Seis dias. Esse foi o tempo que Projeto Hail Mary (Project Hail Mary) precisou para ultrapassar a barreira dos US$ 100 milhões na bilheteria norte-americana, marca que coloca Ryan Gosling em um seleto grupo de atores com quatro títulos nesse patamar.
O feito chega após um fim de semana de abertura de US$ 80 milhões nos Estados Unidos, somados a mais de US$ 140 milhões no mercado global. Para a Amazon MGM Studios, distribuidora do longa, trata-se da maior estreia de sua história.
Marca histórica em tempo recorde
Com a conquista, Projeto Hail Mary se junta a Barbie, La La Land e Duelo de Titãs como as produções mais rentáveis de Gosling no território doméstico. A projeção para o segundo fim de semana indica mais US$ 45 milhões, sinal de fôlego prolongado nas salas.
O ritmo acelerado de ingressos vendidos também reforça a confiança do estúdio em manter o filme em cartaz por um longo período. A certificação Certified Fresh no Rotten Tomatoes — 95 % de aprovação da crítica e 96 % do público — alimenta o boca a boca positivo, elemento crucial para a manutenção das salas cheias.
Atuação de Ryan Gosling sustenta o sucesso
Gosling interpreta Ryland Grace, professor que desperta sozinho em uma nave e descobre carregar sobre os ombros a missão de salvar a humanidade de um microrganismo letal. O ator equilibra vulnerabilidade e carisma, resultando em uma performance descrita por veículos especializados como “esperançosa” e “revigorante”.
A entrega emocional de Gosling lembra, em escala intimista, o trabalho que lhe rendeu o Globo de Ouro por La La Land. Mesmo em meio a efeitos visuais robustos, o ator mantém o foco nas reações humanas, potencializando a identificação do público com o protagonista.
Para quem acompanha a carreira do canadense, o momento é particularmente fértil: além deste projeto, ele lidera um novo longa de ficção científica dirigido pela dupla The Daniels, conforme noticiado em artigo recente do Salada de Cinema.
Direção de Phil Lord e Christopher Miller: humor e coração
Conhecidos pela irreverência de Tá Chovendo Hambúrguer e pela inventividade da franquia Aranhaverso, Phil Lord e Christopher Miller aplicam aqui a mesma mistura de comicidade e emoção. A dupla cria set pieces espaciais cheias de tensão sem abrir mão de piadas pontuais, estratégia que impede o tom sombrio de dominar a narrativa.
Imagem: Divulgação
A sinergia com o elenco se destaca nas interações entre Ryland e os demais tripulantes (vivos ou não). Essa abordagem humanizada rendeu elogios semelhantes aos recebidos pelo trabalho mais recente da dupla, que prometeu a chegada do trailer de Homem-Aranha: Além do Aranhaverso “muito em breve”.
Roteiro de Drew Goddard adapta Andy Weir com agilidade
O texto de Drew Goddard comprime as 496 páginas do best-seller de Andy Weir (autor de Perdido em Marte) em 156 minutos de filme. A adaptação mantém a estrutura de mistério — flashbacks que explicam como Ryland foi parar naquele laboratório espacial — e introduz conceitos científicos sem sobrecarregar o espectador.
Goddard, que já havia mostrado domínio do gênero em O Segredo da Cabana e no roteiro de Perdido em Marte, utiliza diálogos enxutos para explicar termos técnicos. O resultado é um equilíbrio entre a urgência da missão e a construção das relações, especialmente relevante para personagens como Eva Stratt, vivida por Sandra Hüller, e o alien Rocky, parceiro improvável de Ryland.
Ao lado de Lord e Miller, o roteirista também assina a produção executiva. Essa convergência de papéis reforça a coesão entre texto e mise-en-scène, algo perceptível em sequências como o primeiro contato entre humano e alienígena dentro de um túnel pressurizado.
Vale a pena assistir Projeto Hail Mary?
Para quem busca ficção científica que combine espetáculo visual e calor humano, Projeto Hail Mary entrega ambos. Ryan Gosling ancora a narrativa com segurança, enquanto Phil Lord e Christopher Miller equilibram suspense e leveza. Some-se a isso o roteiro ágil de Drew Goddard e a adaptação de Andy Weir ganha vida na tela grande de forma acessível e empolgante.









