Dois anos depois de surpreender público e crítica com uma bilheteria global de US$ 334,5 milhões, The Wild Robot ganhará uma sequência direta. A DreamWorks Animation oficializou The Wild Robot Escapes, título que adapta o segundo livro escrito por Peter Brown e aprofunda a jornada da robô Roz.
A notícia agitou os bastidores de Hollywood ao confirmar troca na cadeira de direção, retorno de nomes essenciais do primeiro longa e as primeiras pistas sobre o novo arco dramático. Abaixo, o Salada de Cinema destrincha o que já se sabe.
Direção de The Wild Robot Escapes: nova dupla assume o comando
Para dar vida ao novo capítulo, o estúdio escalou Troy Quane como diretor principal, com Heidi Jo Gilbert ocupando a codireção. Quane construiu carreira sólida em longas como A Era do Gelo: O Big Bang, O Filme dos Peanuts e coassinou Spies in Disguise e Nimona, experiência que o credencia a lidar com narrativas que misturam humor e emoção.
Gilbert, por sua vez, chefiou a equipe de história do primeiro filme e colaborou em produções recentes da casa, caso de Gato de Botas: O Último Pedido e Ruby Gillman, Adolescente Kraken. Sua promoção a codiretora sugere continuidade no tom que conquistou 97% de aprovação crítica no Rotten Tomatoes.
Roteiro mantém DNA de Chris Sanders
Embora deixe a direção, Chris Sanders continua ligado ao projeto como roteirista. O criador de Lilo & Stitch e Como Treinar o Seu Dragão revelou em 2024 que pretendia explorar novas facetas de Roz, e agora divide seu tempo entre este roteiro e o vindouro live-action de Lilo & Stitch.
Jeff Hermann, produtor responsável pelo primeiro longa, também retorna. Essa manutenção de peças-chave busca evitar o tipo de debate sobre mudanças de bastidores visto em outras franquias, como aconteceu recentemente com Matador de Aluguel 2.
Vozes de peso retornam? O que esperar do elenco
A DreamWorks ainda não divulgou quem volta ao elenco de vozes, mas o primeiro filme apresentou um time estrelado: Lupita Nyong’o, Pedro Pascal, Kit Connor, Bill Nighy, Mark Hamill, Stephanie Hsu, Matt Berry, Ving Rhames, Randy Thom e a saudosa Catherine O’Hara.
No original, Nyong’o emprestou delicadeza a Roz, enquanto Pascal trouxe humor afiado ao ganso Brightbill. O entrosamento dos dois protagonistas foi apontado por críticos como motor emocional da trama. Caso o estúdio mantenha o elenco, a sequência tende a preservar a força dramática que rendeu o Critics’ Choice de Melhor Animação.
Imagem: Divulgação
Vale lembrar que, no universo de animação atual, escalar e direcionar vozes é um trabalho cada vez mais discutido. Michael B. Jordan, por exemplo, assumiu direção e protagonismo no reboot de Thomas Crown, tema que ganhou destaque em reportagem recente.
Impacto do filme original e expectativas para a sequência
Lançado em 2024, The Wild Robot abriu com US$ 35,7 milhões e liderou as bilheterias do fim de semana. A combinação de arte vibrante e mensagem ecológica levou a indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro. Mesmo derrotada por Flow, a produção consolidou prestígio com o prêmio do Critics’ Choice.
The Wild Robot Escapes parte agora do romance de 2018 em que Roz e Brightbill precisam fugir da fazenda Hilltop. A aposta é que a continuação repita a mistura de aventura e reflexão sobre convivência entre tecnologia e natureza, ampliando o universo apresentado na ilha do primeiro ato.
Vale a pena ficar de olho em The Wild Robot Escapes?
A troca de comando adiciona frescor, mas a permanência de Chris Sanders no roteiro indica respeito ao material original. Com o histórico de bilheteria expressivo e 98% de aprovação do público, a franquia carrega boa dose de confiança.
Mesmo sem data de estreia definida e sem elenco confirmado, The Wild Robot Escapes já se posiciona como uma das animações mais aguardadas dos próximos anos. Resta acompanhar os próximos anúncios da DreamWorks para descobrir quando Roz voltará a emocionar plateias ao redor do mundo.



