O universo distópico criado por Suzanne Collins volta aos cinemas, mas pode se despedir logo depois. O longa Jogos Vorazes: Sunrise on the Reaping (Sunrise on the Reaping) está confirmado para 20 de novembro de 2026 e revisita a vitória de Haymitch Abernathy no 50.º Massacre Quaternário.
Mesmo com elenco de peso e retorno do roteirista Billy Ray, não há garantia de mais filmes. O próprio escritor, responsável pelo primeiro roteiro da saga, revelou estar “sem certeza” sobre continuar adaptando a franquia. A decisão, segundo ele, depende exclusivamente de Collins colocar novas histórias no papel.
Novo capítulo e retorno a Haymitch Abernathy
Depois dos quatro filmes focados em Katniss Everdeen e do prelúdio A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, Sunrise on the Reaping mergulha no Massacre Quaternário que coroou Haymitch Abernathy. A escolha de Joseph Zada para viver a versão jovem do personagem, eternizado por Woody Harrelson, indica a tentativa de manter o tom ácido que marcou o mentor de Katniss.
A trama dobra o número de tributos – serão 48 competidores – e promete intensificar o fator sobrevivência. O roteiro adapta o mais recente livro de Collins, previsto para chegar às prateleiras ainda este ano. Caso a autora encerre ali sua produção, Sunrise on the Reaping pode fechar o círculo começado em 2012.
Billy Ray volta ao volante do roteiro
Responsável por introduzir Jogos Vorazes nas telas, Billy Ray retoma a função após mais de uma década. Ao promover seu romance Burn the Water, o roteirista descreveu a saga como “padrão-ouro” e confessou não saber se este será o último filme. Ele se diz impressionado com o cuidado de Collins na construção das histórias e credita à autora a lealdade dos fãs.
Ray reforça que apenas continua no projeto se houver material inédito de Collins. A declaração ecoa a postura de outras franquias que preferem avançar apenas quando a base literária se expande, estratégia semelhante à adotada pela parceria de John Boyega no possível retorno de Finn a Star Wars.
Direção de Francis Lawrence segue condicionada
Francis Lawrence, que comandou todos os filmes a partir de Em Chamas, mantém a mesma linha: só assume outra produção caso Collins entregue um novo livro. A produtora Nina Jacobson compartilha a exigência, o que reduz a chance de prelúdios centrados em Finnick Odair ou Johanna Mason, personagens populares entre os leitores.
Imagem: Divulgação
Enquanto isso, o diretor concentra esforços em garantir que Sunrise on the Reaping respeite o tom sombrio característico da saga. A ampliação de tributos no 50.º Jogos Vorazes impõe desafios logísticos e promete sequências de ação mais elaboradas, elemento que Lawrence costuma equilibrar com foco em performance do elenco.
Elenco intermuda e participação especial de veteranos
Além de Zada, o prelúdio escala nomes como Mckenna Grace, Ben Wang, Maya Hawke, Elle Fanning, Ralph Fiennes e Kieran Culkin. A combinação de talentos jovens e experientes sinaliza a intenção de mesclar energia inédita e peso dramático, mantendo o legado do elenco original.
Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson retornam como Katniss e Peeta em uma aparição pontual, possivelmente na sequência do epílogo. O reencontro cria oportunidade de encerrar a franquia com a mesma dupla que a impulsionou ao sucesso mundial — estratégia que o portal Salada de Cinema já destacou em outras grandes marcas, como ocorreu com Andy Weir e sua Project Hail Mary.
Vale a pena ficar de olho?
A possibilidade de Sunrise on the Reaping servir como ponto final para Jogos Vorazes torna o filme um evento obrigatório para quem acompanha a saga desde 2012. Com a volta de Billy Ray ao roteiro, Francis Lawrence na direção e um elenco que reúne novas promessas e rostos queridos, o prelúdio carrega o peso de celebrar – e talvez encerrar – a chama que manteve Panem viva por mais de uma década.



