Blossom, Bubbles e Buttercup voltam ao cinema. A Warner Bros. Pictures Animation anunciou, no Festival Internacional de Animação de Annecy, na França, em 24 de junho de 2026, que um novo filme das Meninas Superpoderosas está oficialmente em desenvolvimento. O anúncio foi feito por Bill Damasche, presidente e diretor criativo do estúdio, durante uma apresentação do slate da companhia.
Mas há um detalhe que importa: segundo a fonte original, principal, ainda não há acordo formal fechado para o projeto. Ou seja, o filme está em desenvolvimento, não tem luz verde definitiva. É um passo real, mas ainda é o começo de um caminho que a franquia já tentou percorrer antes, sem sucesso.

Uma franquia que o estúdio nunca conseguiu relançar de verdade
A série original, criada por Craig McCracken, estreou no Cartoon Network em 18 de novembro de 1998 e ficou no ar por seis temporadas, até 2005. Ganhou seis Emmys e nove indicações ao Annie Award. Foi o programa mais assistido do canal na época, com índice Nielsen de 3,4.
O primeiro filme, lançado em 2002, arrecadou cerca de 16 milhões de dólares contra um orçamento de 11 milhões, segundo a Variety, um resultado comercialmente modesto para um IP desse tamanho. O reboot animado de 2016 foi amplamente criticado por perder o espírito irreverente da série. E o pilot live-action da CW, em 2021, com Chloe Bennet, Dove Cameron e Yana Perrault nos papéis de Blossom, Bubbles e Buttercup, nem chegou a ir ao ar.
Cada tentativa tropeçou de um jeito diferente. O que torna este anúncio curioso é que a Warner tenta de novo, desta vez pela via animada e com o peso de uma apresentação num festival de prestígio.
Por que 2026 pode ser um momento melhor para as Meninas Superpoderosas
O mercado de animação mudou. Homem-Aranha: Através do Aranhaverso provou que um filme animado de super-herói pode ser evento cultural e referência crítica ao mesmo tempo. As Tartarugas Ninja: Caos Mutante mostrou que franquias clássicas ganham mais apostando em identidade visual própria do que tentando imitar o realismo dos blockbusters de ação.
As Meninas Superpoderosas têm exatamente o que essas histórias precisam: um design inconfundível, vilões marcantes como Mojo Jojo e HIM, e uma premissa que ainda soa radical. Três garotas de jardim de infância como a maior força de combate da cidade, sem precisar de justificativa ou ressalva. Isso funcionou em 1998 e segue sendo uma ideia forte.
A questão é de execução. Sem diretor, roteirista ou elenco de voz confirmados, o projeto ainda não tem forma. Também não está claro se Craig McCracken será envolvido, o que faz diferença real. Uma série com o criador havia entrado em desenvolvimento em 2024, mas segue sem atualizações públicas, e não há confirmação se o filme e essa série são o mesmo projeto ou iniciativas paralelas.
O que falta para o novo filme das Meninas Superpoderosas sair do papel
Por enquanto, o que existe é um anúncio oficial em festival, sem acordo formal fechado, sem data, sem elenco e sem informações sobre trama ou estilo de animação. Para os fãs que acompanham Blossom, Bubbles e Buttercup há décadas, é um sinal positivo, mas ainda não é o filme.
A próxima etapa é fechar o acordo e definir quem vai conduzir o projeto criativamente. Se a Warner conseguir resolver essa equação, as condições de mercado são melhores do que em qualquer outro momento desde o fim da série original.
Fonte principal: cbr.com. Informações complementares: Variety, CBR.






