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    ESTREIA | Trailer de Forgotten Island destaca amizade e fantasia em nova animação da DreamWorks

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 25, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A DreamWorks Animation liberou o aguardado primeiro trailer de Forgotten Island, única produção do estúdio prevista para 2026. O vídeo de pouco mais de dois minutos apresenta o ponto de partida da trama e confirma a aposta do estúdio num roteiro original, algo que não ocorria desde Orion and the Dark, em 2024.

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    Nosso olhar se volta para Jo e Raissa, melhores amigas desde 1990, que precisam enfrentar uma ilha mágica chamada Nakali e, ao mesmo tempo, a ameaça de perder as lembranças que constroem a própria amizade. O lançamento reacende a curiosidade em torno da performance vocal do elenco e do estilo de direção de Joel Crawford e Januel Mercado.

    Elenco de vozes promete química e sensibilidade

    A dupla protagonista é interpretada por H.E.R. (Jo) e Liza Soberano (Raissa). Logo nos primeiros segundos do trailer, a cantora vencedora do Grammy imprime fragilidade e determinação à personagem Jo, especialmente quando incentiva a amiga a trilhar o próprio caminho após a formatura.

    Liza Soberano, conhecida por trabalhos em live-actions filipinos, surge com entonação mais emotiva. A breve cena em que Raissa sofre um ataque de pânico reforça a capacidade da atriz de dosar desespero e esperança. A interação entre as duas sugere uma química de palco que pode lembrar duplas marcantes de animações recentes, como Puss in Boots: The Last Wish, também dirigido por Crawford.

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    Entre as vozes de apoio estão Dave Franco, Lea Salonga, Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy e Ronny Chieng. Cada nome carrega experiências em comédia ou musical, sinalizando uma diversidade de timbres que pode enriquecer os diálogos de Nakali, ilha cujas criaturas já se mostram peculiares no trailer.

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O boom dos reboots e a força dos animes cult dos anos 80 Reboots movimentam cifras robustas e, ao mesmo tempo, apresentam clássicos a novas gerações. Esse fenômeno impulsiona catálogos de streaming e abastece eventos como a AnimeJapan com anúncios que fazem o fã mais veterano suspirar. Mesmo nesse cenário, existe uma parcela de obras esquecidas que, caso ganhassem nova roupagem, teriam tudo para repetir o sucesso recente de algumas franquias. O segredo está no material original: roteiros sólidos, temáticas universais e diretores que marcaram época. Sete joias esquecidas que continuam relevantes  <strong>O Pequeno Príncipe Cedie (Little Prince Cedie)</strong> – 43 episódios <em>Estúdio: Nippon Animation</em> A trajetória do garoto nova-iorquino que descobre ser herdeiro de um condado inglês rende um drama histórico com recados sobre classe social e reconciliação familiar. A atuação de voz infantil contrasta com a rigidez do avô, criando tensão genuína em tela. <strong>Lady Georgie</strong> – 45 episódios <em>Estúdio: Tokyo Movie Shinsha</em> Representante máximo do shoujo trágico, a série revisita o triângulo amoroso de uma menina adotada que busca suas origens. Os dubladores entregam emoções à flor da pele, enquanto o roteiro não teme escancarar segredos sombrios de família. <strong>A Adaga de Kamui (The Dagger of Kamui)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse</em> Dirigido por Rintarou, o longa acompanha Jiro, descendente de Ainu, num Japão turbulento. A fotografia cheia de pinceladas aquareladas e as coreografias de luta transformam cada quadro numa pintura em movimento. <strong>Viagem pelo Mundo das Fadas (A Journey Through Fairyland)</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Fantasia musical que mistura oboé, jardins mágicos e criaturas travessas. A trilha clássica guiada por Michael, o protagonista, eleva a experiência a um balé animado, perfeito para todas as idades. <strong>Bobby’s in Deep</strong> – Filme único <em>Estúdio: Madhouse / Project Team Argos</em> Akihiko Nomura fala pouco, mas suas corridas de motocicleta dizem tudo. O filme constrói o personagem pelas interações, em especial pelas cartas misteriosas que recebe. Visualmente, é uma aula de iluminação noturna. <strong>Oshin</strong> – Filme único <em>Estúdio: Sanrio</em> Num recorte histórico sobre pobreza e trabalho infantil, vemos uma garota de sete anos lutar pela família. Sem apelos fáceis, a dublagem infantil traz crueza a cenas que ainda chocam em 2026. <strong>Baoh, o Visitante (Baoh the Visitor)</strong> – OVA de 47 minutos <em>Estúdio: Studio Pierrot</em> É o elo perdido entre violência oitentista e a imaginação de Hirohiko Araki. Implante parasitário, poderes psíquicos e sangue em profusão criam um sandbox de ação que antecede o estilo exagerado de JoJo.  Trabalho de direção e roteiros: por que ainda impressionam Cada um desses animes cult dos anos 80 carrega a assinatura de nomes que moldaram a indústria. Rintarou, em A Adaga de Kamui, concilia realismo histórico com estética quase onírica. Já Lady Georgie ousa ao encarar tabus em pleno horário infantil, mérito de roteiristas que não subestimaram o público-alvo. Viagem pelo Mundo das Fadas, apesar de ser produção Sanrio, foge do lugar-comum fofo; a companhia investiu em um conto sobre música erudita, demonstrando flexibilidade criativa. Esse cuidado autoral explica por que essas obras continuam pedindo uma segunda vida em HD. Impacto cultural e potencial de retorno Mesmo distantes das listas de “melhores da temporada”, esses títulos influenciam criadores atuais. A trama de classe social em O Pequeno Príncipe Cedie ecoa em dramas recentes, enquanto Baoh pavimentou o caminho para protagonistas antieróis em OVAs posteriores. Além disso, muitos deles cabem na categoria de <a href="https://saladadecinema.com.br/lista-10-animes-ate-50-episodios/">animes com até 50 episódios</a>, facilidade que atrai o espectador que não dispõe de tempo para sagas infinitas. É um ponto forte para qualquer plataforma que avalie reboots ou remasterizações. Vale a pena maratonar esses clássicos? Se o interesse por narrativas densas e estilos de animação variados existe, vale – e muito. Cada obra apresenta camadas que dialogam com dilemas modernos, provando que a estética oitentista não se resume a nostalgia vazia. Para o leitor do Salada de Cinema, fica a dica de reservar um fim de semana e redescobrir, sem pressa, esses animes cult dos anos 80 que continuam atuais em 2026.
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    Direção de Joel Crawford e Januel Mercado mantém ritmo ágil

