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    CRÍTICA | “It Ends With Us” expõe a força de Blake Lively e Justin Baldoni, mas sequência permanece incerta

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 13, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    “It Ends With Us” chegou aos cinemas em agosto de 2024 carregando fama de best-seller, expectativa de romance arrebatador e, claro, muita polêmica. O resultado nas telonas transformou o encontro de Lily Bloom e Ryle Kincaid em um dos dramas românticos mais debatidos do ano, tanto pela temática de abuso quanto pela briga judicial entre os protagonistas Blake Lively e Justin Baldoni.

    Agora, a própria Colleen Hoover veio a público explicar que não pretende levar “It Starts With Us” ao cinema. A revelação reacende a análise sobre o trabalho dos atores, o olhar do diretor e as razões que fazem do longa um capítulo aparentemente único. O Salada de Cinema mergulhou nesse cenário para entender o impacto artístico e comercial da produção.

    A construção de Lily Bloom por Blake Lively

    Blake Lively assumiu Lily Bloom com a missão de equilibrar delicadeza e resiliência. Em cena, a atriz se apoia em pequenos gestos: o olhar que vacila quando revive traumas de infância, a postura corporal retraída diante das explosões de Ryle, e a voz que ganha firmeza ao buscar autonomia. Esses elementos dão veracidade ao ciclo de abuso retratado por Hoover no livro.

    O protagonismo de Lively também sustenta a virada de tom do roteiro, que começa como conto de fadas contemporâneo e desaba em relacionamento tóxico. Quando Lily confronta Ryle, é possível sentir a mudança de ritmo no próprio tempo de fala da atriz, algo que torna o clímax mais palpável. Mesmo com a controvérsia jurídica ao redor do set, sua entrega dramática permanece em evidência e justifica parte da curiosidade do público.

    Justin Baldoni: dupla função e tensão nos bastidores

    Dirigir e atuar não é novidade em Hollywood, mas Justin Baldoni assume esse desafio em meio a um personagem complexo. Como Ryle, ele alterna carisma e explosões violentas, precisando dosar charme para conquistar Lily e brutalidade para expor o círculo de agressões. Na direção, opta por enquadramentos fechados durante brigas, reforçando a claustrofobia emocional da protagonista.

    A condução firme contrasta com a disputa jurídica entre Baldoni e Lively, fator que dominou manchetes e desviou parte da atenção crítica. Ainda assim, é relevante notar como o cineasta-ator mantém coesão visual, evitando adornos que suavizariam o tema central. O conflito real foi combustível para especulações, mas não comprometeu a coerência narrativa entregue em “It Ends With Us”.

    Roteiro fechado e a visão de Colleen Hoover

    O texto adaptado por Christy Hall em parceria com Hoover encerra o arco de Lily de forma satisfatória, segundo a própria autora. Ela afirma ter escrito “It Starts With Us” apenas como presente aos leitores — não como material cinematográfico. Por isso, considera que a história já ficou “amarrada” no primeiro filme.

    Nessa lógica, faz sentido que Brandon Sklenar, intérprete de Atlas Corrigan, receba menos tempo de tela do que os colegas. O longa prioriza o trauma com Ryle e a superação individual de Lily, deixando o romance saudável para um epílogo rápido. Hoover acredita que não há conteúdo suficiente para mais 130 minutos de cinema, e o roteiro reflete essa percepção, fechando pontas e evitando ganchos artificiais.

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    CRÍTICA | “It Ends With Us” expõe a força de Blake Lively e Justin Baldoni, mas sequência permanece incerta - Imagem do artigo original

    Imagem: Divulgação

    A possibilidade (remota) de “It Starts With Us” nas telas

    Embora Hoover diga que não barraria uma adaptação caso elenco e equipe se animem, as chances parecem mínimas. O desgaste entre Lively e Baldoni exigiria conciliação, algo improvável no curto prazo. Como Lily e Ryle são peças essenciais para qualquer continuação visual, substituir atores colocaria em risco a identidade que o público já abraçou.

    Esse impasse lembra outras discussões de casting que fervem em Hollywood, como o recente anúncio de Jenna Ortega à frente do remake de “Single Female”. A cada disputa contratual, surge a pergunta: vale a pena mexer em química que já funciona? No caso de “It Ends With Us”, a resposta de momento é negativa, reforçando a impressão de obra única.

    Vale a pena assistir?

    Mesmo sem promessa de sequência, “It Ends With Us” se sustenta pela atuação visceral de Blake Lively e pela direção contida de Justin Baldoni. A fotografia próxima do rosto dos atores cria intimidade incômoda, enquanto o roteiro dosa momentos de ternura e tensão sem perder o foco no tema de abuso.

    Para fãs do livro, a adaptação respeita o núcleo emocional de Lily Bloom. Para quem chega sem referência literária, o filme oferece drama envolvente e reflexão sobre relacionamentos tóxicos — assunto cada vez mais presente na cultura pop. A ausência de planos para “It Starts With Us” pode frustar curiosos, mas também preserva a força do desfecho já exibido.

    No saldo final, “It Ends With Us” entrega narrativa fechada, atuações marcantes e debate relevante. E enquanto Colleen Hoover mantém a porta apenas entreaberta para o futuro, o longa segue ecoando no público, seja pelo romance, seja pela polêmica nos bastidores.

    Blake Lively Cinema Colleen Hoover It Ends With Us Justin Baldoni
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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