Três anos após o fim de NCIS: Los Angeles, o público verá Daniela Ruah e Natalia del Riego novamente lado a lado. A dupla protagoniza o longa de mistério And Then She Was Gone, adaptação do romance The Moonlight Child, de Karen McQuestion. A produção entra em gravação no segundo semestre de 2026.
A reunião chama atenção não apenas pelo apelo nostálgico, mas também pela combinação de talentos nos bastidores: direção de Tawnia McKiernan, roteiro de Justin Kohlas e produção executiva da própria Ruah. O Salada de Cinema apurou o que esperar desse encontro de pesos pesados.
Enredo mistura drama familiar e investigação
No centro da trama está Niki, jovem de 19 anos recém-saída do sistema de acolhimento. A personagem tenta se adaptar à rotina na casa de Sharon Lemke quando avista uma criança misteriosa na residência vizinha. Curiosa, Niki se une à anfitriã para desvendar o paradeiro da menina, mergulhando em segredos que desafiam a lógica do subúrbio pacato.
O roteiro de Kohlas enfatiza o contraste entre a inocência da protagonista e o clima sombrio que paira sobre o bairro. Quem acompanhou a dinâmica entre Kensi e Rosa em NCIS: Los Angeles reconhecerá a química de Ruah e del Riego nesse jogo de confiança e medo. A adaptação promete ritmo de thriller psicológico, buscando aquele toque “Hitchcockiano” citado pela diretora.
Daniela Ruah assume papel duplo: atriz e produtora
Após 14 temporadas como Kensi Blye, Ruah passou pela minissérie portuguesa O Grito e agora retorna a Hollywood com voz ativa no set. Como produtora executiva, ela participa das decisões criativas e, ao mesmo tempo, interpreta Sharon Lemke, figura materna disposta a arriscar tudo para proteger Niki.
A experiência acumulada em cenas de ação de NCIS se reflete na segurança com que Ruah transita entre momentos de ternura e tensão. Segundo bastidores, a atriz colaborou com McKiernan na construção de planos-sequência para intensificar a claustrofobia da investigação, recurso que lembra a inventividade vista em obras recentes como Inception.
Natalia del Riego explora nuances de Niki
Promovida a protagonista, Del Riego terá seu maior desafio após o western The Abandons. Em And Then She Was Gone, ela personifica a vulnerabilidade de alguém que nunca teve um lar fixo, mas também o ímpeto investigativo que a coloca em situações perigosas.
A intérprete mergulhou na biografia de jovens ex-acolhidos para compor tiques, postura e cadência de fala de Niki. A preparação incluiu workshops com assistentes sociais e psicólogos para evitar clichês sobre o tema. O resultado, apontam insiders, revela uma performance contida, sustentada por olhares e silêncios prolongados que lembram o duelo de atuações visto recentemente em The Weight.
Imagem: Divulgação
Direção de Tawnia McKiernan promete atmosfera à la Hitchcock
McKiernan já comandou episódios de NCIS, Criminal Minds e The Walking Dead, sempre exibindo domínio sobre suspense televisivo. No entanto, And Then She Was Gone marca sua transição para um longa-metragem que pretende testar limites visuais. Fontes de produção afirmam que a diretora busca inspiração em Festim Diabólico e Janela Indiscreta, clássicos que usam espaços fechados como gatilho de paranoia.
Para acentuar o desconforto, a cineasta planeja recorrer a cenários mínimos, câmera próxima ao rosto dos atores e iluminação fria. Ao falar sobre o projeto, definiu o roteiro de Kohlas como “um pedaço do céu Hitchcockiano”. A parceria entre os dois começou nos sets de NCIS: Los Angeles, quando Kohlas integrou a sala de roteiristas na 13ª temporada.
Vale a pena acompanhar o lançamento?
Mesmo sem data de estreia anunciada, And Then She Was Gone já desperta expectativa graças à reunião de Ruah e Del Riego, à premissa de investigação suburbana e ao olhar experiente de McKiernan. A presença de Justin Kohlas no roteiro sinaliza respeito à essência da obra-base, enquanto o envolvimento de Ruah na produção adiciona cuidado com os detalhes.
Para fãs de mistérios contemporâneos e de adaptações literárias, o longa desponta como forte candidato a figurar entre os suspenses mais comentados de 2027. Quem aprecia o equilíbrio entre drama intimista e tensão crescente deve manter o filme no radar.
Os próximos meses trarão novidades de elenco de apoio e primeiras imagens de bastidores, etapa crucial para avaliar se a promessa de clima Hitchcockiano se concretiza. Até lá, vale acompanhar o andamento da produção e revisitar trabalhos anteriores da equipe, como os episódios dirigidos por McKiernan em Supergirl ou o histórico de Kohlas no universo NCIS.



