A dupla que conquistou o público em Game of Thrones volta a dividir a tela em The Dreadful, longa de terror ambientado na Inglaterra do século XV. As primeiras imagens divulgadas destacam o clima sombrio, mas também a inesperada proximidade romântica entre os personagens interpretados por Sophie Turner e Kit Harington.
Com estreia marcada para 20 de fevereiro de 2026 nos cinemas e no formato digital, o projeto marca uma mudança radical de tom para ambos os atores, agora envolvidos em uma trama de maldições e batalhas internas. A seguir, o Salada de Cinema examina o que já se sabe sobre atuações, direção e roteiro deste aguardado reencontro.
Reencontro de peso em cenário sombrio
Sophie Turner vive Anne, jovem aristocrata cuja rotina desmorona quando seu amado retorna dos frontes da Guerra das Rosas trazendo consigo uma força maligna. Kit Harington, por sua vez, encarna o veterano de guerra marcado tanto por feridas visíveis quanto por segredos inconfessáveis. As fotos oficiais mostram os dois sentados sobre a relva úmida, trocando olhares que misturam ternura e melancolia, sugerindo a trágica aura que envolve a narrativa.
O contraste com Game of Thrones é imediato. Se antes os intérpretes davam vida a meio-irmãos presos a protocolos familiares, agora revelam uma dinâmica amorosa carregada de tensão. A mudança provocou, inclusive, relatos de constrangimento inicial no set, rapidamente superado graças à química que permaneceu intacta após seis anos do fim da série. O diretor Natasha Kermani descreveu essa sintonia como “impossível de ignorar” e elemento-chave na condução de cada cena.
Performance dos protagonistas rouba a cena
Turner utiliza o olhar expressivo que a consagrou para transmitir o medo crescente de Anne sem recorrer a histerias. Pequenos tremores de voz e sutis mudanças de postura revelam a transformação da personagem, de jovem confiante a mulher assombrada por forças externas. Essa contenção promete sustentar o suspense e manter o público preso aos detalhes.
Harington, conhecido pelo heroísmo estoico de Jon Snow, ganha espaço para mergulhar em tonalidades mais sombrias. Seu personagem retorna do conflito carregando cicatrizes físicas, mas também uma maldição que escapa à razão. Nos frames liberados, a fixação do ator no rosto de Turner sugere tormento e desejo em igual medida, construindo um protagonista ambíguo, capaz de evocar empatia e temor.
O encontro entre essas duas interpretações gera faíscas dramáticas. Em cenas descritas como “intensas, porém delicadas”, o casal oscila entre a paixão recém-descoberta e o terror que se infiltra na vila. Para quem aguardava ver Turner e Harington em um contexto romântico, The Dreadful parece pronto para entregar algo além do convencional, explorando limites morais e emocionais.
Direção e roteiro: toque feminino na escuridão
A cineasta Natasha Kermani assina não apenas a direção, mas também o roteiro do filme. Seu olhar se volta para a atmosfera gótica e para as tensões de classe do período, usando a Guerra das Rosas como pano de fundo histórico e metafórico. Kermani afirmou que se interessou em filmar “o momento exato em que o amor se transforma em ameaça”, intenção refletida no uso de luz natural e cenários agrestes.
Imagem: Divulgação
O texto também evita clichés típicos de histórias medievais ao introduzir elementos de horror psicológico. A maldição que se espalha pela comunidade funciona mais como catalisadora de traumas do que como simples plot device. Assim, o filme busca equilibrar sustos físicos e angústia interna, recurso já explorado em trabalhos anteriores da diretora, mas agora turbinado pelo carisma dos protagonistas.
A contribuição de Kermani se estende à representação feminina. Anne não é reduzida a donzela em perigo; sua jornada inclui tentativas ativas de romper com tradições patriarcais. Essa abordagem, somada à experiência de Turner em papéis de liderança, deve reforçar o debate sobre o papel da mulher em narrativas de terror.
O que esperar do lançamento em 2026
A estreia de The Dreadful ocorre em um período estratégico, semanas antes da temporada de premiações voltada ao cinema de gênero. A distribuição simultânea em salas e plataformas digitais indica confiança no apelo popular do reencontro entre Sophie Turner e Kit Harington, combinado ao interesse por tramas góticas. O marketing deve explorar a nostalgia de Game of Thrones e, ao mesmo tempo, enfatizar a originalidade da proposta.
Além do casal principal, o elenco traz nomes ainda não divulgados publicamente, mas rumores apontam para veteranos do teatro britânico, reforçando a credibilidade dramática. Já a trilha sonora, segundo notas de produção, mescla instrumentos de época com texturas eletrônicas, recurso que pode intensificar a sensação de deslocamento temporal e emocional.
Para fãs de terror histórico, The Dreadful alinha-se a produções recentes que resgatam o passado para discutir medos contemporâneos. E, para quem acompanha as carreiras dos atores, a obra oferece a oportunidade de vê-los em registros inéditos, livres do peso épico de Westeros, mas ainda cercados por incertezas e segredos.
Vale a pena assistir Sophie Turner e Kit Harington em The Dreadful?
Com base no material revelado, The Dreadful promete unir atmosfera opressiva, química indiscutível entre os protagonistas e uma direção interessada em nuances psicológicas. Para espectadores saudosos de Game of Thrones e curiosos por um terror medieval que vai além do gore, o filme surge como aposta segura para 2026.



