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My Royal Nemesis termina exatamente como o público queria: com Seo-Ri e Se-Gye juntos, Mun-Do atrás das grades e até mesmo Dan-Sim, a alma da era Joseon, escapando para uma vida nova. O episódio 14, disponível na Netflix, encerra a série com um final feliz sem ressalvas — algo que, ao longo da temporada, parecia quase impossível de acontecer.

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Resumo rápido

  • Seo-Ri viaja ao passado para salvar Cheongheon e, indiretamente, a vida de Se-Gye no presente
  • Se-Gye desperta do hospital e passa semanas angustiado até reencontrar Seo-Ri em coma
  • Seo-Ri retorna do purgatório quando percebe que uma vida sem dor também é uma vida sem felicidade
  • Mun-Do é preso após seu próprio assessor entregar gravações de seus crimes à polícia
  • Dan-Sim e Cheongheon sobrevivem e partem juntos rumo à China da Dinastia Qing

A viagem ao passado que mudou o destino de dois tempos

No cliffhanger do episódio 13, a xamã Bo-Sal aparece para Seo-Ri com uma proposta cruel: a única forma de salvar Se-Gye, esfaqueado e em cirurgia, seria voltar à Joseon e impedir a morte do Príncipe Cheongheon — porque o amante de Seo-Ri estava fadado a morrer, assim como Cheongheon havia morrido no passado. O preço: uma viagem sem volta.

Seo-Ri aceita sem hesitar.

No passado, ela reaparece disfarçada de dama da corte, chegando justamente antes de Cheongheon ser obrigado pelo Rei Anjong a beber uma sopa envenenada. A cena de como Cheongheon morreu na linha do tempo original é perturbadora: uma carta de despedida, sangue, e um soldado que aparece de qualquer forma para terminar o serviço com uma lâmina. Frio e sem dignidade.

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Mas Seo-Ri consegue mudar isso. Ela percebe que a sopa está envenenada, derruba o recipiente e, quando os soldados chegam, os dois fogem juntos. A fuga termina numa falésia — e quando um arqueiro mira em Cheongheon, é Seo-Ri quem entra na trajetória da flecha. Os dois caem juntos do penhasco. No presente, Se-Gye abre os olhos. A maldição foi quebrada.

Se-Gye acorda, mas o reencontro vai demorar

Personagem Se-Gye em cena contemporânea de My Royal Nemesis, expressando angústia após despertar do coma à espera de Seo-Ri
Acordar não significa reencontrar: Se-Gye enfrenta semanas de incerteza após sair do hospital — Netflix

A primeira coisa que Se-Gye faz ao sair do coma é perguntar por Seo-Ri. Ele deixa o hospital antes de curar os pontos para confrontar Mun-Do, que apenas o provoca e não revela nada. Desesperado, Se-Gye começa a torcer para que ela simplesmente tenha fugido com medo — prefere ter sido abandonado a pensar que ela está em perigo.

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Quando Seo-Ri é finalmente encontrada, está em coma num hospital, sem responder a nenhum estímulo. Se-Gye passa os dias seguintes como um fantasma: lê o diário dela, encontra uma anotação sobre planos de primavera que fariam juntos, e desmorona. A fiancée-virada-sócia Tae-Hee é quem o tira minimamente desse estado, levando-o até a exposição de um retrato histórico que se parece inquietantemente com Seo-Ri — e que agora está exposto ao lado do diário de Cheongheon.

A entrada exibida é do dia anterior à chegada de Dan-Sim com a sopa. Cheongheon descreveu o quanto esperava por ela, com uma precisão emocional que faz Se-Gye praticamente desabar na frente do museu.

No purgatório onde Seo-Ri está presa — nem viva, nem morta, num quarto vazio e sem obrigações —, ela começa a sentir algo. Pedras da praia de Jeju aparecem sobre a mesa. As memórias voltam. E, quando a xamã aparece, Seo-Ri diz o que o episódio inteiro estava construindo: uma existência sem dor também é uma existência sem felicidade. Ela quer voltar. E volta — reaparecendo na calçada em frente ao museu, exatamente onde Se-Gye está saindo.

Mun-Do preso: como a queda do vilão acontece

Mun-Do vai preso, sim. Mas não de forma silenciosa.