    Joel Crawford volta a colaborar com o produtor Mark Swift depois do elogiado O Gato de Botas 2. Na prévia de Forgotten Island, percebe-se o uso de cortes rápidos, recurso que imprime urgência à jornada das amigas em busca de uma saída antes que as lembranças evaporem. O dinamismo é reforçado pela trilha de Simple Minds, Don’t You (Forget About Me), que sublinha o tema da memória sem soar didático.

    Januel Mercado, corroteirista e codiretor, já havia mostrado talento para coreografar ação em The Croods: A New Age. Aqui, a dupla aposta em enquadramentos abertos para valorizar as paisagens tropicais de Nakali e closes nos rostos das personagens, estratégia que humaniza o drama emocional. O contraste entre a imensidão da ilha e a intimidade dos conflitos pessoais realça o argumento central: lembrar é resistir.

    Análise da construção de mundo e simbolismos

    Nakali, ou “Ilha Esquecida”, surge como antagonista silenciosa. A regra “quanto mais tempo, mais memórias se perdem” cria tensão imediata, lembrando dispositivos dramáticos de filmes como Inside Out, mas com roupagem de aventura. O choque visual provocado por um pássaro gigante na praia indica que a animação não economizará em criaturas exóticas, mantendo a tradição de design arrojado da DreamWorks.

    O roteiro utiliza canções pop dos anos 90 para construir pontes afetivas com o público. Primeiro, o hit do Simple Minds marca o nascimento da amizade em 1990; depois, Who Let the Dogs Out? do Baha Men vira ferramenta para controlar a ansiedade de Raissa. São escolhas que funcionam como gatilhos de lembrança, reforçando o eixo temático sem recorrer a exposições excessivas.

    ESTREIA | Trailer de Forgotten Island destaca amizade e fantasia em nova animação da DreamWorks - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    Além disso, a discussão sobre futuro e percurso profissional das meninas traz um subtexto contemporâneo: a pressão familiar versus a vontade de sonhar. Elemento que pode dialogar com fãs adolescentes e com adultos nostálgicos, ampliando o alcance da narrativa e potencializando as chances de Forgotten Island entrar no radar de hits recentes de bilheteria, como o esperado Spider-Man: Brand New Day.

    Expectativas para a estreia em setembro de 2026

    O trailer encerra com a dupla declarando a necessidade de um plano de fuga, sugerindo que a história deve equilibrar emoção e humor. Mark Swift, produtor com longa trajetória em projetos familiares, parece apostar novamente numa estrutura que privilegia set pieces de ação curtas, mas impactantes, intercaladas por momentos de diálogo sincero.

    Forgotten Island chega aos cinemas em 25 de setembro de 2026, marcando o único lançamento da DreamWorks no ano. A estratégia de concentrar esforços numa única produção original demonstra confiança no material. Vale lembrar que, em 2025, o estúdio dividirá sua atenção entre Dog Man, o remake live-action de Como Treinar o Seu Dragão e outras continuações, o que torna a nova aventura ainda mais distinta.

    Para o público brasileiro, a combinação de dublagem estrelada e nostalgia musical deve gerar identificação imediata. Não à toa, discussões sobre possível trilha nacional já movimentam fóruns de fãs, antecipando playlists nostálgicas e memes que certamente vão pipocar nas redes sociais próximas ao lançamento.

    Forgotten Island vale o ingresso?

    A julgar pela amostra apresentada, Forgotten Island tem potencial para se tornar mais um sucesso do catálogo da DreamWorks. O carisma de H.E.R. e Liza Soberano, aliado à direção experiente de Crawford e Mercado, constrói expectativas sólidas. Se o filme mantiver o equilíbrio entre aventura fantástica e drama de crescimento pessoal que o trailer adianta, o público encontrará uma jornada emotiva e visualmente vibrante.

    Quem acompanha o Salada de Cinema sabe que o estúdio acerta quando aposta em afeto, humor e mundos inventivos. Caso a produção entregue toda a densidade prometida, vale reservar a data de estreia no calendário e conferir como Jo e Raissa lutarão para que suas memórias — e, por tabela, sua amizade — não se percam na névoa de Nakali.

    animação DreamWorks estreia Forgotten Island trailer
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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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