O episódio 7 da 3ª temporada de Lioness responde a uma pergunta que vinha se arrastando havia semanas: Joe consegue escapar dos homens que a sequestraram e é resgatada pela própria equipe antes de ser tirada dos Estados Unidos. Mas o penúltimo capítulo da temporada não fecha a história aí — ele abre uma investigação nova sobre quem realmente está por trás de tudo.
Depois de um resgate tenso nas ruas, a série muda de assunto rápido. Em vez de comemorar, a CIA passa a questionar se a Rússia e o Irã, os dois principais suspeitos até aqui, são só distração para esconder um traidor infiltrado dentro da própria agência.
Aviso de spoiler: o texto a seguir revela detalhes do resgate de Joe, mortes e a nova teoria sobre quem orquestrou o sequestro no episódio 7 da 3ª temporada de Lioness.
Resumo rápido
- Joe escapa dos sequestradores durante um transporte terrestre e mata Babat no processo; a equipe chega logo depois para finalizar o resgate.
- Uma análise do Departamento de Estado conclui que nem a Rússia nem o Irã planejaram o sequestro; tudo indica uma operação de falsa bandeira.
- Oleksandra vira a principal suspeita de ser a infiltrada que passou informações sobre Joe e a CIA aos sequestradores.
- Sem provas concretas, Byron chega a propor eliminar Oleksandra, e Mullins responde que isso seria simplesmente um assassinato.
- Joe se recusa a voltar para casa antes de descobrir quem ordenou seu sequestro, deixando o mistério aberto para o episódio final da temporada.
Como Joe escapa e é resgatada no episódio 7 de Lioness
Depois de perder a aeronave que levaria Joe para fora do país, Babat e seus homens são forçados a tentar uma rota terrestre, provavelmente rumo a uma pista clandestina ou à fronteira com o México. O plano desmorona quando a van do grupo avança um sinal vermelho e chama a atenção da polícia, que descobre registros de roubo ligados ao veículo.
É nessa abordagem que Joe encontra a brecha que precisava. Ela grita por socorro, provoca a colisão da van com outro carro e aproveita a confusão para pegar uma arma caída no chão. Com ela, mata Babat e outro integrante do grupo, dando início a um tiroteio nas ruas.
Durante a fuga até um campo de futebol, os mercenários têm várias chances de atirar para matar e não o fazem. O comportamento reforça a leitura de que a missão nunca foi eliminar Joe, e sim entregá-la viva a outro país. O resgate se completa quando Tex, Randy, Cruz, Bobby e o resto da equipe chegam e eliminam os homens restantes.
Passada a adrenalina, o episódio reserva um momento mais silencioso: o reencontro entre Joe e Cruz, que ecoa a primeira temporada, quando foi Joe quem salvou Cruz numa missão infiltrada. Agora os papéis se invertem, e a cena funciona como um respiro emocional antes da série voltar ao trabalho pesado.
A revelação que muda o rumo da temporada: não foi Rússia nem Irã
Com Joe em segurança, a trama vira o foco para uma pergunta bem mais incômoda: quem armou tudo isso? A resposta começa a aparecer numa análise encomendada pelo Departamento de Estado e apresentada por Errol.
Segundo esse levantamento, a presença do agente russo Renat serviu apenas para direcionar as suspeitas para Moscou, enquanto Babat e seus mercenários ligados ao extremismo islâmico fizeram os americanos acreditarem que Teerã estava por trás da operação. Na prática, tudo indica uma operação de falsa bandeira, pensada para empurrar os Estados Unidos a um conflito contra o inimigo errado.
Por que Oleksandra virou a principal suspeita de ser a infiltrada
Errol argumenta que uma operação desse porte dificilmente aconteceria sem ajuda de alguém dentro da própria inteligência americana, alguém com acesso a informações sobre Joe, sua rotina e a movimentação da CIA.
As evidências levam a Oleksandra. Ao longo da temporada, ela entregou Yurimov quase sem pedir nada em troca, além de fornecer dados sobre agentes russos infiltrados nos Estados Unidos, o que ajudou a CIA a fechar uma grande operação de contraespionagem. O que parecia generosidade agora soa como estratégia.
Joe relembra uma fala sua do primeiro episódio sobre a Navalha de Occam: a explicação mais simples costuma ser a correta. Se essa lógica valer aqui, Oleksandra nunca esteve ajudando a CIA de fato — ela pode ter conduzido cada passo dos americanos para colocá-los em rota de colisão com seus próprios adversários, favorecendo os interesses de seu país de origem.
CIA quer agir contra Oleksandra, mas não tem provas
Mesmo convencidos da teoria, Byron e Kaitlyn esbarram num problema prático: não existe prova concreta contra Oleksandra. Byron considera o risco político alto demais para esperar uma investigação completa, já que, se o relatório chegar ao Senado ou ao presidente, Washington pode ser pressionada a tomar decisões que favoreçam a Rússia.
Por isso, ele propõe eliminar Oleksandra antes mesmo de fechar a investigação. Mullins rebate lembrando que, sem provas, isso deixaria de ser uma operação clandestina e passaria a ser um assassinato puro e simples — um dilema que expõe divergências até dentro da própria liderança da agência.
Enquanto isso, Joe segue dividida entre a agente e a mãe. Depois de uma cirurgia para tratar a amputação do dedo do pé causada pelos sequestradores, ela se recusa a voltar para casa e pede para ir direto ao escritório, com medo de ter colocado a família em risco ao levar essa guerra para dentro de casa. Antes de desligar o telefone com Neal, só pede um beijo para as filhas.
O que ainda falta resolver antes do final da 3ª temporada de Lioness
O resgate de Joe fecha a ação mais urgente da temporada, mas deixa a questão central em aberto: quem, de fato, orquestrou o sequestro e por quê. Oleksandra concentra as suspeitas, mas a CIA segue sem nenhuma prova que sustente uma acusação formal, e o próprio Mullins trata a ideia de agir sem evidências como uma linha perigosa de se cruzar.
Com a 3ª temporada de Lioness tendo oito episódios, resta apenas o capítulo final para a série decidir se Oleksandra realmente é a infiltrada ou se as evidências reunidas até aqui são convenientes demais para serem a resposta completa. Enquanto isso não é esclarecido, Joe segue no escritório da CIA em vez de casa, decidida a não parar até descobrir quem ordenou o sequestro que quase a tirou do país.



