A Netflix guarda em seu catálogo uma minissérie de suspense que, com 99% de aprovação da crítica, se firma como uma das produções mais perfeitas para uma maratona de fim de semana. Alias Grace não é um thriller comum; é um quebra-cabeça psicológico que te prende pela ambiguidade.
Baseada na obra da mestra Margaret Atwood (O Conto da Aia), Alias Grace de seis episódios é uma história de crime real do século XIX. A produção mergulha na mente de uma das assassinas mais infames do Canadá e nos deixa com uma pergunta: ela é uma vítima ou uma manipuladora genial?
Qual é a história de Alias Grace?
A narrativa nos transporta para o Canadá de meados do século XIX. Conhecemos Grace Marks, uma jovem imigrante irlandesa que se tornou uma celebridade pelo motivo mais sombrio: ela foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato brutal de seu patrão e da governanta da casa.
Após 16 anos de encarceramento, um grupo de reformistas contrata o Dr. Simon Jordan, um pioneiro no campo da psicologia. Sua missão é entrevistar Grace e extrair a verdade, na esperança de provar sua inocência.
À medida que ela narra sua trágica história de vida, o médico se vê cada vez mais envolvido em sua teia, e a linha entre a verdade e a manipulação se torna perigosamente turva.
A verdade como uma colcha de retalhos
O que eleva Alias Grace para além de um simples drama de época é a sua recusa em entregar respostas fáceis. A série não é um romance tradicional. A fascinação do médico pela protagonista é, a princípio, clínica, mas lentamente se transforma em uma obsessão que o consome.
O gênio da produção, e o motivo de sua aclamação, é que ela nunca te diz em quem acreditar. A narrativa é a história de Grace, contada por ela mesma. Ela pode estar mentindo, pode ter esquecido, pode estar possuída.
A série respeita a inteligência do espectador, deixando as pontas soltas para que cada um tire suas próprias conclusões. A direção de Mary Harron cria uma atmosfera claustrofóbica, onde a câmera raramente se afasta do rosto da protagonista.
A equipe que costurou um clássico do suspense
A minissérie de 2017 é uma adaptação do livro de Margaret Atwood, roteirizada e produzida por Sarah Polley (Entre o Amor e a Paixão). A direção de Alias Grace é de Mary Harron (Psicopata Americano).
A alma da série, no entanto, é seu elenco. Sarah Gadon entrega uma performance que é um quebra-cabeça em si mesma; sua Grace muda de uma vítima assustada para uma narradora astuta com uma simples alteração no olhar.

Edward Holcroft interpreta o Dr. Jordan não como um herói, mas como um homem da ciência que é lentamente desfeito por uma história que ele não consegue racionalizar.
O que torna a obra uma recomendação essencial é sua inteligência. É um suspense para quem aprecia uma trama que valoriza mais as perguntas do que as respostas.
Alias Grace não pergunta “o que aconteceu?”. Pergunta “quem é Grace Marks?”. E a resposta, assustadoramente, pode ser quem quer que ela precise ser para sobreviver.
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