Resumo rápido
- A Motion Picture Association (MPA) classificou Street Fighter (2026) como PG-13, o equivalente à classificação 13 anos usada nos Estados Unidos.
- O motivo citado envolve violência e ação, imagens sangrentas, linguagem forte, referências sexuais, nudez parcial e fumo breve.
- A nota mantém uma tradição de 32 anos: tanto Street Fighter (1994) quanto Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (2009) também foram classificados PG-13.
- O rival direto do gênero, Mortal Kombat, segue outro caminho: os filmes de 2021 e 2025 receberam classificação R nos EUA, reservada a público mais adulto.
- Street Fighter tem estreia prevista para 16 de outubro de 2026, sob direção de Kitao Sakurai, com distribuição da Paramount Pictures.
A nova versão de Street Fighter recebeu classificação PG-13 da Motion Picture Association, segundo apurou o ScreenRant junto ao órgão responsável pelas classificações indicativas nos Estados Unidos. Isso significa que o filme segue liberado para adolescentes acompanhados, na mesma linha das duas primeiras adaptações do jogo da Capcom para o cinema.
A MPA justificou a nota citando violência e ação, imagens sangrentas, linguagem forte, referências sexuais, nudez parcial e fumo breve. É uma combinação de elementos que sinaliza um filme de ação pesado, mas ainda dentro do limite que permite público mais jovem nas salas.
Por que a classificação PG-13 chama atenção agora

O detalhe curioso não é a nota em si, mas o que ela representa dentro da história da franquia. Tanto o Street Fighter de 1994, estrelado por Jean-Claude Van Damme, quanto Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, de 2009, também saíram com classificação PG-13. Ou seja, a produção de 2026 mantém um padrão que já dura mais de três décadas.
Esse dado ganha peso porque o filme chega ao mesmo tempo em que a concorrência direta do gênero segue outro roteiro. Mortal Kombat (2021) e Mortal Kombat II, lançado em 2025, receberam classificação R nos Estados Unidos, por violência sangrenta, linguagem constante e conteúdo mais cru. É a diferença que separa as duas franquias de luta na tela: uma aposta na violência explícita como marca registrada, a outra prefere manter a ação dentro de um limite mais amplo de público.
Elenco reúne Ryu, Ken Masters e Chun-Li em novo torneio
A trama se passa em 1993 e reencontra Ryu, vivido por Andrew Koji, e Ken Masters, interpretado por Noah Centineo, como dois lutadores afastados que voltam ao ringue quando Chun-Li (Callina Liang) os convoca para o próximo World Warrior Tournament.
Do lado dos vilões, M. Bison ganha corpo com David Dastmalchian, enquanto o elenco de apoio soma Jason Momoa como Blanka e Cody Rhodes no papel de Guile. É um time montado para homenagear décadas de personagens do jogo da Capcom, sem se limitar aos rostos mais óbvios da franquia.
A direção é assinada por Kitao Sakurai, com produção da Legendary Pictures e distribuição da Paramount Pictures nos Estados Unidos. O roteiro passou pelas mãos de T. J. Fixman, com história atribuída a Dalan Musson e Gary Dauberman.
O que a classificação indica sobre a estratégia do filme
Uma classificação mais ampla teoricamente abre a porta para grupos familiares, adolescentes e público casual que ficou de fora do público de Mortal Kombat II por causa do rating R. Faz sentido como estratégia: mais faixas etárias podem comprar ingresso sem restrição.
Isso não significa, porém, que a nota garanta uma bilheteria maior. O ano de 2026 já mostrou que orçamento alto e propriedade intelectual conhecida não bastam sozinhos. Supergirl, por exemplo, teve orçamento na casa dos 170 milhões de dólares e abriu bem abaixo do esperado nas bilheterias globais. O próprio Mortal Kombat II, mesmo restrito a um público mais nichado pelo rating R, também ficou longe de bater o próprio custo de produção.
Ou seja, a classificação PG-13 pode ampliar o público em teoria, mas o resultado final em bilheteria depende de outros fatores, como recepção da crítica, boca a boca e concorrência no período de outubro de 2026. Ainda é cedo para tratar a nota como garantia de sucesso comercial.
Onde a Capcom entra nessa disputa de franquias de luta
Vale lembrar que Street Fighter segue como propriedade da Capcom, empresa japonesa por trás dos jogos originais desde os anos 1980. A escolha de manter o filme dentro do PG-13 também conversa com a forma como a companhia tradicionalmente licencia seus personagens para adaptações amplas, evitando restringir o público-alvo.
Enquanto isso, a Warner Bros. segue com Mortal Kombat mirando o público que já cresceu acostumado à violência gráfica da franquia, tanto nos jogos quanto nos filmes. São duas apostas diferentes dentro do mesmo gênero, e a classificação indicativa deixa isso explícito antes mesmo da estreia.
A estreia de Street Fighter e o teste de outubro de 2026 nos cinemas
Street Fighter tem estreia confirmada nos cinemas dos Estados Unidos para 16 de outubro de 2026, conforme informado pela Legendary Pictures e pela Paramount Pictures. Não há, até o momento, confirmação oficial de data de lançamento específica para o Brasil.
Com a classificação PG-13 definida e o elenco já apresentado ao público em materiais de divulgação, o próximo capítulo da história passa a ser a recepção do público quando o filme finalmente chegar às salas. A comparação com Mortal Kombat, ao menos no papel da classificação indicativa, já está resolvida.
Fonte principal: Paramount Pictures. Informações complementares: FilmRatings, Legendary Pictures e ComicBook.



