O mestre do fantástico, Guillermo del Toro, finalmente realizou seu sonho de vida: dar vida ao maior mito do horror. Frankenstein, a aguardada adaptação do diretor, chega à Netflix em 7 de novembro, já ostentando 86% de aprovação no Rotten Tomatoes e um Oscar por sua maquiagem transformadora.
Esqueça o monstro verde de pescoço parafusado. Esta não é uma simples história de terror. Com 2 horas de duração, Frankenstein é uma tragédia gótica e melancólica sobre criadores arrogantes e criaturas abandonadas, um conto sobre a solidão e o preço do ego.
A história de Frankenstein e o cientista que brincou de Deus
A narrativa nos apresenta a um cientista brilhante, mas consumido pela ambição. Ele acredita ter vencido a morte ao costurar e animar um ser a partir de partes. O experimento é um sucesso científico, mas um desastre humano. Horrorizado com o que fez, ele abandona sua criação.
A “Criatura”, jogada no mundo sem nome, sem linguagem e sem amor, aprende sobre a humanidade da pior maneira: através de sua crueldade e rejeição.
A busca do monstro por conexão e a recusa do criador em aceitar sua responsabilidade colocam os dois em uma rota de colisão que só pode terminar em destruição mútua.
Mais tristeza do que terror: a assinatura de Del Toro
Guillermo del Toro troca os sustos fáceis pela melancolia. Este filme é menos Frankenstein (1931) e mais O Labirinto do Fauno. Ele enxerga a criatura não como o monstro, mas como a vítima. O verdadeiro vilão é a arrogância do homem que a criou e a sociedade que a rejeitou.
A direção foca na beleza trágica. A neve, a solidão, os olhos da criatura. Del Toro usa a escuridão não para assustar, mas para nos fazer sentir o frio da rejeição. É um filme que argumenta que o maior pecado não foi criar a vida, mas sim negar-lhe o amor.
A equipe que deu alma (e tirou) ao mito
A obra é um projeto de paixão do roteirista e diretor Guillermo del Toro. Ele não apenas adapta Mary Shelley; ele a abraça, trazendo sua assinatura gótica e sua empatia pelos “outros” para o centro da história.
Sua visão é executada por um elenco perfeito. Oscar Isaac, que já nos mostrou sua intensidade em Cavaleiro da Lua, interpreta Victor Frankenstein.
Ele não é um cientista louco genérico, é um personagem intelectual e totalmente egocêntrico, cuja recusa em assumir a responsabilidade é o motor da tragédia.

O desafio de Jacob Elordi (Saltburn) é imenso: dar vida à Criatura. Sua performance, construída sob próteses pesadas (que garantiram o Oscar de Maquiagem), é sobre a dor da descoberta; vemos um ser inteligente nascer em um corpo que o mundo despreza.
E Christoph Waltz, mestre em interpretar personagens ambíguos (Bastardos Inglórios), interpreta o Dr. Pretorius, o mentor que representa a sedução amoral da ciência.
Com nota 7.8/10 no IMDb e 86% no Rotten Tomatoes, Frankenstein se consolida como um dos grandes do ano. É um terror que valoriza a emoção e a arte acima do choque. E agora disponível na Netflix, é impossível não assistir.
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