prefere preservar o desfecho já em curso.
A série não afirma que a decisão de Raven foi certa ou errada; ela apenas mostra as consequências de escolher qual verdade sobreviverá ao caso.
Leitura editorial do Salada de Cinema sobre o desfecho de O Verão de 1936
O que aconteceu com Blanche, Eugénie, Giulia e Léonie
Encerrado o caso, cada uma das quatro segue um caminho diferente. Eugénie assume o comando da fábrica da família ao lado do marido, prometendo mudar as condições dos trabalhadores.
Blanche decide deixar o passado para trás e reconstruir a vida ao lado do marido. Léonie realiza o sonho de abrir uma agência de detetives em Paris e ainda consegue libertar o pai.
Giulia permanece no hotel para garantir um futuro melhor à filha, enquanto tenta reconstruir a relação com Joseph. Anne Marie e Marthe seguem livres, protegidas pela decisão de Raven.
O que ficou em aberto no final de O Verão de 1936
A série termina sem dizer se a escolha de Raven foi correta. Ele salva Anne Marie de uma condenação, mas isso significa deixar uma assassina confessa sem qualquer punição legal.
Também fica sem resposta clara se Raoul, mesmo culpado de outros crimes, merecia pagar justamente por um assassinato que não cometeu. A minissérie evita fechar essa questão com uma moral única.
Não há, até o momento, qualquer indicação de continuação. As fontes tratam O Verão de 1936 como minissérie encerrada, sem menção a uma segunda temporada confirmada.
O que o desfecho de O Verão de 1936 revela sobre justiça e vingança
Ambientada em Nice durante o verão de 1936, no Hotel Riviera, em plena época das primeiras férias pagas na França, a minissérie usa o cenário histórico como pano de fundo para uma discussão bem mais atual: o que fazer quando a lei não alcança quem realmente merece punição.
Ao deixar Anne Marie livre e condenar Raoul por um crime que não cometeu, O Verão de 1936 propõe que justiça e vingança nem sempre andam separadas. A série encerra a primeira temporada sustentando essa tensão, sem entregar uma resposta confortável para o espectador.
Fonte principal: Netflix. Informações complementares: Cosmo, PRIMETIMER, Wikipédia França, Ouest-France



