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    A mulher que chocou a Itália está na nova série da Netflix que é impossivel não assistir

    Sra. Playmen está disponível na Netflix.
    Matheus AmorimBy Matheus Amorimnovembro 12, 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    Em plena Roma moralista dos anos 70, uma mulher traída pegou a revista erótica do ex-marido e a transformou em um manifesto feminista. Sra. Playmen (The Lady) é a nova série que acaba de chegar à Netflix, contando a história real de Adelina Tattilo, a editora que redefiniu o corpo feminino na Itália.

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    Sra. Playmen de sete episódios não é sobre sexo; é sobre poder. É a história de como uma mulher usou o erotismo e a provocação para lutar contra a censura, a igreja e o preconceito, transformando a revista Playmen em um símbolo inesperado de empoderamento.

    Qual é a história de Sra. Playmen?

    A narrativa nos leva para a Roma dos anos 70. Adelina Tattilo (Carolina Crescentini) tem sua vida virada de cabeça para baixo. Ela é traída e abandonada pelo marido, um empresário do ramo editorial que a deixa com uma revista erótica à beira da falência.

    Em vez de vender, Adelina assume o comando. Determinada a não fracassar, ela reinventa a revista Playmen. Ela troca a visão masculina por uma celebração da liberdade do corpo e do desejo feminino. A ousadia de Adelina atrai a ira da Igreja e da sociedade conservadora. A série acompanha sua batalha incansável nos tribunais e contra credores, enquanto ela transforma a revista em um sucesso de vendas e em uma voz pela revolução sexual italiana.

    Análise do filme

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    Sra. Playmen é uma série que se insere na linhagem de cinebiografias sobre figuras femininas que desafiaram o sistema, como Mrs. America ou Colette. A obra usa a história real de Adelina para explorar a hipocrisia de uma sociedade que consumia pornografia, mas condenava quem a produzia.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    O roteiro de Mario Ruggeri foca na dualidade de Adelina: a mãe de família e a empresária que chocava o país. A direção recria a estética vibrante dos anos 70 com figurinos e cenários luxuosos. A série é uma crônica sobre a luta por liberdade e como o poder de uma ideia pode ser maior do que o poder das instituições.

    Elenco e produção

    A série italiana é criada e dirigida por Mario Ruggeri. A força da obra é sua protagonista. Carolina Crescentini (Boris) interpreta Adelina Tattilo. Ela constrói uma personagem complexa, uma mulher que usa sua sensualidade como armadura e sua inteligência para vencer os homens que tentam derrubá-la.

    Sra. Playmen
    Imagem: Divulgação/Sra. Playmen – Max

    Seu olhar transmite a determinação de quem não tem nada a perder. Filippo Nigro (Chartroux) e Giuseppe Maggio (Luigi Poggi) interpretam figuras centrais no universo editorial e nos tribunais que cercam Adelina.

    Vale a pena assistir?

    Sim, Sra. Playmen é um drama biográfico com uma protagonista forte e uma crítica social afiada. É a maratona ideal para quem busca uma crônica sobre a luta feminina pelo poder.

    A obra nos deixa com uma lição: a verdadeira revolução não acontece nas ruas; acontece quando uma mulher decide assumir o comando de sua própria narrativa. A série está disponível na Netflix.

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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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