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    As 8 estreias de Star Trek na Paramount+: do pior ao melhor

    Thais BentlinBy Thais Bentlinjaneiro 19, 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Nos últimos anos, a franquia criada por Gene Roddenberry ganhou nova vida no streaming e, com ela, surgiu uma série de primeiros episódios que tentam estabelecer tom, elenco e direção em questão de minutos. De Section 31 a Starfleet Academy, cada estreia revela como a marca se adapta – ou tropeça – no formato sob demanda.

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    Para quem acompanha as estreias de Star Trek na Paramount+, vale analisar como roteiristas, diretores e elencos enfrentam expectativas monumentais, especialmente quando o objetivo é falar a novos públicos sem alienar fãs de longa data. A seguir, listamos esses capítulos de apresentação, do menos inspirado ao mais empolgante, observando a qualidade das interpretações, escolhas narrativas e o pulso criativo por trás das câmeras.

    O tropeço de Section 31

    A oitava posição fica com “Section 31”, filme que nasceu como piloto de série e acabou convertido em longa de 90 minutos. Dirigido por Olatunde Osunsanmi e escrito por Craig Sweeny, o projeto encara dois desafios: desenvolver uma trama de espionagem e, ao mesmo tempo, funcionar como aventura independente. Nenhum dos dois objetivos é plenamente alcançado.

    Michelle Yeoh entrega presença magnética como Philippa Georgiou, mas nem mesmo seu carisma sustenta um roteiro que mal explora os bastidores obscuros da Federação. A fotografia, por outro lado, mantém o padrão cinematográfico de Discovery, com boa utilização de luz fria em corredores metálicos. Faltou, porém, tensão verdadeira: a ação corre sem surpresa, e o clímax chega sem peso dramático.

    Short Treks inaugura, mas não empolga

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    Em sétimo lugar aparece “Runaway”, primeiro curta da antologia Short Treks. Com direção de Maja Vrvilo e roteiro assinado por Jenny Lumet e Alex Kurtzman, o episódio de 15 minutos gira em torno de Sylvia Tilly (Mary Wiseman) e uma passageira clandestina. A atriz demonstra timing cômico eficiente, reforçando a imagem da cadete falante e bem-intencionada.

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    Contudo, a brevidade sabota qualquer construção mais profunda. A criatura convidada funciona como espelho emocional para Tilly, mas a jornada se resolve rápido demais. Como aperitivo entre temporadas, cumpre tarefa; como porta de entrada para novos públicos, deixa pouco impacto. Ainda assim, a direção mantém ritmo leve, pontuado por trilha discreta de Jeff Russo.

    Discovery e Picard: ambição versus legado

    O sexto lugar pertence a “The Vulcan Hello”, estreia de Star Trek: Discovery. Sob comando de David Semel, o episódio investe em escala e estética de blockbuster. Sonequa Martin-Green brilha ao apresentar Michael Burnham como oficial convicta, mas vulnerável. Michelle Yeoh, em participação pontual, reforça química. O problema surge na reimaginação dos Klingons: design e ritmo arrastado causaram estranhamento imediatos.

    Um degrau acima, “Remembrance” marca o retorno de Patrick Stewart como Jean-Luc Picard. Dirigida por Hanelle M. Culpepper, a abertura de Star Trek: Picard aposta em melancolia e referências nostálgicas: há Data em sonho, vinhedos tranquilos e uma Federação menos idealista. Stewart entrega nuance ao ex-almirante ferido pelo tempo, enquanto Isa Briones convence como android em fuga. Roteiro de Akiva Goldsman e James Duff equilibra mistério e fan service, embora o frenesi de revelações prometido demore a chegar nos capítulos seguintes.

    Animação em alta: Prodigy e Lower Decks

    Entre as estreias de Star Trek na Paramount+, a animação conquista terreno no quarto posto com “Lost & Found”, episódio duplo que inaugura Star Trek: Prodigy. Dirigido por Ben Hibon e escrito pelos irmãos Hageman, o capítulo troca pontes reluzentes por um planeta-prisão, onde adolescentes alienígenas descobrem a USS Protostar. A atmosfera lembra Star Wars, mas a didática de valores da Federação permeia cada diálogo.

    As 8 estreias de Star Trek na Paramount+: do pior ao melhor - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Kate Mulgrew retorna como a holograma Janeway e empresta autoridade maternal ao grupo. A animação híbrida de 3D mostra paisagens vibrantes, enquanto a trilha de Nami Melumad injeta senso de aventura juvenil. A química entre os jovens dubladores – destaque para Brett Gray (Dal) – estabelece carisma imediata, mesmo que a estrutura “fuga desesperada” seja previsível.

    No terceiro lugar está “Second Contact”, de Star Trek: Lower Decks. Mike McMahan escreve piadas à velocidade de dobra, e o diretor Barry J. Kelly garante timing visual certeiro. Tawny Newsome (Mariner) e Jack Quaid (Boimler) formam dupla oposta irresistível: ela rebelde, ele ansioso por promoção. O roteiro brinca com referências a A Nova Geração sem depender delas, exibindo animação 2D que homenageia esquemas de cor clássicos. Entre as estreias de Star Trek na Paramount+, esta é a que mais confia no humor para exaltar o cotidiano dos tripulantes de menor patente.

    A volta da aventura clássica: Strange New Worlds e Starfleet Academy

    A medalha de prata vai para “Strange New Worlds”, episódio homônimo que devolve a Enterprise ao centro da ação. Dirigido e escrito por Akiva Goldsman, o capítulo combina paleta luminosa, uniformes coloridos e dilema ético à moda dos anos 1960. Anson Mount exibe carisma relaxado como Christopher Pike, enquanto Ethan Peck encontra equilíbrio entre lógica e emoção como Spock. Já Rebecca Romijn confere autoridade firme à Number One. O roteiro costura comentários sobre interferência cultural com ritmo ágil, provando que a fórmula episódica ainda rende.

    No topo do ranking surge “Kids These Days”, estreia de Star Trek: Starfleet Academy. Alex Kurtzman dirige, e Gaia Violo assina o texto que apresenta a capitã Nahla Ake, vivida por Holly Hunter, e uma leva de cadetes carismáticos. Paul Giamatti, como o vilão Nus Braka, oferece antagonismo de peso. As cenas de treinamento alternam tensão e descontração, lembrando filmes de formação. O clímax, envolvendo o resgate da USS Athena, exibe montagem fluida e efeitos convincentes, sem sacrificar o calor humano dos novatos.

    Hunter domina cada sala de aula com humor sarcástico e autoridade, enquanto o elenco jovem – destaque para Sandro Rosta (Caleb Mir) – exibe química genuína. A direção de fotografia aproveita a luz californiana de São Francisco para criar um campus futurista, quase tangível. O roteiro, por sua vez, evita o excesso de referências e concentra energia na dinâmica entre alunos, conseguindo condensar esperança, ciência e aventura em 60 minutos.

    Vale a pena assistir?

    Para quem quer entender a evolução moderna da franquia, assistir às estreias de Star Trek na Paramount+ oferece visão clara de como cada equipe criativa equilibra tradição e reinvenção. Algumas aberturas, como Section 31, mostram que nem sempre a fórmula dá liga de imediato. Outras, caso de Starfleet Academy ou Strange New Worlds, revelam fôlego renovado. Se o objetivo é descobrir por onde começar, vale priorizar os capítulos melhor posicionados nesta lista e, com isso, mergulhar no que a saga tem de mais promissor. Salada de Cinema continuará de olho nos próximos lançamentos.

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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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