Tom Felton, eternizado como Draco Malfoy na franquia Harry Potter, decidiu encerrar o suspense sobre a própria Casa de Hogwarts. Em participação no podcast Happy Sad Confused, apresentado por Josh Horowitz, o ator disse com todas as letras: “sou time Sonserina”.
A afirmação, embora aguardada, reacende a empolgação dos potterheads e mostra como a divisão em Casas continua relevante mais de duas décadas após o lançamento do primeiro filme. A seguir, o Salada de Cinema destrincha o que Felton revelou sobre sua jornada com os testes de seleção e como isso dialoga com sua carreira atual.
Tom Felton reforça laços com a Sonserina
Logo no início do bate-papo, Horowitz pediu uma atualização sobre a “identidade hogwartiana” de Felton. O britânico não titubeou: “posso informar felizmente que continuo na Sonserina”. Para quem já associava o rosto do intérprete ao verde-prata da Casa, a confirmação soou como um reencontro.
A ligação do ator com a Sonserina extrapola a tela. Em convenções, coletivas e eventos de fãs, Felton costuma vestir o cachecol da Casa ou brincar com o bordão “orgulho sonserino”. Esse engajamento mantém viva a mística em torno de Draco, personagem que elevou o status da Sonserina na cultura pop ao ilustrar, ao mesmo tempo, ambição e vulnerabilidade.
A trajetória do ator nos testes de Hogwarts
Durante o podcast, Felton fez uma retrospectiva curiosa dos testes online que definem em qual Casa de Hogwarts a pessoa se encaixa. Segundo ele, a primeira tentativa foi “maquiada”: respondeu de maneira estratégica, tentando forçar a opção Sonserina. O chapéu virtual não se deixou enganar e enviou o ator para a Grifinória em 2021.
Um ano antes, a surpresa tinha sido ainda maior quando um teste diferente o colocou na Lufa-Lufa. O resultado gerou um desabafo bem-humorado nas redes sociais: “dia triste… em tantos níveis”. A repercussão mostrou que, assim como Draco fazia piada com a Lufa-Lufa nos filmes, Felton sentiu na pele o impacto que a classificação tem sobre o orgulho dos fãs.
O ator revelou ainda que os três irmãos mais velhos foram direcionados justamente para a Lufa-Lufa, enquanto a mãe ficou na Grifinória e o pai se manteve na Sonserina. O histórico familiar evidencia como a gamificação das Casas segue movimentando discussões em grupos de amigos e dentro de casa, reforçando o fenômeno cultural descrito por Felton como “um dos maiores modismos da sociedade moderna”.
Retorno ao Mundo Bruxo nos palcos
Além de esclarecer sua filiação sonserina, Felton comentou a experiência de viver o adulto Draco Malfoy na montagem da Broadway de Harry Potter and the Cursed Child. O trabalho marca sua volta oficial ao universo criado por J.K. Rowling, desta vez diante do público ao vivo.
Imagem: Divulgação
O ator detalhou um ritual pós-sessão: ele pergunta à plateia sobre a Casa preferida de cada um. Caso não ouça “Sonserina”, pega o programa de mão do espectador e sai correndo como brincadeira. A atitude reforça a conexão dele com o personagem e o público, semelhante ao entusiasmo demonstrado por intérpretes como Charlie Day, que recentemente celebrou possibilidades de expansão de franquias em pautas de outras produções de elenco.
Por que as Casas de Hogwarts ainda importam
A entrevista também trouxe à tona a relevância contínua do sistema de Casas. Para Felton, ser classificado em Sonserina ou Grifinória carrega peso emocional semelhante ao time de futebol que alguém escolhe torcer. Isso explica a longevidade de quizzes, produtos licenciados e discussões em fóruns.
O próprio Harry Potter, personagem-título, passou pela tensão de quase integrar a Sonserina antes de o Chapéu Seletor definir sua ida à Grifinória. A narrativa reforça a ideia de livre-arbítrio dentro de limites pré-estabelecidos — tema que Felton revisita ao lembrar que tentou “burlar” o chapéu online e falhou. O episódio serve como lembrete de que, ficcional ou digital, o teste apela ao desejo humano de pertencimento.
Vale a pena assistir à peça com Felton?
Quem busca conferir o desempenho de Tom Felton fora do cinema encontra em Harry Potter and the Cursed Child uma oportunidade rara. No palco, o ator revisita Draco com camadas de maturidade que não aparecem nos filmes originais, permanecendo fiel ao arco de redenção sugerido nos livros.
A produção da Broadway mantém a essência cinematográfica graças ao texto assinado por Jack Thorne, baseado em história de Rowling e John Tiffany (que também dirige). O resultado é um espetáculo que combina nostalgia com efeitos cênicos engenhosos, sem depender de truques digitais.
Para o público brasileiro que guarda lembranças afetivas da franquia, a confirmação de que Felton segue leal à Sonserina funciona como convite adicional. Quem estiver de passagem por Nova York encontrará no teatro uma extensão legítima do Mundo Bruxo, agora reforçada pelo carisma daquele que se tornou o rosto definitivo da Casa verde-prata.



