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Couture, novo filme estrelado por Angelina Jolie e dirigido por Alice Winocour, estreou com recepção crítica morna: o longa acumula 58% de aprovação no Rotten Tomatoes. O número está abaixo da linha de 60% que separa os filmes “podres” dos aprovados na plataforma — e as críticas publicadas ajudam a entender por quê.

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Resumo rápido

  • Couture tem 58% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes
  • Dirigido por Alice Winocour, o filme se passa durante a Paris Fashion Week
  • Angelina Jolie vive Maxine Walker, uma cineasta americana em crise pessoal
  • Elenco inclui Anyier Anei, Ella Rumpf, Louis Garrel, Vincent Lindon e Garance Marillier
  • Críticos divergem: roteiro fraco é o ponto central de discordância; atuação de Jolie recebe elogios isolados

O que os críticos disseram sobre Couture

A premissa tem potencial. O filme acompanha Maxine Walker durante a Paris Fashion Week, enquanto ela cruza com mulheres de origens diferentes e, no meio do caos da alta costura, enfrenta um rascunho da própria vida. É o tipo de história que funciona quando o roteiro consegue dar peso a cada personagem que aparece em cena.

O problema, segundo boa parte da crítica, é que esse peso nunca chega.

Rachel Ho, da Exclaim!, classificou o filme como um “exercício vazio”. David Rooney, do The Hollywood Reporter, foi na mesma direção ao argumentar que os personagens nunca desenvolvem profundidade suficiente para tornar a história realmente significativa. Christopher Llewellyn Reed, do Film Festival Today, apontou que as múltiplas linhas narrativas ficam subdesenvolvidas e não deixam impacto duradouro.

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Ambiente da Paris Fashion Week retratado no filme. (Reprodução / Couture, filme de Angelina Jolie, recebe críticas negativas com 58% no Rotten)
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A crítica ao retrato da indústria da moda também apareceu com frequência. Peter Bradshaw, do The Guardian, chamou o filme de “raso”. Outro crítico da mesma publicação, Benjamin Lee, foi mais direto: na sua leitura, Couture faz o universo da alta costura parecer “mortalmente entediante”. Richard Lawson, do IndieWire, descreveu o resultado como uma mistura irregular de melodrama e estilo europeu polido — e salvou, ao menos, os figurinos.

A atuação de Jolie divide opiniões

Nem tudo foi rechaço. Sean Boelman, do FandomWire, escreveu que o filme não é o desastre que algumas reações iniciais de festival sugeriram — mas reconheceu que a obra não alcança os picos emocionais dos trabalhos anteriores de Winocour.

O elogio mais contundente veio de Robert Daniels, da Screen International, que destacou a performance de Jolie como uma das mais vulneráveis de toda a sua carreira. É uma avaliação que contrasta com o diagnóstico geral sobre o filme: a atriz parece ter entregado mais do que o roteiro pedia.

Essa divisão entre “atuação forte, filme fraco” não é incomum em longas que apostam em drama pessoal e acabam priorizando o visual. A moda é um cenário que exige escolhas difíceis de roteiro — e Couture, segundo a maioria dos críticos, não fez essas escolhas com clareza.

O histórico de Alice Winocour e o peso das expectativas

Alice Winocour tem um currículo que justificava a expectativa. A diretora francesa é conhecida por trabalhos como Proxima (2019) e Disorder (2015), dois filmes que se destacaram justamente pela capacidade de construir tensão psicológica a partir de personagens femininos em situações-limite.

Couture parecia seguir esse caminho — e a parceria com Jolie reforçava o interesse. A atriz não é estranha a papéis exigentes, e a Paris Fashion Week oferece um cenário com camadas de poder, vaidade e vulnerabilidade que poderiam render muito. Só que, na leitura da maior parte da crítica, o filme não aprofundou nenhuma dessas camadas.

Boelman foi cuidadoso ao pontuar isso: não é um fracasso total, mas fica aquém do que Winocour já demonstrou ser capaz de fazer. Quando um crítico que defende a obra usa esse tipo de ressalva, o sinal é claro.

Um 58% que conta uma história sobre escolhas de roteiro

O número no Rotten Tomatoes não é catastrófico, mas está longe de ser um aceno positivo. Para um filme com Angelina Jolie no centro e uma diretora com histórico consistente, 58% significa que a maioria dos críticos não recomenda — e as resenhas mostram por quê: não há um grande problema técnico ou de direção, mas um roteiro que não sustenta o que a premissa e o elenco prometem.

Os figurinos, pelo menos, saíram bem. Quando o destaque de um filme ambientado na semana de moda de Paris acaba sendo literalmente a roupa, fica o recado sobre o que deveria ter funcionado melhor.

Ainda não há data oficial de estreia de Couture em cinemas ou plataformas de streaming no Brasil.

Fonte: comingsoon.net

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Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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