Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Salada de Cinema
    • Criticas
    • Filmes
    • Séries
    • Animes
    • Quadrinhos
    • Listas
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Salada de Cinema
    Início » CRÍTICA | Anima leva Sydney Chandler e Takehiro Hira a um sci-fi intimista sobre memórias e despedidas
    Filmes

    CRÍTICA | Anima leva Sydney Chandler e Takehiro Hira a um sci-fi intimista sobre memórias e despedidas

    Thais BentlinBy Thais Bentlinmarço 14, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Reddit WhatsApp

    Anima chega embalado pela repercussão de sua première no SXSW e pelo encontro inusitado entre duas trajetórias em ascensão na ficção científica. De um lado, Sydney Chandler, que já havia transitado do psicodelismo de “Não Se Preocupe, Querida” ao noir de “Sugar”, volta a explorar dilemas futuristas. Do outro, Takehiro Hira, indicado ao Emmy por “Shōgun”, troca o épico samurai por um road movie minimalista.

    Ads

    Dirigido e roteirizado por Brian Tetsuro Ivie, estreante em longas de ficção, o filme aposta numa produção “feita à mão” — definição do próprio cineasta — para examinar temas como luto, legado e conexões humanas em meio à promessa tecnológica de armazenar consciências na nuvem. A seguir, analisamos as escolhas de elenco, direção e roteiro que moldam essa aposta indie de 90 minutos.

    Da estrada ao interior: o enredo que impulsiona as emoções

    À primeira vista, Anima parece um típico filme de estrada ambientado em futuro próximo. Beck (Chandler), engenheira recém-demitida de uma start-up, aceita conduzir Paul (Hira) até uma clínica onde ele pretende digitalizar sua mente antes da morte. O detalhe que transforma o trajeto em catarse emocional é a clássica Nissan 300ZX exigida por Paul e as paradas aleatórias que ele impõe para acertar contas com o passado.

    Esse caminho físico espelha o percurso interno dos personagens: Beck busca entender o luto pelo pai músico, enquanto Paul corre contra o tempo para reparar laços familiares. A estrutura mantém tensão sem recorrer a cenas de ação, confiando no diálogo contido e nos silêncios carregados de significado.

    Sydney Chandler e a vulnerabilidade de Beck

    Ads

    Chandler confirma seu domínio sobre protagonistas complexas. Em Beck, ela equilibra antissociabilidade e curiosidade quase infantil. Segundo a atriz, parte dessa natureza surgiu nos ensaios já durante as filmagens, pois a pré-produção foi adiada em uma semana para que ela resolvesse questões pessoais. A improvisação, portanto, se tornou ferramenta de descoberta.

    Destaques

    • Imagem destacada - ELENCO | Jake Johnson descarta viver Peter B. Parker em carne e osso e elogia chegada de Nicolas Cage à série Spider-Noir
      FilmesELENCO | Jake Johnson descarta viver Peter B. Parker em carne e osso e elogia chegada de Nicolas Cage à série…
    • Imagem destacada - Samurai Champloo: nova aposta live-action da Netflix tenta virar o jogo após fracasso de Cowboy Bebop
      SériesSamurai Champloo: nova aposta live-action da Netflix tenta virar o jogo após fracasso de Cowboy Bebop
    • Spider-Noir enfrenta vilões Sandman e Electro no trailer final do filme
      FilmesSpider-Noir: trailer final revela Sandman, Electro e a frase que vira o lema do Homem-Aranha de cabeça para baixo

    O resultado é uma personagem que, mesmo fechada, não se furta a decifrar Paul — especialmente quando percebe o medo escondido por trás da serenidade dele. Chandler intercala olhares longos, explosões repentinas de frustração e breves respiros de humor, criando camadas que lembram a “cebola do Shrek” citada por ela própria em entrevista. Trata-se de um trabalho contido, mas cheio de micro-expressões que sustentam a credibilidade da trama futurista.

    Takehiro Hira encontra poesia no silêncio de Paul

    Se Chandler carrega a inquietação, Hira representa o contraponto estoico. Paul é um fabricante de botões solitário, dono de uma doença terminal e aferrado ao carro vintage como último refúgio de identidade. O ator revelou que o set teve “muita experimentação” e que cenas refeitas o fizeram repensar decisões: em suas palavras, “pensar demais não funciona; é preciso sentir”.

    CRÍTICA | Anima leva Sydney Chandler e Takehiro Hira a um sci-fi intimista sobre memórias e despedidas - Imagem do artigo original

    Imagem: Kebrado

    A técnica dá frutos. Hira evita sentimentalismo fácil e constrói, no olhar distante, a culpa de quem se afastou da família. Quando finalmente verbaliza arrependimentos, o impacto é maior porque o público já percebeu a tempestade interna. O timing cômico ocasional — algo que Chandler adora destacar — suaviza a melancolia e impede o personagem de se tornar unidimensional.

