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    I Am Not Okay with This: por que a série cancelada da Netflix ainda soa como herdeira natural de Stranger Things

    Thais BentlinBy Thais Bentlinjaneiro 31, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Stranger Things caminha para o encerramento e a Netflix se vê diante de um buraco difícil de preencher. Curiosamente, o serviço já tinha em mãos, desde 2020, um projeto que dialogava com o mesmo público: I Am Not Okay with This. A comédia sombria sobre uma adolescente que descobre poderes telecinéticos foi cancelada após sete episódios, apesar da renovação anunciada.

    Nesta análise, o Salada de Cinema revisita a produção, aponta os motivos que a aproximam do fenômeno dos irmãos Duffer e explica como o fim precoce fez a plataforma perder um possível trunfo para manter o engajamento dos fãs.

    Enredo e estética: nostalgia em formato enxuto

    Ambientada em uma pequena cidade da Pensilvânia, I Am Not Okay with This acompanha Syd Novak, adolescente que vive o turbilhão típico do ensino médio enquanto lida com a morte do pai. A efervescência hormonal, somada a crises de ansiedade e raiva, desperta poderes capazes de mover objetos — uma premissa que imediatamente remete à jornada de Eleven em Stranger Things.

    Visualmente, os criadores Jonathan Entwistle e Christy Hall apostam em filtros de cores quentes, trilha sonora recheada de faixas indie-rock e figurinos atemporais. O resultado é um look deliberadamente vintage, ainda que a história se passe no presente, lembrando o artifício de referências usadas em sucessos recentes como The Diplomat, cuja popularidade segue em ascensão segundo dados do Rotten Tomatoes. A escolha reforça o clima de coming of age, mas sem parecer mera cópia dos anos 1980.

    Atuações: carisma de Sophia Lillis sustenta a narrativa

    Sophia Lillis carrega a série com naturalidade. Conhecida por It: A Coisa, a jovem alterna timidez e explosões emocionais sem soar caricata. Sua Syd Novak transita do humor seco à angústia profunda em questão de segundos, sustentando o tom tragicômico proposto pelos roteiristas.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    Sofia Bryant funciona como contraponto afetivo ao interpretar Dina, melhor amiga e interesse romântico de Syd. A química das duas atrizes torna crível o drama adolescentel e empresta delicadeza a diálogos que, por vezes, flertam com a acidez dos quadrinhos de Charles Forsman — autor da obra original também adaptada em I Am Not Okay with This. Wyatt Oleff completa o trio principal como Stanley, vizinho excêntrico que oferece leveza e serve de válvula de escape para o roteiro.

    Direção e roteiro: ritmo ágil e humor agridoce

    A condução de Jonathan Entwistle se destaca pela objetividade: episódios de pouco mais de 20 minutos evitam enrolação e valorizam ganchos. A fotografia aposta em close-ups que capturam microexpressões, reforçando a performance do elenco. Já a trilha, assinada por Graham Coxon, ex-guitarrista do Blur, entrega guitarras distorcidas e sintetizadores discretos que ecoam a trilha oitentista de Stranger Things sem perder identidade.

    I Am Not Okay with This: por que a série cancelada da Netflix ainda soa como herdeira natural de Stranger Things - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    No texto, Christy Hall equilibra doses de ironia e vulnerabilidade. O humor nasce do desconforto social de Syd e do nonsense envolvendo seus poderes. Quando a protagonista perde o controle, explosões de objetos e narizes sangrando lembram ao público que a comédia flerta com o horror. Essa mescla de gêneros também está presente em produções de outras plataformas; a Amazon, por exemplo, investe em The Captive’s War para repetir a mistura de ficção científica e drama de The Expanse.

    O cancelamento: decisões financeiras em meio à pandemia

    I Am Not Okay with This foi oficialmente renovada, mas, em agosto de 2020, a Netflix recuou. Na época, a empresa alegou incertezas provocadas pela Covid-19 para encerrar projetos que ainda buscavam audiência sólida. Sem uma base de fãs consolidada e com custos de filmagem elevando-se por protocolos sanitários, a produção tornou-se vulnerável.

    A decisão se mostrou arriscada. Quase quatro anos depois, a plataforma ainda procura um substituto à altura de Stranger Things. Até agora, nenhuma nova série conseguiu combinar nostalgia, terror leve e drama juvenil com o mesmo apelo. Enquanto isso, concorrentes constroem catálogos versáteis, como a Paramount+, que disponibiliza títulos prontos para maratona em um fim de semana e ampliam a disputa pela atenção do público geek.

    Vale a pena maratonar?

    Com apenas sete episódios, I Am Not Okay with This encaixa-se perfeitamente em uma noite de binge-watching. A temporada única entrega arco dramático coeso, performances convincentes e cliffhanger que deixa um gostinho de quero mais. Para quem sente falta dos primeiros anos de Stranger Things ou busca uma produção rápida, a série ainda se apresenta como alternativa eficiente — mesmo sem a chance de mostrar todo o seu potencial em temporadas futuras.

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    Thais Bentlin

      Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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