Depois que Seo-Ri e Se-Gye se reencontram, os dois traçam um plano. Mun-Do está realizando uma coletiva de imprensa para o Grupo Chail, tentando pedir desculpas genéricas pela morte da Enfermeira Kim sem assumir nenhuma responsabilidade pessoal. É uma performance calculada, com cada resposta desviando da culpa individual.

Então Seo-Ri aparece. Ela derruba os seguranças, e todos os jornalistas presentes recebem um deepfake de Mun-Do descartando um corpo. É caótico e deliberado — uma distração pública enquanto o golpe real já havia sido dado: seu próprio assessor gravou e entregou à polícia registros de todos os crimes cometidos por ele.

Mun-Do é preso. Seo-Ri ainda o visita antes do julgamento para deixar claro que ele jogou fora sua única chance de salvação — o filho, Seo-Jun, que agora crescerá longe dele, criado pelo avô Dal-Su com carinho. O vilão entende a mensagem, e não tem como contestar.

Dan-Sim e Cheongheon: a outra metade do final feliz

Uma das perguntas que ficava no ar desde o episódio anterior era sobre o destino de Dan-Sim — a alma original da era Joseon, não Seo-Ri habitando o passado, mas a própria Dan-Sim. A série não a abandonou.

Ela sobreviveu à queda da falésia. No final, é vista num porto, disfarçada, se apresentando a uma criança numa cena que coincide exatamente com as visões que a xamã Jung-Ae havia tido do passado. Cheongheon está com ela. Os dois estão fugindo dos homens de Mun-Do e embarcam num navio rumo à China da Dinastia Qing.

Não é um final convencional — sair do Joseon para o território Qing, num período em que as relações entre os dois eram tensas, não é exatamente férias. Mas a determinação de Cheongheon e a personalidade de Dan-Sim sugerem que eles vão se virar. Seo-Ri e Se-Gye, no presente, especulam exatamente sobre isso: já que são, de certa forma, a mesma pessoa, a maldição que pesava sobre ambas as vidas foi levantada nos dois tempos.

O que ficou em aberto

O final resolve praticamente tudo, mas um fio solto permanece: a atriz Eun-A, que aparece brevemente como uma dama da corte no passado — assim como era uma atriz coadjuvante no presente —, nunca ganha uma explicação para essa coincidência. A série levanta a questão e simplesmente segue em frente.

No presente, Seo-Ri retoma a carreira de atriz, e Se-Gye fica visivelmente enciumado quando um dos roteiros que ela está lendo se chama 99 Primeiros Beijos. Tae-Hee agradece a Se-Gye por tê-la feito acreditar no amor de novo. E o casal secundário também tem seu desfecho: Gwang-Nam resgata Ji-Hyo de um ex-namorado que a seguia, e ela o recontrata como manager com o triplo do salário anterior.

Seo-Ri ainda reserva uma última ação antes de virar a página: escreve “Reflita” na frente da casa de Eun-A e passa a defender publicamente a concubina Dan-Sim em fóruns online. O tipo de coisa que faz sentido quando você sabe exatamente o que a mulher passou.

O que fica desta série

My Royal Nemesis termina sem grandes traumas. O que poderia soar como condescendência — um happy ending completo demais — funciona aqui porque a série acumulou sofrimento suficiente para justificar cada sorriso do episódio final. Seo-Ri passou a temporada inteira sendo pressionada pela família, por um rei, por Mun-Do. A leveza do final não é gratuita; é conquistada.

A única ressalva real continua sendo o tratamento dado à Dan-Sim original. Ela é central para toda a mitologia da série, mas aparece tão pouco que o alívio do seu final feliz chega mais como informação do que como emoção. É um desequilíbrio que o roteiro nunca resolveu completamente.

Ainda assim, o episódio 14 entrega o que prometeu. Para quem acompanhou os episódios 11 e 12, onde a ligação entre Dan-Sim e Seo-Ri foi confirmada, e o episódio 13, que terminou com aquele cliffhanger tenso na sala de cirurgia, o final fecha o ciclo com coerência e, no fim das contas, com generosidade para com seus personagens.

Fonte principal: dmtalkies.com. Informações complementares:  thereviewgeek.com, Netflix.

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Sou formada em Marketing Digital e criadora de conteúdo para web, com especialização no nicho de entretenimento. Trabalho desde 2021 combinando estratégias de marketing com a criação de conteúdo criativo. Minha fluência em inglês me permite acompanhar e desenvolver materiais baseados em tendências globais do setor.

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