Charlie Day volta a falar sobre Luigi, mas, desta vez, fora da galáxia. Em entrevista para divulgar The Super Mario Galaxy Movie, o ator comentou a ideia de protagonizar uma adaptação de Luigi’s Mansion e não escondeu o entusiasmo.
O assunto surgiu em meio a bate-papo descontraído com Anya Taylor-Joy e Keegan-Michael Key, revelando o clima leve que marca a equipe por trás das animações da Nintendo e da Illumination. A seguir, destrinchamos como o elenco reage à expansão do chamado “Marioverso” nos cinemas, além de analisar atuação, direção e roteiro.
O que Charlie Day disse sobre Luigi’s Mansion
Questionado sobre o spin-off, Day confessou que seria “um sonho” revisitar o personagem em um longa focado nos sustos das mansões mal-assombradas. Segundo ele, a aura mais sombria do jogo permitiria inserir leves sustos sem transformar tudo num terror infantil, preservando a identidade colorida do universo Mario.
Keegan-Michael Key brincou que “todo mundo adora um sustinho”, enquanto Anya Taylor-Joy ironizou que até “crianças de três anos” se divertiriam. A troca evidencia a química entre o trio — exatamente a mesma energia que embalou The Super Mario Bros. Movie, responsável por US$ 1,36 bilhão em bilheteria mundial.
Atuação: como o elenco sustenta o universo Mario
Na animação de 2023, Day transformou Luigi em um alívio cômico sensível, sempre à beira do pânico, mas disposto a encarar o perigo para ajudar o irmão. Esse equilíbrio entre medo e coragem é o coração de Luigi’s Mansion, o que explica o clamor do público por um filme solo.
Anya Taylor-Joy, por sua vez, abraçou uma Princesa Peach proativa, enquanto Chris Pratt entregou um Mario clássico, confiante e carismático. Jack Black roubou a cena como Bowser — façanha parecida com a feita por Brie Larson, recém-chegada na continuação para viver Rosalina. A soma de vozes famosas sustenta a franquia e justifica o retorno de todos em The Super Mario Galaxy Movie.
Direção e roteiro: o que esperar de Super Mario Galaxy
Comandado pela dupla Aaron Horvath e Michael Jelenic (auxiliados por Pierre Leduc e Fabien Polack), o novo filme amplia a escala para planetas coloridos, portais estelares e cenários surreais. O roteiro é de Matthew Fogel, também responsável pelo primeiro longa.
Imagem: Divulgação
A escolha de manter a mesma equipe criativa reforça a coesão visual e narrativa, algo essencial para que um eventual Luigi’s Mansion dialogue naturalmente com a cronologia já estabelecida. Caso o derivado seja aprovado, a direção precisaria mesclar a paleta vibrante de Mario com o clima de mansão assombrada — desafio que Horvath e Jelenic mostraram saber equilibrar.
Por que Luigi’s Mansion encaixa no Marioverso
Ao contrário das aventuras grandiosas de Mario, o jogo de Luigi se passa em ambientes contidos: corredores apertados, fantasmas travessos e muito nevoeiro. Essa mudança de tom oferece variedade sem quebrar a lógica do universo. Além disso, a trama gira em torno da superação de medos, algo que Charlie Day interpreta com naturalidade.
O interesse do público cresceu após a primeira animação provar que coadjuvantes podem brilhar. Basta lembrar a recepção calorosa a Toad, dublado por Key, ou à participação relâmpago de Yoshi. Se Luigi assumir o protagonismo, a Illumination poderá repetir a estratégia que levou Glen Powell a ser anunciado como Fox McCloud em uma produção paralela ligada à mesma franquia — notícia publicada no Salada de Cinema (confira aqui).
Vale a pena ficar de olho?
The Super Mario Galaxy Movie chega aos cinemas em 3 de abril de 2026 com 98 minutos de duração. Se repetir o sucesso do antecessor, Luigi poderá finalmente acender sua lanterninha nas telonas. Para Charlie Day, a resposta já está dada: ele topa encarar cada fantasma que a Poltergust sugar.



