Parece que o universo Marvel não dá trégua para Paul Rabin. O cientista vindo de outra realidade, que já ganhou a antipatia de boa parte dos fãs do Homem-Aranha, volta a encarar a perda total logo nas primeiras páginas de Venom #253.
Numa prévia divulgada pela editora, uma explosão comandada por Madame Máscara reduz a escombros o apartamento recém-alugado por Paul e Mary Jane Watson. Antes mesmo de desfazer as malas, o casal tem de lidar com o caos — cenário perfeito para o simbionte mais instável dos quadrinhos.
Venom perde tudo: o drama de Paul Rabin continua
A edição, escrita por Al Ewing e ilustrada por Carlos Gómez, mostra Paul tentando reconstruir a vida em Manhattan ao lado de Mary Jane e do jovem Dylan Brock. O sossego, porém, dura pouco. Madame Máscara, armada com recursos avançados da I.M.A., lança um ataque surpresa para tirar Venom do seu caminho “de uma vez por todas”. É mais um capítulo da já longa lista de situações em que Venom perde tudo por causa de inimigos que descobrem sua identidade ou simplesmente cruzam o seu caminho.
Segundo a sinopse oficial, a vilã descobriu que Mary Jane é a hospedeira atual do simbionte. Ao colocar a personagem na linha de fogo, a história ganha contornos pessoais. Na vista prévia, Paul corre para proteger MJ e Dylan, mas não há muito o que salvar — paredes, móveis e pertences viram pó em segundos. Para um homem que já perdeu filhos construtos em outra dimensão, ver o lar desmoronar mais uma vez intensifica o tom de tragédia serial que o acompanha. Não à toa, a expressão “Venom perde tudo” volta a ecoar entre leitores.
O roteiro ainda reforça a posição de Paul dentro do núcleo do Aranha: mesmo sem superpoderes, ele se vê no olho do furacão, entre conflitos de heróis e vilões de grande escala. É uma aproximação curiosa do formato “novela”, popular entre fãs de doramas, já que o drama doméstico se mistura a batalhas interdimensionais. A mistura de cotidiano e ação explica o interesse de quem acompanha quadrinhos atrás de tramas carregadas de emoção.
Para o Salada de Cinema, que sempre observa como narrativas visuais se conectam a sentimentos do público, essa prévia destaca o apelo melodramático típico de boas novelas. Paul tenta criar raízes, proteger quem ama e, no processo, acaba engolido por forças maiores. A repetição do mote “Venom perde tudo” lembra ciclos clássicos de folhetim: a cada tentativa de recomeço, surge um obstáculo ainda maior.
A prévia de Venom #253 e o que vem por aí
Além da destruição do apartamento, Venom #253 planta sementes para o próximo grande crossover da Marvel, Death Spiral. O arco reunirá Homem-Aranha, Venom e Carnificina contra Tormento, um novo assassino em série que promete elevar a violência nos quadrinhos. A edição chega às comic shops norte-americanas em 7 de janeiro, data que já coloca fãs em contagem regressiva.

Imagem: Divulgação
Nos quadros divulgados, Carlos Gómez entrega cenas de ação dinâmicas e expressivas. A arte destaca a angústia de Paul e a fúria de Madame Máscara, enquanto cores intensas reforçam a sensação de urgência. Para quem acompanha o personagem desde suas primeiras aparições, é inevitável perguntar: até quando “Venom perde tudo” será a regra? A resposta, ao que tudo indica, depende do impacto que Tormento terá sobre o trio principal na próxima saga.
Sem espaço para conclusões definitivas, Venom #253 se posiciona como ponto de virada na vida de Paul Rabin. Resta saber se, depois de mais esse golpe, o cientista finalmente encontrará estabilidade ou se o ciclo de perdas continuará ditando seu destino dentro da Terra-616.
Ficha técnica
• Título original: Venom #253
• Roteiro: Al Ewing
• Arte: Carlos Gómez
• Participações: Paul Rabin, Mary Jane Watson, Dylan Brock, Madame Máscara
• Lançamento nos EUA: 7 de janeiro
• Próximo arco: Death Spiral (Homem-Aranha, Venom, Carnificina)









