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    Jack O’Connell aposta na sobrevivência de Jimmy em 28 Years Later: The Bone Temple

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    By Thais Bentlin on janeiro 17, 2026 Filmes

    Jack O’Connell não está pronto para dar adeus ao cultista Sir Lord Jimmy Crystal. Mesmo depois de levar uma facada, ficar cravado em uma cruz invertida e ser atacado por um infectado, o ator acredita que seu vilão ainda respira em 28 Years Later: The Bone Temple, novo capítulo da saga britânica de zumbis.

    A declaração, feita durante a turnê de divulgação do filme, reacendeu discussões entre fãs sobre possíveis caminhos para a continuação já confirmada. Enquanto parte do público aposta em uma morte definitiva, O’Connell lembra que não vimos “coluna sendo arrancada”. Essa margem de dúvida é combustível de sobra para teorias — e para o buzz que o diretor Nia DaCosta parece apreciar.

    Aposta de O’Connell reacende debate sobre 28 Years Later: The Bone Temple

    Ao ser questionado sobre o destino de Jimmy, O’Connell disparou: “Algumas mortes são incontestáveis, mas eu não vi a minha espinha no chão”. A frase, além de espirituosa, indica que o ator acredita no retorno do antagonista. Ele menciona o fato de o híbrido Samson, interpretado por um elenco de dublês, ter demonstrado certo autocontrole após ser parcialmente curado do vírus Rage. Para o britânico, a criatura poderia ter parado antes do golpe final.

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    Dentro da lógica da franquia, a sobrevivência não é impossível. Lembrando 28 Weeks Later, a personagem Alice sobreviveu ao ataque inicial graças a uma improvável imunidade. Agora, DaCosta e o roteirista Alex Garland podem repetir a dose com Jimmy, adicionando um toque ainda mais macabro: imagine o líder satanista retornando como “Alpha” infectado, disposto a perseguir Spike, de Alfie Williams.

    Atuações se destacam no terror pós-apocalíptico

    28 Years Later: The Bone Temple não se limita ao suspense visceral; ele oferece um confronto de performances. Jack O’Connell abraça a aura de apresentador decadente inspirado em Jimmy Savile, usando tiques verbais e um sorriso desconcertante que irrita e fascina. O vilão surge como caricatura, mas ganha profundidade nas cenas de confronto moral com Spike.

    Alfie Williams, por sua vez, traduz a culpa e o medo de um sobrevivente comum engolido pela seita. Sua curva dramática é reforçada pela vulnerabilidade física — tropeços, quedas, respiração ofegante — que torna cada perseguição mais tensa. Já Ralph Fiennes, no papel do médico Ian Kelson, constrói um contraponto maduro: sua serenidade quase clínica amplifica o choque quando a violência explode.

    Esse trio sustenta a narrativa. Mesmo com participações menores, como Aaron Taylor-Johnson reprisando Jamie em flashbacks, o elenco entrega química suficiente para manter o espectador grudado na poltrona durante os 109 minutos de duração.

    Visão autoral de Nia DaCosta imprime novo fôlego à franquia

    Depois de revitalizar Candyman, Nia DaCosta prova que sabe conduzir terror de alto orçamento sem sacrificar identidade. Em The Bone Temple, ela enfatiza claustrofobia e contraste de cores: tons quentes dominam os rituais do culto, enquanto azuis frios marcam áreas “seguras”. Essa paleta reforça o mal-estar constante, criando uma estética própria dentro do universo 28 Years Later.

    Jack O’Connell aposta na sobrevivência de Jimmy em 28 Years Later: The Bone Temple - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    DaCosta também investe na câmera subjetiva para simular o ponto de vista dos infectados, um recurso que faz o público praticamente sentir o vírus pulsando. O resultado é um terror menos frenético que o original de Danny Boyle, mas igualmente imersivo. Para quem acompanha Salada de Cinema, vale reparar como a cineasta usa silêncios longos antes de cada explosão de violência, um recurso que alonga a tensão e aumenta o impacto dos jumpscares.

    Roteiro de Alex Garland mantém tensão sem perder comentários sociais

    Responsável pelo script original de 28 Days Later, Alex Garland retorna como roteirista e demonstra habilidade em equilibrar horror e crítica. Em The Bone Temple, ele explora temas como fanatismo religioso e manipulação midiática. Jimmy, ex-filho de ministro que virou líder satanista, serve de alegoria para figuras públicas que corrompem símbolos de fé para ganhar poder.

    O texto dialoga com o cenário político contemporâneo sem soar panfletário. Pequenos detalhes, como transmissões piratas do culto e cartazes improvisados, evidenciam a rapidez com que narrativas distorcidas se espalham em ambientes de crise. Garland ancora esse comentário em diálogos afiados, permitindo que o subtexto emerja sem atropelar o ritmo de survival horror.

    Outro ponto forte do roteiro é a construção de moralidade dúbia. Spike se vê atraído pelo senso de pertencimento oferecido pelos “Fingers”, mesmo sabendo das atrocidades que precisam cometer. Esse conflito sustenta o segundo ato e leva a um clímax em que cada personagem toma decisões definitivas, embora a de Jimmy permaneça em aberto — pelo menos na visão de O’Connell.

    Vale a pena assistir a 28 Years Later: The Bone Temple?

    Se você busca um terror que combine comentários sociais, atuações intensas e a clássica adrenalina zumbi, 28 Years Later: The Bone Temple entrega exatamente isso. A direção estilosa de Nia DaCosta e o roteiro afiado de Alex Garland estendem a mitologia da série com frescor, enquanto o elenco, liderado por Jack O’Connell, garante emoção até o último quadro. Mesmo com o destino de Jimmy em suspenso, o filme se sustenta como experiência completa — e deixa portas abertas para discussões acaloradas sobre o que vem a seguir.

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    Thais Bentlin
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    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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