Aquaman e o Reino Perdido chega hoje ao Prime Video, encerrando oficialmente a era do DC Extended Universe no cinema. O filme de 2023 com Jason Momoa arrecadou aproximadamente 440 milhões de dólares em bilheteria mundial — um número que a DC esperava fosse muito maior para uma sequência de um blockbuster bilionário como o primeiro Aquaman de 2018.
Essa transição para o streaming marca o fim de uma era da Warner Bros., já que Aquaman e o Reino Perdido foi o último longa metragem do DCEU a chegar aos cinemas antes do reboot comandado por James Gunn. O fato de estar agora disponível em plataforma doméstica revela uma mudança tática clara: a franquia antiga ficou para trás, enquanto a nova versão do universo DC assume o protagonismo dos estúdios.
Por que Aquaman 2 decepcionou críticos mas o público curtiu?
A sequência sofreu uma queda severa na recepção crítica em comparação ao primeiro filme. Enquanto o Aquaman original conquistou uma aprovação respeitável na crítica especializada, Aquaman e o Reino Perdido conquistou apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes. Esse é um dos maiores abismos entre crítica e público que o filme enfrentou: ao mesmo tempo em que críticos foram duros, o Popcornmeter (votação do público) alcançou 79% de aprovação.
Essa divergência não é acidental. Aquaman 2 adota exatamente a fórmula que muitos críticos acharam excessiva na era DCEU: visual grandioso mas narrativa confusa, efeitos espetaculares sobrepondo desenvolvimento de personagem, e um ritmo que prioriza o espetáculo sobre a coerência emocional. Para o público em geral, funciona. Para críticos que buscavam depth em um filme de super-herói, não.
Qual é a trama de Aquaman e o Reino Perdido?
A sinopse oficial revela: “Após falhar em derrotar Aquaman pela primeira vez, Manta Negro empunha o poder do mítico Tridente Negro para desencadear uma força antiga e maléfica. Esperando pôr fim ao seu reinado de terror, Aquaman forja uma aliança improvável com seu irmão, Orm, o antigo rei de Atlântica. Deixando de lado suas diferenças, eles se unem para proteger seu reino e salvar o mundo de uma destruição irreversível.”
A trama faz exatamente o que os filmes da DCEU faziam bem: coloca personagens rivais lado a lado contra um inimigo maior. Aquaman e Orm finalmente coexistem como aliados — uma dinâmica que deveria ter funcionado muito melhor como dramaturgia. Mas a execução de James Wan, que também dirigiu o primeiro filme, prioriza a ação subaquática grandiosa sobre o conflito psicológico entre os dois irmãos.
Quem estava no elenco de Aquaman 2?
Além de Jason Momoa como Aquaman e Patrick Wilson retornando como Orm, o filme reuniu um elenco impressionante que incluía Yahya Abdul-Mateen II como Manta Negro, Amber Heard como Mera, Nicole Kidman como Atlanna, Dolph Lundgren como Nereus e Randall Park como Dr. Stephen Shin. Temuera Morrison, Vincent Regan e Pilou Asbæk completavam o elenco em papéis menores mas significativos.
A presença de nomes como Kidman e Lundgren nunca é realmente explorada narrativamente — eles aparecem em momentos de peso visual mas sem arcos emocionais convincentes. É sintomático do problema maior da sequência: mais personagens não significaram mais profundidade, apenas mais cacos espalhados em uma trama que já estava sobrecarregada.
O que Jason Momoa está fazendo agora no novo DCU?
Apesar de encerrar sua jornada como Aquaman no DCEU, Momoa não abandonou o universo DC. O ator já foi escalado para o novo universo sob a direção de James Gunn, onde interpretará Lobo — um personagem que o próprio Momoa descreveu como seu “papel de sonho”. Ele aparecerá em Supergirl, que chega aos cinemas em 26 de junho, marcando sua primeira aparição no rebooted DC Universe.
Essa mudança de papéis é reveladora. Enquanto Aquaman estava preso à fórmula épica e grandiosa da DCEU antiga, Lobo oferece espaço para carisma bruto e humor — exatamente o tipo de registro que Momoa domina naturalmente. É uma oportunidade para o ator escapar da rigidez do super-herói solene.
Por que Aquaman e o Reino Perdido é o último filme do DCEU?
Aquaman e o Reino Perdido encerra simbolicamente a era do DC Extended Universe porque representa tudo que aquele universo foi: ambicioso em escala, manchado por crítica morna, mas capaz de arrecadar centenas de milhões através do apelo visual puro. Com 440 milhões de dólares, ficou longe do bilhão que gerou seu antecessor, sinalizando fadiga do público com a franquia.
A chegada ao Prime Video agora é menos um prêmio e mais uma constatação: o DCEU pertence agora ao passado. O novo universo de Gunn promete uma direção completamente diferente — mais comedida, mais enxuta narrativamente, mas também mais consciente dos erros cometidos. Aquaman 2 será lembrado não como um ponto de virada, mas como um ponto final.
Fonte: superherohype.com









