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    O filme de Roald Dahl que traumatizou uma geração (e ainda é um clássico imperdível) chegou a Netflix

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    By Matheus Amorim on outubro 4, 2025 Filmes
    Convenção das Bruxas
    Imagem: Divulgação/Convenção das Bruxas - Warner Bros.

    As histórias de Roald Dahl nunca foram contos de fadas açucarados. Elas são povoadas por adultos grotescos e crianças resilientes, em um universo que é, ao mesmo tempo, mágico e perigoso. Nenhuma adaptação capturou essa dualidade de forma tão perfeita quanto o clássico Convenção das Bruxas.

    A produção de 1990, agora disponível na Netflix, é um mergulho no horror infantil que marcou uma geração. Com 1 hora e 31 minutos, Convenção das Bruxas se deleita em suas cenas bizarras e apresenta uma das vilãs mais inesquecíveis da história do cinema, em um ótimo exemplo de como se pode fazer muito com pouco.

    A história de Convenção das Bruxas

    A narrativa apresenta o jovem Luke (Jasen Fisher). Após perder os pais, ele se muda para a Inglaterra com sua avó norueguesa (Mai Zetterling), uma especialista em contos sobre as bruxas reais que se escondem entre nós. Durante uma estadia em um hotel à beira-mar, a ficção se torna realidade.

    Luke descobre que o local está sediando a convenção anual das bruxas da Inglaterra. Escondido, ele testemunha o plano maligno da líder delas, a Grande Bruxa (Anjelica Huston): transformar todas as crianças do país em ratos.

    Quando Luke é descoberto, ele se torna a primeira cobaia. Agora, transformado em um pequeno roedor, ele e sua avó precisam encontrar uma forma de deter as bruxas.

    O terror lúdico de Roald Dahl e a magia de Jim Henson

    O que torna Convenção das Bruxas um clássico cult é sua coragem de ser genuinamente assustador. O diretor Nicolas Roeg não ameniza o tom macabro do livro de Roald Dahl. O filme entende que as melhores histórias infantis são aquelas que não subestimam a capacidade das crianças de lidar com o medo.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    A produção é um triunfo dos efeitos práticos. É um dos últimos trabalhos em que o lendário Jim Henson (O Labirinto) supervisionou pessoalmente.

    A cena em que as bruxas revelam suas verdadeiras formas é um espetáculo de maquiagem e animatrônicos que se tornou o pesadelo de uma geração. No centro de tudo, está a performance de Anjelica Huston. Ela constrói uma vilã que é, ao mesmo tempo, elegante e repulsiva, cômica e aterrorizante.

    A equipe por trás de uma fantasia sombria

    Convenção das Bruxas
    Imagem: Divulgação/Convenção das Bruxas – Warner Bros.

    A direção do longa é do aclamado cineasta Nicolas Roeg (O Homem que Caiu na Terra). O roteiro de Allan Scott adapta a obra de Roald Dahl.

    O elenco é liderado pela performance icônica da vencedora do Oscar Anjelica Huston. O time conta com Mai Zetterling e o jovem Jasen Fisher. O que torna o filme uma recomendação essencial é sua atmosfera única.

    Então, com essa grande adição ao catálogo da Netflix, agora não é o momento de ficar parado no tédio. Convenção das Bruxas espera tanto aqueles que querem rever a obra quanto aqueles que ainda não a conhecem.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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