A 2ª temporada de X-Men ’97 ainda não estreou publicamente, mas já fez história: com o embargo de críticas levantado duas semanas antes da estreia, a série acumula 100% de aprovação no Rotten Tomatoes — segundo os dados disponíveis até o momento da publicação deste texto. A estreia está marcada para 1º de julho de 2026 no Disney+, com nove episódios e Apocalipse como antagonista central de uma narrativa que expande os X-Men para múltiplas linhas temporais.
Resumo rápido
- Estreia: 1º de julho de 2026, no Disney+
- Episódios: 9 no total
- Nota atual: 100% no Rotten Tomatoes (baseado nas primeiras avaliações, com embargo levantado em junho de 2026)
- Vilão principal: Apocalipse
- Enredo: X-Men dispersos através do tempo; missão de resgate em linha temporal dos anos 1990
- Prévia da crítica: acesso antecipado aos primeiros 4 episódios para imprensa
O recorde já diz algo antes mesmo do primeiro episódio público
Levantar o embargo de uma série animada duas semanas antes da estreia é um gesto calculado — e a Marvel Animation claramente confiou no produto que tem em mãos. A decisão não é comum para produções de streaming, onde o padrão ainda é liberar críticas no dia da estreia ou poucos dias antes. Ao antecipar a janela crítica, o estúdio criou um ciclo de antecipação que nenhum trailer conseguiria replicar sozinho: o Rotten Tomatoes funcionou, neste caso, como ferramenta de marketing antes de ser ferramenta de avaliação.
A nota de 100% — registrada com base nas primeiras avaliações disponíveis, ainda em número limitado — precisa ser lida com essa ressalva: à medida que mais críticas forem publicadas ao longo das próximas duas semanas, o percentual pode flutuar. Mas o que já está estabelecido é o tom: a recepção inicial foi unanimemente positiva entre os críticos que tiveram acesso aos primeiros quatro episódios.
Apocalipse não é apenas um vilão novo, é uma aposta de escala diferente
A 1ª temporada de X-Men ’97 terminou com um gancho narrativo que fragmentou o time — e a 2ª temporada parte exatamente desse ponto de ruptura para construir algo mais ambicioso. A dispersão dos X-Men através do tempo não é apenas um recurso de roteiro, é a justificativa dramática para escalar o conflito a uma proporção que a animação dos anos 1990 jamais poderia sustentar tecnicamente.
Apocalipse, o antagonista desta temporada, carrega um peso simbólico específico nos quadrinhos: é um personagem associado à ideia de sobrevivência do mais forte, à manipulação genética e à ideia de que a evolução justifica qualquer crueldade. Colocá-lo no centro de uma história sobre um grupo perseguido por ser diferente não é uma escolha aleatória — sugere que a série pretende usar o vilão para aprofundar a metáfora que sempre definiu os X-Men como ficção.
A crítica de Aidan Kelly, publicada com nota 8/10, destacou especificamente a qualidade da animação e a representação do personagem. Já Nicholas Brooks atribuiu 9/10 à temporada, elogiando os stakes mais altos, mas sinalizou que o conteúdo pode ser intenso demais para crianças pequenas — um dado que posiciona a série mais próxima de um produto para fãs adultos do que de animação familiar genérica. Simon Gallagher, por sua vez, avaliou que a 2ª temporada em grande parte continua o bom trabalho da primeira — o que, dado o nível da 1ª temporada, já seria suficiente para justificar o retorno.
A estratégia do Tribeca antes do Disney+ não é acidente
Antes de chegar ao streaming, X-Men ’97 teve sua estreia mundial no Tribeca Festival, em junho de 2026. A rota festival → crítica antecipada → lançamento público é uma estratégia que o Disney+ tem utilizado para posicionar determinadas produções como eventos culturais, e não apenas lançamentos de catálogo. Para uma série animada — gênero historicamente subvalorizado em cerimônias e coberturas da grande imprensa —, essa trajetória representa uma mudança de enquadramento editorial.
A Marvel Animation também lançou em paralelo a HQ X-Men ’97: Season Two, com primeira edição publicada em 3 de junho de 2026, expandindo o universo narrativo da temporada antes mesmo de ela ir ao ar. É uma forma de manter o engajamento de fãs que já consumiram a 1ª temporada e querem mais contexto do que o streaming oferece sozinho.
Por que a 1ª temporada criou uma pressão quase impossível de repetir
Quando a X-Men ’97 estreou em março de 2024, foi recebida como a melhor produção da Marvel em anos — não apenas no campo da animação, mas em qualquer formato. O contexto importa: a série chegou num momento em que o MCU enfrentava críticas crescentes sobre saturação e queda de qualidade narrativa, e a animação 2D nostálgica funcionou como um contraponto estético e emocional preciso.
Repetir esse efeito é genuinamente difícil. A surpresa não existe mais — quem assiste à 2ª temporada já tem expectativas calibradas por uma 1ª temporada excepcionalmente bem recebida. O fato de a crítica antecipada ter sido, até agora, unanimemente positiva sugere que a equipe criativa não recuou diante dessa pressão, mas é o público que vai determinar se a experiência se sustenta ao longo dos nove episódios.
O que esperar agora
A estreia em 1º de julho coloca X-Men ’97 numa posição estratégica no calendário do Disney+: é o grande lançamento de animação do segundo semestre de 2026 antes que a atenção do público se desloque para os lançamentos de fim de ano. Para os fãs que acompanham a franquia desde os anos 1990 — e para quem chegou pela 1ª temporada —, a promessa de uma narrativa temporal com Apocalipse como força motriz representa a aposta mais ambiciosa que a série já fez. Se a nota perfeita resistir ao lançamento completo, X-Men ’97 pode consolidar a Marvel Animation como o setor mais consistente da empresa no streaming — algo que, até pouco tempo atrás, ninguém apostaria com convicção.
Fonte principal: collider.com. Informações complementares: Rotten Tomatoes, CBR, ComicBook.com.










