O suspense The Housemaid, estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, ganhou fôlego extra na virada do ano e cravou mais um recorde para a Lionsgate. O longa, adaptado do best-seller de Freida McFadden, já arrecadou cerca de US$ 70 milhões em todo o mundo, praticamente dobrando seu orçamento de US$ 35 milhões.
Com esse desempenho, a bilheteria de The Housemaid deixou para trás o polêmico vencedor do Oscar Crash, que somou US$ 55,3 milhões nos EUA. A conquista reforça o bom momento de Sweeney nos cinemas após uma sequência de projetos de baixo rendimento.
A bilheteria de The Housemaid ganha fôlego e derruba recorde controverso
De acordo com dados divulgados pela Deadline, o filme adicionou US$ 2,155 milhões na noite de quarta-feira, elevando seu total doméstico para US$ 56,2 milhões na segunda semana em cartaz. Esse número coloca a produção de Paul Feig acima não só de Crash, mas também de Why Did I Get Married? (2007) e do primeiro Saw (2004) no ranking histórico do estúdio.
Embora a receita tenha caído 49% em relação à terça-feira, analistas esperam nova alta após as sessões de Réveillon — movimento típico do calendário norte-americano. Se a tendência se mantiver, a bilheteria de The Housemaid tem chances concretas de ultrapassar a barreira dos US$ 100 milhões antes de deixar as salas.
A meta financeira mais imediata é atingir 2,5 vezes o orçamento, patamar que costuma definir o “ponto de equilíbrio” em Hollywood. Com US$ 70 milhões globais, o thriller já percorreu metade do caminho rumo ao lucro efetivo.
A façanha ganha ainda mais destaque quando se observa o histórico recente de Sydney Sweeney. Em 2025, a estrela de Euphoria lançou Eden, Americana e Christy, que, somados, renderam cerca de US$ 5 milhões. The Housemaid, por sua vez, conquistou por volta de US$ 20 milhões somente no primeiro fim de semana.
Vale lembrar que, dentro da Lionsgate, o topo absoluto continua reservado a franquias como Crepúsculo, Jogos Vorazes e John Wick. Mesmo assim, ver um título isolado bater um campeão do Oscar é motivo de comemoração no estúdio — e assunto de destaque no Salada de Cinema, sempre de olho nos números.
Imagem: Divulgação
Impacto nas carreiras e possíveis desdobramentos
Além de revigorar a bilheteria de The Housemaid, o lançamento renova o status de Sweeney entre as atrizes mais requisitadas de sua geração. Amanda Seyfried, parceira de cena, também colhe frutos: seu trabalho em The Testament of Ann Lee, exibido em circuito limitado no Natal, já a coloca como favorita a uma indicação de Melhor Atriz no Oscar 2026. A própria Seyfried revelou interesse em repetir a parceria com Sweeney, o que pode render nova aposta de sucesso ao estúdio.
Enquanto isso, Crash continua lembrado mais pelo resultado controverso do Oscar 2006 do que por sua performance de US$ 101 milhões no mundo todo. Na época, a vitória sobre O Segredo de Brokeback Mountain chocou parte da crítica, mesmo depois de Ang Lee faturar o prêmio de direção e o longa levar o troféu de roteiro adaptado.
Comparações à parte, a bilheteria de The Housemaid prova que thrillers originais ainda encontram espaço entre franquias gigantes. Se o ritmo se mantiver, o longa deve se consolidar como um dos raros casos de produção de médio orçamento que driblam a competição dos blockbusters e alcançam lucro substancial.
Ficha Técnica
- Título original: The Housemaid
- Gênero: Thriller / Mistério
- Duração: 131 minutos
- Lançamento: 19 de dezembro de 2025
- Direção: Paul Feig
- Roteiro: Rebecca Sonnenshine e Freida McFadden
- Produção: Todd Lieberman
- Elenco: Sydney Sweeney (Millie Calloway), Amanda Seyfried (Nina Winchester)
- Classificação indicativa: R
- Orçamento estimado: US$ 35 milhões
- Arrecadação mundial até o momento: ~US$ 70 milhões









