Curry Barker, diretor de Obsessão, fechou acordo com a Universal Film Group e a Blumhouse Atomic Monster para escrever, produzir e dirigir um novo filme de terror original. O contrato, descrito como de oito dígitos, garante à Universal os direitos exclusivos de distribuição mundial da próxima obra do cineasta.
A notícia chega enquanto Obsessão ainda está em cartaz nos cinemas brasileiros — e com números que explicam por que os estúdios se moveram rápido.
Resumo rápido
- Curry Barker assinou contrato de oito dígitos com Universal Film Group e Blumhouse Atomic Monster
- Ele escreverá, produzirá e dirigirá um novo filme de terror original
- A Universal garantiu direitos exclusivos de distribuição mundial
- Obsessão foi feito com orçamento de US$ 750 mil e caminha para ultrapassar US$ 300 milhões em bilheteria mundial
- O novo projeto ainda não tem previsão de lançamento oficial
Do orçamento mínimo ao contrato máximo
Obsessão começou como uma produção independente de apenas US$ 750 mil. Os direitos de distribuição foram adquiridos pela Focus Features — divisão da Universal Pictures — um dia após a exibição no Festival de Toronto, o que já sinalizava o interesse dos estúdios no trabalho de Barker.
Desde então, o filme acumulou bilheteria expressiva no mundo inteiro, com projeção de ultrapassar a marca de US$ 300 milhões — um retorno extraordinário para uma produção de escala independente. Esse desempenho colocou Curry Barker numa posição rara: a de estreante que entra em Hollywood com poder real de negociação.
O acordo agora formaliza o que o mercado já antecipava: a Universal não estava disposta a deixar esse nome circular livremente.
James Wan, Jason Blum e uma aposta conjunta pouco comum

A parceria entre Blumhouse Atomic Monster — joint venture de James Wan e Jason Blum — e a Universal para atrair Barker é, por si só, um dado relevante. Os dois nomes mais influentes do terror comercial americano hoje fecharam fileira em torno do mesmo cineasta, o que não acontece com frequência.
“Os melhores cineastas podem trabalhar em qualquer lugar, e temos orgulho de ter uma lista crescente de projetos com Curry.”
James Wan e Jason Blum, em comunicado conjunto divulgado pelo Hollywood Reporter
Do lado da Universal, quem veio a público foi Donna Langley, presidente da NBCUniversal Entertainment.
“Curry Barker tem uma capacidade excepcional de captar o espírito da época, combinando um instinto inato para o que ressoa com o público com uma extraordinária habilidade cinematográfica.”
Donna Langley, presidente da NBCUniversal Entertainment (em tradução livre)
O próprio diretor foi direto sobre o que o atraiu para a parceria.
“Eles construíram o tipo de ambiente para narrativas ousadas e originais com que todo cineasta sonha, e eu não poderia imaginar colaboradores melhores para este filme.”
Curry Barker (em tradução livre)
O projeto que já existe e o que ainda está por vir
Antes mesmo deste novo acordo, Barker já tinha um trabalho pronto com a Blumhouse Atomic Monster: Anything But Ghosts, projeto no qual ele assina roteiro, direção e atuação. Esse filme será lançado pela Focus Features, mas é um compromisso separado do novo terror anunciado agora.
O novo projeto contará ainda com a participação de produtoras experientes no gênero: a Spooky Pictures, de Roy Lee e Steven Schneider, e a Divide/Conquer, produtora conhecida por O Telefone Preto. A combinação sugere um filme com ambições maiores do que Obsessão em termos de estrutura de produção — mas sem data oficial de lançamento por enquanto.
Em paralelo, há informações de que Barker também está no radar para comandar o reboot de O Massacre da Serra Elétrica, embora o impacto desse eventual compromisso sobre a agenda da Universal permaneça incerto e sem confirmação oficial.
O que esperar agora
A pergunta mais concreta que fica é: o que Curry Barker vai fazer com mais dinheiro, mais estrutura e a chancela direta da Universal? Obsessão funcionou em parte pela economia de recursos — cada decisão de roteiro e câmera tinha peso porque o orçamento não perdoava desperdício.
Projetos maiores costumam diluir esse tipo de tensão criativa. Mas o fato de Wan e Blum terem entrado juntos, e de a Universal ter dado direitos mundiais, indica que há interesse real em deixar Barker trabalhar com autonomia — e não apenas em empacotar um nome quente para um produto genérico de terror.
O novo filme ainda não tem título, data nem detalhes de enredo divulgados. O que existe por ora é um acordo, um cineasta com trajetória fora do comum e uma aposta milionária de dois dos maiores estúdios do gênero.
Fonte e Informações complementares: Hollywood Reporter, Focus Features.






