A promessa é sedutora: “Gera outro você. Um você novo, mais jovem, mais bonito, mais perfeito.” Essa é a premissa de A Substância, o terror que explodiu no Top 1 do HBO Max e se tornou a conversa do momento. Mas não se engane: este não é um filme sobre beleza, é sobre a feiura da autoaversão.
A diretora Coralie Fargeat nos entrega uma crítica social que não usa palavras, mas sim carne, sangue e fluidos corporais. Com 2 horas e 20 minutos, A Substância é uma autópsia da obsessão pela juventude, um filme que te fará virar o rosto da tela e, ao mesmo tempo, enxergar um reflexo desconfortável no espelho.
A história de A Substância
Elisabeth Sparkle já foi um ícone. Agora, a estrela de aeróbica vê seu império ruir ao ser demitida por ter envelhecido. Em um ato de desespero, ela recorre a uma droga do mercado clandestino que parece realizar o milagre da multiplicação celular. essa Substância cria uma versão mais jovem e “aprimorada” de si mesma.
A única regra é o equilíbrio: uma semana para a original, uma semana para a cópia. O que começa como uma solução mágica se transforma em um pesadelo em A Substância.
A nova versão, Sue, começa a desejar mais tempo no sol e a desprezar sua “mãe”. A rivalidade entre as duas metades da mesma pessoa escala para uma guerra corporal grotesca e sangrenta.
O Corpo feminino como um campo de batalha
O que torna o filme uma obra tão potente é a sua inteligência satírica. A diretora Coralie Fargeat, que já havia chocado com Vingança, usa o “body horror” na tradição de David Cronenberg não para o choque gratuito, mas como uma ferramenta de crítica.
O corpo em decomposição de Elisabeth é um espelho da forma como a sociedade descarta as mulheres após uma certa idade. A produção é uma experiência que te agride os sentidos.
A transformação das personagens de A Substância é mostrada em detalhes gráficos, e o final, abraça o “trash. É um filme que argumenta que a busca pela perfeição corporal é, em si, uma doença.
A equipe por trás de uma obra audaciosa
O filme é escrito e dirigido pela cineasta francesa Coralie Fargeat. A produção, premiada em Cannes, se apoia na coragem de seu elenco. Demi Moore, em uma volta triunfal, não atua, ela se desfaz em cena.

Em contraste, Margaret Qualley constrói a “versão perfeita” com uma energia maníaca que lentamente revela sua própria monstruosidade. E Dennis Quaid tem uma participação hilária como o produtor de TV misógino.
O que torna o filme uma recomendação essencial é sua audácia. É uma obra para quem tem estômago forte e aprecia um cinema que usa o terror para fazer pensar, no melhor estilo de obras como Titane ou Grave.
A Substância foi indicada ao Oscar e tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua aparição novamente no TOP 10 do HBO Max, mostra o quão bom o filme é.
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