Rick O’Connell e Evelyn vão reencontrar o público sem a bagagem do capítulo mais controverso da franquia A Múmia. Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla que integra o coletivo Radio Silence, confirmaram que o quarto filme vai simplesmente pular O Túmulo do Imperador Dragão, produção de 2008 que trocou a atriz principal e sofreu duras críticas.
Com roteiro finalizado por David Coggeshall e aprovação pessoal de Brendan Fraser e Rachel Weisz, a nova aventura já tem data: 19 de maio de 2028. Até lá, o público não precisa rever o longa ambientado na China, mas pode esperar o carisma que tornou os dois primeiros títulos um sucesso de bilheteria.
Diretores garantem que o passado não os assombra
Em entrevista à revista Entertainment Weekly, Bettinelli-Olpin foi direto ao ponto: “Rachel está neste filme”. Na sequência, Gillett completou: “Isso deve responder à sua pergunta”. O diálogo foi suficiente para selar o destino de O Túmulo do Imperador Dragão dentro da cronologia – ou melhor, fora dela.
O terceiro longa, dirigido por Rob Cohen, havia substituído Weisz por Maria Bello e deslocado a trama para a Ásia, apresentando um enredo centrado no filho do casal, Alexander, interpretado por Luke Ford. Embora tenha arrecadado valores razoáveis, o filme conquistou míseros 13% de aprovação no Rotten Tomatoes e virou sinônimo de decepção para fãs e críticos.
Roteiro aprovado pelo elenco original
David Coggeshall entregou um texto que, segundo Bettinelli-Olpin, “tem todo o coração e o desenvolvimento de personagem que você pode esperar”. O diretor ainda comentou que Fraser e Weisz só embarcariam se realmente gostassem da história, e ambos deram sinal verde.
Essa aprovação endossa a confiança do estúdio: o casal protagonista não apenas volta à ação, como retoma a química que carregou o sucesso de A Múmia (1999) e O Retorno da Múmia (2001). Nos dois filmes dirigidos por Stephen Sommers, a mistura de aventura pulp, humor e romance edificou um público fiel que, mesmo após duas décadas, segue ansioso por mais.
Quem não volta para A Múmia 4
A opção de ignorar o terceiro título afasta naturalmente o elenco que estreou em 2008. Nomes como Jet Li, Michelle Yeoh e Liam Cunningham, ligados à trama do imperador chinês, ficam fora do radar. Luke Ford, que viveu Alexander, tampouco deve aparecer, já que a existência (ou o número) de filhos de Rick e Evelyn pode ser revista.
Imagem: Ian West
Por outro lado, velhos conhecidos mostraram interesse em retornar. John Hannah, o atrapalhado Jonathan, e Oded Fehr, o guerreiro Ardeth Bay, declararam publicamente que topariam mais uma jornada. O estúdio ainda não oficializou nenhum contrato, mas a porta permanece aberta.
Contexto da franquia e próximos passos
Antes da estreia marcada para 2028, os fãs verão outro projeto relacionado à marca: a Blumhouse lança em 17 de abril a releitura de Lee Cronin, simplesmente intitulada The Mummy. A produção não interfere no cânone da série principal, mas promete manter a franquia viva nos cinemas durante a longa espera.
Enquanto isso, Bettinelli-Olpin e Gillett – responsáveis por revitalizar Pânico nos cinemas recentes – preparam um set cheio de efeitos práticos, aventura e humor, seguindo a fórmula que fez a fama do original. No Salada de Cinema, já se comenta que a dupla pode repetir a façanha de equilibrar nostalgia e energia nova, algo que outros estúdios vêm buscando em franquias consagradas; basta lembrar como Glen Powell encabeçou um thriller da A24 que acabou caindo 55% na bilheteria na segunda semana.
Vale a pena ficar de olho?
Mesmo sem detalhes de enredo, o retorno de Brendan Fraser e Rachel Weisz sob a tutela de cineastas que valorizam personagens mais do que pirotecnia já desperta curiosidade. A exclusão do capítulo menos querido parece um aceno direto aos fãs que ansiavam por reviver a atmosfera dos dois primeiros filmes. Se o roteiro realmente preserva esse “coração” elogiado pelos diretores, a espera até 2028 promete recompensa para quem gosta de aventura clássica com tempero de comédia romântica.
Por enquanto, o conselho é simples: guarde a maratona para os títulos de 1999 e 2001. O Imperador Dragão pode continuar empoeirado na prateleira.



