O nome Ferrari evoca carros de corrida, luxo e velocidade. Mas o filme, dirigido pelo mestre Michael Mann, mostra o drama por trás da lenda. A cinebiografia do poderoso Enzo Ferrari (Adam Driver) acaba de chegar à HBO Max.
Selecionado para o Festival de Veneza, o filme não é apenas para fãs de automobilismo. Com 2 horas e 10 minutos, Ferrari é um drama que explora o que é preciso para construir um império. É uma história de ambição, traição, tragédia shakespeariana e o ritmo implacável da Fórmula 1 em sua era mais perigosa.
Qual é a história de Ferrari?
O filme nos transporta para 1957. Essa época a grande empresa do mundo automobilístico está à beira da falência. A pressão sobre Enzo é esmagadora. Ele precisa manter o legado de sua família vivo e a indústria automotiva em alta. A única saída é vencer.
O filme se concentra na corrida Mille Miglia, a mais perigosa e a mais importante da época. Enzo aposta tudo na vitória, buscando não apenas o sucesso financeiro, mas também a glória que o ajudaria a criar o conceito das corridas de Fórmula 1.
Em meio a essa pressão, Ferrari lida com a dor da perda de seu filho, o relacionamento turbulento com sua esposa, Laura, e seu caso extraconjugal com Lina Lardi.
A análise do filme
Michael Mann (O Informante, O Último dos Moicanos) dirige o filme com sua marca registrada: intensidade e precisão. A corrida Mille Miglia é filmada com uma adrenalina sufocante. Mann consegue transformar a velocidade em drama, mostrando o perigo e o custo da ambição.
O filme explora o lado shakespeariano da tragédia. Enzo Ferrari é um homem dividido entre o amor por sua esposa, a dor do luto e a paixão implacável pela velocidade.
O roteiro, que um espectador achou “ágil e denso”, acerta ao mostrar que a maior batalha de Enzo não era na pista, mas dentro de casa.
O elenco e a produção que dão rosto à velocidade e à tragédia
A direção do longa é de Michael Mann. O roteiro de Troy Kennedy-Martin e David Rayfield adapta o livro de Brock Yates. A força da obra reside em seu elenco de astros.
Adam Driver, conhecido por papéis intensos como em Casa Gucci, interpreta Enzo Ferrari com uma calma calculista que esconde uma montanha de dor, ele constrói o empresário como um homem que só se sente vivo à beira do colapso.

Penélope Cruz (vencedora do Oscar por Vicky Cristina Barcelona) está em atuação primorosa como Laura, a esposa que carrega a dor da perda.
E Shailene Woodley (Lina Lardi) e o brasileiro Gabriel Leone (Alfonso De Portago) completam o núcleo de dramas pessoais e corridas arriscadas. O filme é para quem aprecia um drama de personagem com a tensão de um thriller de ação e o peso de uma tragédia familiar.
Ferrari nos deixa com a imagem de um motor potente. E com a certeza de que, às vezes, a velocidade é a única forma de um homem tentar fugir de si mesmo.
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