    A estreia de Brian Ivie e sua abordagem artesanal

    Ivie, conhecido por documentários, quis capturar a história “enquanto filmava”. Por isso, boa parte da equipe veio recém-saída de escolas de cinema, o que poderia assustar veteranos como Hira. Contudo, o ator permaneceu e abraçou o espírito colaborativo, cenário que o diretor descreve como “cósmico e bonito”.

    Gravado em 16 mm, o longa exibe textura granulada e paleta retrô-futurista reforçada por trilha sonora de folk japonês e rock alternativo dos anos 1990. O cineasta enviou aos protagonistas um CD player com músicas-guia — gesto que evoca memórias analógicas e reforça a ideia de preservar lembranças, tema central da narrativa. Esse cuidado lembra produções independentes recentes que mesclam humor ácido e sci-fi, como o elogiado “I Love Boosters” sci-fi criminal citado aqui no Salada de Cinema.

    Vale a pena assistir a Anima?

    Anima não busca grandiosidade visual nem reviravoltas mirabolantes. Sua força reside em atuações sensíveis, diálogo econômico e direção que privilegia detalhes — como a insistência de Paul em sintonizar o rádio ou o jeito de Beck acariciar peças de “pets eternos” robóticos. Para quem aprecia ficções científicas que questionam a condição humana mais do que a tecnologia em si, a viagem desses dois estranhos vale cada quilômetro.

    anima brian ivie crítica filme sydney chandler takehiro hira
    Nos siga no Google News Nos siga no WhatsApp
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Email
    Thais Bentlin

    Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

    Posts Relacionados

    Cenas de ação épicas do DCU 2026 com super-heróis em confrontos intensos e efeitos visuais espetaculares
    Filmes

    DCU 2026 promete 5 momentos de ação épicos que definirão o ano do cinema de super-heróis

    maio 25, 2026
    Homem-Aranha: Um Novo Dia muda origem de Peter Parker no MCU
    Filmes

    Homem-Aranha: um Novo Dia muda a origem de Peter Parker no MCU — entenda

    maio 25, 2026
    Anthony Daniels como C-3PO em O Mandaloriano, quebrando recorde de 49 anos na franquia Star Wars
    Filmes

    Anthony Daniels quebra recorde de 49 anos em O Mandaloriano e Grogu

    maio 25, 2026
    Hugh Jackman como Wolverine em cena do filme Logan que sai do HBO Max em junho
    Filmes

    Logan sai do HBO Max em junho: o adeus melancólico que o cinema de franquia raramente permite

    maio 23, 2026
    Jack Ryan Guerra Fantasma série de ação e espionagem baseada em Tom Clancy
    Filmes

    Jack Ryan Guerra Fantasma Abre Caminho para Sequencias Baseadas na Obra de Tom Clancy

    maio 23, 2026
    Jigsaw personagem da franquia Saw em imagem de destaque do artigo sobre contrato perdido de Hannah Emily Anderson
    Filmes

    A Franquia Saw que Não Existiu: O Contrato Perdido de Hannah Emily Anderson

    maio 23, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Você não pode perder!
    Cenas de ação épicas do DCU 2026 com super-heróis em confrontos intensos e efeitos visuais espetaculares Filmes

    DCU 2026 promete 5 momentos de ação épicos que definirão o ano do cinema de super-heróis

    By Thais Bentlinmaio 25, 2026

    O ano de 2026 marca um ponto de inflexão para o Universo DC de James…

    Homem-Aranha: Um Novo Dia muda origem de Peter Parker no MCU

    Homem-Aranha: um Novo Dia muda a origem de Peter Parker no MCU — entenda

    maio 25, 2026
    Anthony Daniels como C-3PO em O Mandaloriano, quebrando recorde de 49 anos na franquia Star Wars

    Anthony Daniels quebra recorde de 49 anos em O Mandaloriano e Grogu

    maio 25, 2026
    Inscreva-se para receber novidades

    Subscribe to Updates

    Receba novidades toda sexta-feira direto no seu e-mail!

    Sobre nós
    //

    Salada de Cinema é um site da cultura pop, que traz notícias sobre quadrinhos, animes, filmes e séries. Tudo em primeira mão com curadoria de primeira.

    Categorias
    • Animes
    • Criticas
    • Filmes
    • Listas
    • NoStreaming
    • Quadrinhos
    • Séries
    • Uncategorized
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest RSS
    • Contato
    • Sobre nós
    • Quem faz o Salada de Cinema
    • Política de Privacidade e Cookies
    © 2026 Salada de Cinema. Todos os direitos reservados.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.