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    Crítica | Scream 7 revive tensão, mas quase ressuscita vilão clássico

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 4, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A sétima passagem do assassino Ghostface pelos cinemas chega acompanhada de bastidores tão movimentados quanto os sustos em cena. Scream 7 recoloca Sidney Prescott no centro da narrativa e quase ressuscita Stu Macher, o psicopata original de 1996, em um final alternativo filmado, mas descartado após sessões-teste.

    Ao abrir o jogo sobre a decisão, o diretor e roteirista Kevin Williamson detalhou como a tecnologia de inteligência artificial assumiu o papel de fantasma digital na história. A conversa coloca luz não só no roteiro, mas também nas atuações dos veteranos e novatos que sustentam a tensão do longa.

    Direção e roteiro: Kevin Williamson retoma o comando

    De volta à cadeira de diretor, Kevin Williamson trabalha em parceria com Guy Busick e James Vanderbilt para atualizar a mitologia sem abandonar o DNA metalinguístico que consagrou a franquia. O trio escreveu duas versões de encerramento: uma em que Stu Macher retorna vivo e outra em que ele continua morto, apenas recriado por IA.

    Williamson confirma ter rodado as duas alternativas, guardando uma coda “na manga” para medir a reação do público. O veredito das sessões-teste foi claro: manter Stu morto era mais crível. Nas palavras do cineasta, seria um “grande estirão” convencer a plateia de que o vilão sobreviveu a um tubo de televisão esmagando sua cabeça 30 anos antes.

    Atuações: veteranos e novatos em confronto

    Neve Campbell reassume o terror íntimo de Sidney, agora mãe que tenta blindar a filha Tatum, interpretada por Isabel May. Campbell segue firme ao equilibrar vulnerabilidade e determinação, sem repetir gestos mecânicos de filmes anteriores.

    Matthew Lillard, presente apenas por meio de vídeos forjados, ainda entrega a “energia selvagem” elogiada por Williamson. O cineasta descreve o ator como “calmo e amável fora de cena, fio desencapado diante das câmeras”, sinalizando que há fôlego para futuras participações digitais — ou físicas, caso o roteiro permita.

    Entre os novos rostos por trás da máscara, Anna Camp, Ethan Embry e Kraig Dane formam o trio obcecado que assina os crimes. A dinâmica múltipla ecoa o clássico de 1996, quando Stu dividia a carnificina com Billy Loomis. Aqui, porém, o grupo mira diretamente Sidney e o legado sangrento da franquia fictícia Stab.

    Uma morte que quase não aconteceu

    O principal ponto de discussão em Scream 7 é a escolha de matar novamente Stu — mesmo com o ator disponível e cenas gravadas para um retorno triunfal. Para Williamson, a alternativa IA permitiu “ter o bolo e comê-lo também”: Lillard aparece, mas sem ferir a lógica de 1996.

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    Crítica | Scream 7 revive tensão, mas quase ressuscita vilão clássico - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    A artimanha tecnológica reforça a ambientação contemporânea. Em um mundo onde rostos hiper-realistas podem ser simulados a qualquer momento, o roteiro explora o terror de não saber se o vilão do vídeo é real ou sintético. Ainda assim, a opção levantou a questão que o próprio diretor se fez ao ler o texto de Busick: parte do público se sentiria enganada ao perceber que Stu não voltou de verdade?

    Recepção do público e impacto na franquia

    Nas plataformas de avaliação, Scream 7 amarga 31 % de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes, mas alcança 71 % junto ao público geral. A divisão se repete nas bilheterias: com orçamento de 45 milhões de dólares, o filme já soma 96,7 milhões, garantindo lucro e sinal verde para futuros capítulos.

    A repercussão, porém, não escapou de polêmicas fora da tela. A demissão de Melissa Barrera por comentários políticos e a saída de Jenna Ortega ecoam nos corredores de Hollywood, lembrando o efeito dominó que acordos de produção podem causar — situação semelhante à recente parceria prioritária da produtora de Ben Affleck e Matt Damon com a Netflix, noticiada pelo Salada de Cinema.

    Vale a pena assistir Scream 7?

    Quem acompanha Sidney desde o primeiro telefonema de Ghostface encontra aqui uma expansão direta de seus piores medos, agora ameaçando a filha. A volta de Kevin Williamson garante coesão entre passado e presente, enquanto a presença virtual de Matthew Lillard injeta nostalgia sem desrespeitar a cronologia.

    Para o público em busca de sustos clássicos, metalinguagem afiada e discussões sobre tecnologia na cultura do medo, Scream 7 entrega o combinado. Já os que esperavam uma guinada radical podem sentir falta de ousadia, justamente porque o final alternativo ficou na gaveta.

    No saldo, a produção mantém a chama da franquia acesa, sustentada por atuações sólidas e pelo debate sobre identidade num cenário de deepfakes. Se essa fórmula seguirá apavorando ou cansará a audiência, só o próximo rosto por trás da máscara — real ou digital — dirá.

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    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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