Os fãs que contavam com o Super Bowl 2026 para ver material inédito dos próximos gigantes da Marvel e da DC vão ter de esperar mais um pouco. Um relatório recente indica que nenhum dos quatro longas em pós-produção – Avengers: Doomsday, Spider-Man: Brand New Day, Supergirl e Clayface – exibirá trailers durante o intervalo mais caro da TV.
A ausência de prévias não diminui a expectativa em torno dos filmes, todos já com fotografia principal concluída e elencos de peso escalados. O Salada de Cinema reuniu os detalhes de bastidores, direção e atuações para mostrar por que esses lançamentos seguem entre os mais aguardados do calendário hollywoodiano.
Elenco poderoso de Avengers: Doomsday promete confronto épico
Quinto capítulo da principal equipe da Marvel, Avengers: Doomsday marca o início da Fase 6 e traz o retorno dos irmãos Russo ao comando. A dupla repete a parceria de Guerra Infinita e Ultimato, conduzindo um roteiro que coloca Victor von Doom no centro da narrativa. O vilão será interpretado por Robert Downey Jr., em movimento curioso que o afasta temporariamente da armadura do Homem de Ferro.
No elenco, Chris Hemsworth volta como Thor, enquanto o Quarteto Fantástico estreia oficialmente no MCU: Vanessa Kirby vive Sue Storm, Joseph Quinn assume Johnny Storm, e Ebon Moss-Bachrach interpreta Ben Grimm. A presença de personagens veteranos ao lado de novatos deve exigir dos atores dinâmica em cena para equilibrar o tom cômico de Hemsworth com a seriedade de Kirby e Moss-Bachrach.
Apesar de já ter encerrado as filmagens, o longa entra em refilmagens na primavera norte-americana. O cronograma apertado indica busca por ajuste fino nas sequências coletivas, algo frequente em superproduções deste porte. Ainda assim, o histórico dos Russo em coordenar elencos inflados reforça a confiança do estúdio.
Retorno de Tom Holland em Spider-Man: Brand New Day intensifica Fase 6
Spider-Man: Brand New Day aumenta a pressão sobre Tom Holland, agora diante de uma trama escrita por Chris McKenna e Erik Sommers em parceria com Destin Daniel Cretton, que também dirige. Depois do sucesso de Sem Volta para Casa, Holland precisa equilibrar a vulnerabilidade emocional de Peter Parker com as piadas rápidas características do herói.
A química com Zendaya segue como pilar da franquia, e o retorno de Jacob Batalon garante alívio cômico. A grande surpresa é a participação de Mark Ruffalo, inserindo Bruce Banner no núcleo aracnídeo. Essa escolha de elenco sugere que Cretton explorará colisões de humor e crise de identidade, terreno em que Ruffalo costuma se destacar.
A Sony ainda mantém segredo sobre a primeira amostra oficial. O estúdio já adotou estratégia semelhante no passado, soltando teasers apenas meses antes da estreia. O suspense cria espaço para especulações, como a possível aparição de personagens ligados a universos paralelos – recurso que ganhou fôlego após uma cena descartada de Doutor Estranho 2 voltar à pauta dos fãs.
Supergirl reforça diversidade com Milly Alcock sob direção de Craig Gillespie
Primeiro longa solo da prima de Superman, Supergirl chega assinado por Craig Gillespie, cineasta que aposta em dramas de personagens (“Eu, Tonya”) e pode oferecer tom mais pé no chão para a kryptoniana. O roteiro posiciona Kara Zor-El em missão longe de Metrópolis, permitindo que Milly Alcock dê dimensão própria à heroína sem a sombra direta do primo famoso.
Imagem: Andy Behbakht
Alcock, revelada em House of the Dragon, carrega a responsabilidade de liderar uma nova fase da DCU que busca frescor. O elenco de apoio inclui Matthias Schoenaerts como Krem of the Yellow Hills e Jason Momoa repetindo Lobo, adição que promete choque de tonalidades: a candura de Kara versus o escapismo sarcástico do caçador de recompensas.
A Warner Bros. lançou um teaser em dezembro, destacando a fisicalidade de Alcock. A montagem entregou pouco do enredo, mas realçou a fotografia de tons frios, escolha que remete ao estilo de Gillespie e pode diferenciar o filme dos visuais saturados de produções anteriores do DCEU.
Clayface leva terror psicológico ao DCU com classificação para maiores
Com direção de James Watkins e roteiro assinado por Mike Flanagan, Clayface quebra a tradição dos heróis para menores de 13 anos. O longa sobre o vilão de Gotham vai ostentar classificação indicativa para adultos, apostando em horror corporal. Tom Rhys Harries interpreta Matt Hagen, ator decadente que, ao sofrer acidente químico, vira o metamorfo de argila.
A escolha de Flanagan como co-roteirista reforça a veia de terror, já que o cineasta é conhecido por A Maldição da Residência Hill. A atmosfera sombria deve privilegiar atuações contidas, focadas no desespero de Hagen e no jogo de identidade. A produção ainda conta com Naomi Ackie e Eddie Marsan em papéis mantidos em sigilo.
Clayface também representa a primeira incursão do DCU em gêneros mais adultos, estratégia parecida com a que a Blumhouse usou ao anunciar o encontro entre Casa Branca e forças demoníacas em The Exorcism at 1600 Penn. O efeito esperado é atrair público que geralmente não se interessa por histórias de super-heróis.
Vale a pena ficar de olho?
Mesmo sem trailers no Super Bowl, os quatro projetos mantêm o radar dos fãs de cultura pop ligado. Avengers: Doomsday prima pelo elenco múltiplo, Spider-Man: Brand New Day testa a maturidade de Tom Holland, Supergirl aposta em nova protagonista feminina e Clayface traz horror ao universo DC. Cada filme avança em estágios distintos de pós-produção, mas todos já exibem sinais de identidade forte em direção, roteiro e escalação de atores.
Com lançamentos agendados entre junho e dezembro de 2026, a maratona de blockbusters promete aquecer a bilheteria global no fim da década, mesmo que a campanha de marketing opte por caminhos alternativos ao intervalo comercial mais famoso do planeta.



