Dan Trachtenberg não vai deixar os Yautja tão cedo. Mesmo depois de surpreender Hollywood ao assinar um acordo de produção e direção em primeira mão com a Paramount, o cineasta confirmou que continua dedicado a expandir o universo Predator.
Em conversa recente sobre o lançamento doméstico de Badlands, o diretor contou que já rascunha ideias para dar sequência às tramas abertas em Prey, Killer of Killers e, claro, no próprio Badlands. A informação reacendeu a expectativa de fãs e analistas para entender como o contrato com outro estúdio poderá coexistir com mais um longa da série de ação sci-fi.
Como a nova fase de Trachtenberg influencia os roteiros de Predator
O acordo first-look com a Paramount foi anunciado logo após a fusão do estúdio com a Skydance, movimento que garantiu liberdade para que Trachtenberg proponha projetos autorais e, ao mesmo tempo, experimente propriedades intelectuais já existentes no catálogo da empresa. Segundo o diretor, isso não significa abandonar a franquia que o colocou novamente no radar da crítica especializada.
Ele afirmou que o planejamento para o próximo capítulo do universo Predator ocorre “de forma simultânea” às reuniões com a Paramount. O maior desafio, diz, será organizar o calendário para equilibrar histórias originais e o retorno dos caçadores Yautja, estratégia que se revelou lucrativa: Badlands arrecadou mais de US$ 184 milhões em bilheteria mundial, o melhor resultado da série até aqui.
Atores em destaque e o impacto nas continuações
Parte do sucesso recente se deve às atuações. Amber Midthunder, protagonista de Prey, conquistou elogios contundentes por imprimir vulnerabilidade e força a Naru, resultado que a colocou como nome certo em uma eventual Prey 2. A atriz segue declarando interesse em voltar, reforçando a linha narrativa sobre os sobreviventes criogenicamente preservados que Killer of Killers revelou.
Em Badlands, Dakota Beavers e o estreante Jayden Elijah formaram um núcleo dramático elogiado pela química em cena, enquanto Weta FX entregou criaturas convincentes para intensificar os confrontos. A recepção positiva aumentou a pressão por desfechos para o arco de Dek e a relação com sua mãe, tema que Trachtenberg antecipou querer explorar.
Rumores apontam ainda para conversas com Arnold Schwarzenegger. O ator estaria disposto a retomar Dutch mais de três décadas depois do longa de 1987, repetindo a tendência de reencontros de elenco que tem agitado Hollywood. Caso o convite avance, o retorno lembraria o entusiasmo visto no projeto animado que reuniu Caleb McLaughlin e David Harbour, fortalecendo a nostalgia como atrativo de bilheteria.
Análise da execução técnica nos três filmes recentes
Prey, Killer of Killers e Badlands compartilham assinatura visual coesa. Trachtenberg aposta em fotografia que valoriza cenários naturais, contrapondo a tecnologia avançada dos Yautja. A escolha cria contraste que ajuda o público a entender a disparidade de forças entre humanos e caçadores.
O roteiro de Prey, escrito em parceria com Patrick Aison, foca na jornada de amadurecimento de Naru, enquanto Killer of Killers amplia o escopo espacial ao revelar prisioneiros humanos congelados em Yautja Prime. Já Badlands, escrito pelo trio Trachtenberg, Aison e Alex Litvak, entrega tensão constante ao isolar personagens em um deserto infestado por flora mortal, elemento que impõe novos limites aos predadores.
Imagem: Divulgação
Críticos destacam a habilidade do diretor em usar cada trama como “ponto de entrada” independente, permitindo que espectadores iniciem a franquia por qualquer dos títulos recentes sem perder contexto. Essa estrutura explica a estratégia de manter protagonistas distintos e linhas narrativas paralelas, facilitando múltiplas continuações.
Roteiristas, cronograma e possíveis cruzamentos com outras sagas
Trachtenberg reiterou que o próximo passo é “pensar no que seria especial” para o futuro da série. A equipe de roteiristas avalia caminhos como a expansão do cliffhanger de Badlands ou um retorno direto a Naru. Entre as ideias em discussão estão um novo Alien vs. Predator e a aparição de sobreviventes de diferentes eras, conceito que favoreceria crossovers inéditos.
A parceria de produção com Ben Rosenblatt, já testada nos últimos três longas, deve continuar. Rosenblatt admitiu conversas iniciais para integrar Schwarzenegger e possivelmente outros veteranos, numa linha que lembra projetos como a versão integral de Kill Bill, que finalmente chega ao streaming após longa espera, conforme reporta o Salada de Cinema.
Enquanto isso, a Paramount também mantém portas abertas. O estúdio fechou acordos recentes com nomes como Jon M. Chu e os irmãos Duffer, mas Trachtenberg ainda não anunciou título oficial por lá. O vazio na agenda garante flexibilidade para que o cineasta decida qual projeto filmará primeiro.
Vale a pena ficar de olho no próximo Predator?
Com três filmes elogiados e bilheteria ascendente, a fase comandada por Dan Trachtenberg provou que ainda existe fôlego criativo para os Yautja. A combinação entre performances sólidas, roteiros que equilibram tensão e mitologia, além dos recursos técnicos de última geração, mantém a franquia relevante para velhos e novos espectadores.
Enquanto o cronograma definitivo não é fechado, as pistas deixadas pelo diretor indicam mais uma entrada ousada, seja em Prey 2 ou em alguma aventura inédita. O fato de Trachtenberg conciliar seu contrato com a Paramount e o desenvolvimento de Predator reforça que a saga segue em boas mãos — e promete continuar surpreendendo o público que acompanha essa caçada intergaláctica desde 1987.


