O thriller The Housemaid, estrelado por Sydney Sweeney, entrou silencioso na programação de fim de ano, mas vem surpreendendo público e mercado. Em três semanas, o longa dirigido por Paul Feig acumulou resultados sólidos nos EUA e no exterior, deixando para trás outros filmes recém-lançados.
O desempenho constante já faz o título flertar com marcas que pareciam distantes: aos US$ 82 milhões globais, o filme se aproxima do total de Madame Web, adaptação da Marvel que fracassou em 2024. Caso mantenha o ritmo, The Housemaid pode se tornar o maior lançamento inédito de Sweeney desde o hit Anyone But You, de 2023.
Bilheteria consistente impulsiona The Housemaid rumo aos US$ 100 milhões
Lançado em 19 de dezembro, The Housemaid encerrou seu terceiro fim de semana nos Estados Unidos com estimados US$ 13,8 milhões no período de três dias, segundo projeções de sábado pela manhã. O recuo de apenas 10 % em relação à semana anterior indica forte boca a boca, principalmente quando comparado a Avatar: Fire and Ash, que estreou na mesma data e deve cair 43 %.
Somando os novos ingressos, o suspense alcança US$ 74,6 milhões no mercado doméstico e ultrapassa US$ 82 milhões mundialmente. Especialistas apontam que, durante a temporada de festas, títulos costumam crescer de forma gradual, favorecendo trajetórias mais longas. Por isso, o simbólico patamar de US$ 100 milhões já parece ao alcance de The Housemaid.
Além de ameaçar o saldo final de 2024 de Madame Web (US$ 100,3 mi), o longa ainda persegue Anyone But You, segundo maior sucesso da carreira de Sweeney (US$ 218,9 mi) e fica, claro, bem atrás do líder Once Upon a Time… in Hollywood (US$ 377,4 mi). Mesmo assim, para um projeto de médio orçamento, o avanço atual representa feito expressivo e demonstra a força da atriz junto ao grande público.
Dentro do cenário brasileiro de cobertura pop, o Salada de Cinema observa que, embora Sydney Sweeney tenha emplacado participações menores em 2025 — como Americana (US$ 500 mil), Eden (US$ 2,5 mi) e Christy (US$ 2,1 mi) —, nenhuma delas engrenou como The Housemaid. A combinação de história de mistério, roteiro baseado no best-seller de Freida McFadden e elenco formado por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar parece ter dado liga.
Imagem: Mettie Ostrowski
Custos controlados garantem lucro antecipado
Na contramão de blockbusters inchados, The Housemaid custou apenas US$ 35 milhões. Um filme médio, nesses moldes, precisaria faturar algo em torno de 2,5 vezes seu orçamento para atingir o ponto de equilíbrio — aproximadamente US$ 87,5 milhões. Contudo, a Lionsgate, responsável pelo lançamento, costuma amortizar parte dos gastos com pré-vendas internacionais, reduzindo o risco. Isso significa que o longa já deve ter entrado no azul, mesmo antes de suplantar Madame Web.
Esse cenário reforça a aposta de distribuidores em produções de suspense de custo moderado, onde retornos não dependem exclusivamente de aberturas gigantescas. Com a trajetória favorável e a habitual maratona de sessões de férias, The Housemaid segue em cartaz com folga para ampliar seus números e consolidar Sydney Sweeney como um dos rostos mais rentáveis da temporada.
Ficha técnica
Título original: The Housemaid
Gênero: Thriller / Mistério
Direção: Paul Feig
Elenco principal: Sydney Sweeney (Millie Calloway), Amanda Seyfried (Nina Winchester), Brandon Sklenar (Andrew Winchester)
Data de estreia: 19 de dezembro de 2025
Duração: 131 minutos
Orçamento: US$ 35 milhões
Bilheteria mundial até o momento: US$ 82 milhões
Distribuição: Lionsgate



